
A Grande Casa de Deus
Um lugar para o seu corao

Max Lucado

Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei:
que possa morar na casa do Senhor todos
os dias da minha vida.
Salmos 27.4
Sumrio

CAPTULOS        3
1. A Grande Casa de Deus        3
2.  A Sala de Estar        9
3. A Fundao        17
4. O Observatrio        25
5. A Capela        33
6. O Trono        38
7. O Estdio        45
8. A Fornalha        53
9. A Cozinha        60
10. O Telhado        69
11. O Corredor        75
12. O Aposento Familiar        84
13. Os Muros        90
14. A Capela        100
15. Um Lar para o seu Corao        107
PS-ESCRITO        111
GUIA DE ESTUDO        114
1. Um lar para o seu corao        114
2. Quando seu corao necessita de um Pai        117
3. Onde a confiana comea        119
4. Uma afeio celestial        122
5. Onde o homem fecha a boca        124
6. Tocando o corao do Rei        127
7. Como Deus revela sua vontade        129
8. Porque algum orou        132
9. A mesa farta de Deus        135
10. Sob a graa de Deus        137
11. Graa recebida, graa dada        140
12. Aprendendo a viver juntos        142
13. Satans, servo de Deus        144
14. Confiando no poder de Deus        147
15. Um Lar para o seu Corao        149
O AUTOR        152

Deixe Max Lucado lev-lo numa turn pela casa que o prprio Deus 
lhe tem preparado. Aquea seu corao na lareira da sala de estar. 
Alimente o seu esprito na cozinha. Busque a comunho no 
aposento familiar. Caminhe pelo corredor, e encontre perdo.
 a perfeita casa para voc. Alm de tudo, foi criada tendo 
voc em mente. Existe apenas uma casa construda para o seu 
corao. Nenhuma outra  to completa:
No h estrutura mais slida;
O telhado nunca vaza;
Os muros nunca racham;
A fundao nunca estremece.
Na Casa de Deus, voc est em casa. Ento entre nesta 
casa construda para voc. Seu Pai est esperando.
CAPTULOS
1. A Grande Casa de Deus
Um lar para o seu corao
GOSTARIA DE CONVERSAR COM VOC sobre a sua casa. Vamos 
entrar pela porta da frente e andar um pouco. De vez em quando  
bom fazer uma inspeo no lar, voc sabe  checar o telhado para 
ver se no h goteiras, examinar as paredes e a fundao para ver 
se no h rachaduras. Veremos se os armrios da cozinha esto 
abastecidos e daremos uma olhada nos livros que esto sobre a 
estante de sua sala de estudos.
Mas o que  isso? Voc acha que  curiosidade minha querer 
olhar sua casa? Voc pensou que este fosse um livro de temas 
espirituais? E . Perdoe-me, eu deveria ter sido mais claro. No 
estou falando de sua casa visvel, de pedra ou estuque, de madeira 
ou palha, mas daquela invisvel, feita de pensamentos, verdades, 
convices e esperanas. Estou falando de sua casa espiritual.
Voc tem uma, voc sabe. E no  uma casa tpica. 
Convoque suas mais aficionadas idias sobre o assunto, e a casa 
da qual estou falando exceder a todas elas. Um grande castelo 
tem sido construdo para o seu corao. Assim como a casa fsica 
existe para a proteo do corpo, a casa espiritual existe para a 
proteo da alma.

Voc nunca viu uma casa mais slida:
o telhado nunca goteja,
as paredes nunca racham,
e o alicerce nunca estremece.
Voc nunca viu um castelo mais esplndido:
o mirante alargar-lhe- a viso,
a capela o tornar humilde,
a sala de estudos lhe dar direo,
e a cozinha o nutrir.

J morou numa casa como essa? Possivelmente no.  mais 
provvel que voc tenha dado pouca importncia ao alojamento de 
sua alma. Criamos casas elaboradas para nossos corpos, mas 
nossas almas so relegadas a uma choupana na encosta, onde o 
frio da noite nos envolve e a chuva nos encharca.  de admirar que 
o mundo esteja to cheio de coraes gelados?
No tem de ser desse jeito. No temos de morar do lado de 
fora. No  plano de Deus que o seu corao perambule como um 
beduno. Deus quer que voc saia do frio exterior e viva... com Ele. 
Sob seu teto h espao disponvel.  sua mesa, um lugar est 
posto. Em sua sala de estar, h uma cadeira reservada para voc. 
E Ele quer que voc v morar em sua casa. Mas... por que 
desejaria Ele que voc lhe partilhasse o lar?
Simples. Ele  seu Pai.
Voc foi feito para viver na casa de seu Pai. Qualquer lugar 
menos que o dEle  insuficiente. Qualquer lugar longe dEle  
perigoso. O nico lugar capaz de proteger-lhe o corao  o lugar 
para o qual ele foi construdo. E seu Pai quer que voc habite nEle.
No, voc no leu errado a frase, nem eu a escrevi mal. Seu 
Pai no apenas o convida a morar com Ele, mas a viver nEle.  
como escreveu Paulo  " Porque nele vivemos, e nos movemos, e 
existimos" (At 17.28).
No pense que voc est separado de Deus; Ele no topo de 
uma grande escada de mo, e voc em outra. No admita a idia 
de que Deus est em Vnus e voc na Terra. J que Deus  Esprito (Jo 
4.23), Ele est perto de voc: o prprio Deus  o seu teto. O prprio 
Deus  a sua parede. E o prprio Deus  o seu alicerce.
Moiss sabia disso. "Senhor", orou ele, "tu tens sido a nossa 
habitao desde o princpio" (SI 90.1). Que pensamento poderoso! 
Deus como sua habitao! Sua casa  o lugar onde voc pode 
arrancar os sapatos, comer picles com cream cracker, e no se 
preocupar com o que as pessoas vo pensar se o virem de roupo.
Sua casa lhe  familiar. Ningum tem de lhe dizer onde fica 
seu quarto. Voc no precisa ser dirigido at a cozinha. Aps um 
rduo dia debatendo-se para achar seu caminho no mundo,  
animador vir para casa  um lugar que voc conhece. Deus pode 
ser igualmente familiar. Com o tempo, voc aprender aonde ir para 
alimentar-se, onde esconder-se para sentir-se protegido, onde 
receber orientao. Assim como sua casa terrena  um lugar de 
refgio, a Casa de Deus  um lugar de paz. A Casa de Deus nunca 
foi saqueada; suas paredes nunca foram violadas.
Deus pode ser sua habitao
Deus quer ser sua habitao. Ele no tem interesse em ser 
um refgio para o fim de semana, um bangal para o domingo, ou 
um chal para o vero. No cogite usar Deus como uma cabana de 
frias, ou um retiro ocasional. Ele quer voc sob o seu teto agora e 
sempre. Ele quer ser seu endereo, seu ponto de referncia; quer 
ser o seu lar. Oua a promessa de seu Filho: "Se algum me ama, 
guardar a minha palavra, e meu Pai o amar, e viremos para ele e 
faremos nele morada" (Jo 14.23).
Para muitos, esta  uma idia nova. Pensamos em Deus 
como uma deidade a ser estudada, no um lugar para morar. 
Pensamos em Deus como um fazedor de milagres, no um lar para 
viver. Pensamos em Deus como um Criador a quem apelar, no 
uma casa onde residir. Mas nosso Pai quer ser muito mais. Ele 
quer ser aquele em quem "vivemos, nos movemos e existimos" (At 
17.28).
Quando Jeov guiou os filhos de Israel atravs do deserto, 
no aparecia uma vez ao dia e em seguida os abandonava. A 
coluna de fogo estava presente toda a noite; a nuvem estava 
presente todo o dia. Nosso Deus nunca nos deixa. "Eis que estou 
convosco todos os dias, at a consumao dos sculos", prometeu 
Ele em Mateus 28.20. Nossa f d um salto quando 
compreendemos a perptua presena do Pai. Nosso Jeov  o fogo 
de nossa noite e a nuvem de nosso dia. Ele nunca nos abandona.
O cu no conhece diferena entre manh de domingo e 
tarde de quarta-feira. Deus fala claro em nosso local de trabalho, 
tanto quanto o faz no santurio. Ele tanto pode ser adorado em 
nossa mesa de jantar, como em sua mesa de comunho. Voc 
pode passar dias sem pensar nEle, mas Ele no passa um 
momento sem pensar em voc.
Sabendo disso, compreendemos o rigor da meta de Paulo: 
"... levando cativo todo entendimento  obedincia de Cristo" (2 Co 
10.5). Podemos perceber por que ele insiste conosco  "orai sem 
cessar" (1 Ts 5.17), "perseverai na orao" (Rm 12.12), "orando em 
todo tempo com toda orao e splica no Esprito" (Ef 6.18), 
"ofereamos sempre a Deus sacrifcio de louvor" (Hb 13.15), e 
"deixe que o cu se encha com seus pensamentos" (verso livre de 
Cl 4.2).
Davi, o homem segundo o prprio corao de Deus, 
confessou: "Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar 
na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a 
formosura do Senhor e aprender no seu templo. Porque no dia da 
adversidade me esconder no seu pavilho; no oculto do seu 
tabernculo me esconder" (SI 27.4,5). O que  esta Casa de Deus 
to aspirada por Davi? Estaria o salmista descrevendo uma 
estrutura fsica? Estaria almejando um edifcio com quatro paredes e 
uma porta, atravs da qual pudesse entrar, mas nunca sair? No. 
"Deus... no habita em templos feitos por mos de homens" (At 
17.24). Ao afirmar que habitaria "na casa do Senhor para todo o 
sempre" (SI 23.6, Almeida Revista e Atualizada, ARA), Davi no 
estava dizendo que queria viver separado do povo, mas que 
ansiava por estar na presena de Deus, onde quer que fosse.
Davi anelava estar na Casa de Deus.
Sei o que voc est pensando: Certo, Max, mas ele era Davi. 
Era o poeta, o prncipe, o matador de gigantes. Ele nunca teve 
tanques de carro para abastecer, ou fraldas para trocar, ou um 
patro respirando prazos, como um drago soltando fogo pelas 
narinas. Eu tambm adoraria viver na Casa de Deus, mas por ora 
estou emperrado no mundo real.
Perdo, permita-me discordar. Voc no est emperrado no 
mundo. E justamente o oposto: voc est a um passo da Casa de 
Deus. Onde quer que voc esteja. Qualquer que seja o momento. 
Quer esteja no escritrio em plena quinta-feira, ou pescando num 
sbado, apenas uma deciso o separa da presena do Pai. Voc 
nunca precisa deixar a Casa de Deus. No necessita mudar seu 
CEP, nem trocar de vizinhos. Tudo o que precisa mudar  a sua 
percepo.
Quando seu carro fica preso no trfego, voc pode entrar na 
capela do Pai. Quando o vento da tentao lhe desequilibrar os 
passos, ande junto ao muro da sua fora. Quando os empregados 
o depreciarem, sente-se no balano do alpendre com o seu Pai; Ele 
o confortar. Lembre-se, esta no  uma casa de tijolos. Voc no 
a encontrar no mapa. No achar a sua descrio nos 
classificados de imveis.
No obstante, h de encontr-la em sua Bblia. Voc j viu a 
planta. Leu os nomes dos aposentos e declamou o layout. Voc 
est familiarizado com o design, mas h chances de que voc 
jamais o tenha considerado um projeto de casa. Voc enxergou nos 
versculos uma orao.
De fato, eles so. So a orao do Senhor. Seria difcil 
encontrar algum que no tivesse recitado a orao ou lido as 
palavras:

Pai nosso, que ests nos cus, santificado seja 
o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua 
vontade, tanto na terra como no cu.
O po nosso de cada dia d-nos hoje.
Perdoa-nos as nossas dvidas, assim como ns 
perdoamos aos nossos devedores.
E no nos induzas  tentao, mas livra- nos do 
mal; porque teu  o Reino, e o poder, e a glria, 
para sempre.
Amm!
Mateus 6.9-13

Crianas a memorizam. Fariseus a recitam. Estudiosos a 
esquadrinham... Quero, porm, desafiar a ns mesmos a fazer algo 
diferente. Quero que moremos nela; quero que a vejamos como o 
assoalho de nossa casa espiritual. Nesses versculos, Cristo 
providenciou-nos mais que um modelo de orao; providenciou-nos 
um modelo de vida. Essas palavras fazem mais do que nos ensinar 
o que dizer a Deus; ensinam-nos como existir com Ele. Elas 
descrevem uma grande casa, dentro da qual os filhos de Deus 
foram programados a viver  com Ele, para sempre.
Gostaria de dar uma olhada? Eu tambm. Conheo o lugar 
perfeito para se comear. Na sala de estar, um quadro est 
pendurado acima da lareira. O dono da casa o aprecia. Ele convida 
todos os que entram a comearem sua jornada fitando atentamente 
o quadro e aprendendo a verdade sobre o nosso Pai.
2.  A Sala de Estar
 Quando nosso corao necessita de um Pai
Pai nosso...
PAI NOSSO QUE ESTS NOS CUS... Com estas palavras, Jesus 
escolta-nos  grande Casa de Deus. Devemos segui-lo? H tanto 
para ver. Cada sala revela o corao do Pai; cada parada 
confortar a sua alma. E nenhuma sala  to essencial quanto esta 
onde entramos primeiro. Caminhemos atrs dEle, enquanto nos 
introduz na sala de estar de Deus.
Sente-se na cadeira que foi feita para voc e aquea as mos 
no fogo que nunca se apaga. Tire um tempinho para olhar as fotos 
emolduradas e achar a sua. No se esquea de pegar o lbum de 
recortes e localizar a histria de sua vida. Mas, por favor, antes 
disso, poste-se ante a lareira e examine o quadro pendurado acima 
dela.
Seu Pai estima muito esse retrato. Ele o pendurou onde 
todos o possam ver.
Pare diante dele milhares de vezes, e cada olhada ser como a 
primeira. Deixe que um milho de pessoas fitem a pintura, e cada 
uma ver a si prpria. E todas estaro certas.
Capturada no retrato est a terna cena de um pai e um filho. 
Atrs deles h uma grande casa sobre a colina. Sob seus ps 
passa um caminho estreito. Descendo da casa, o pai vem correndo. 
Subindo a trilha, o filho se arrasta. E ambos encontram-se no 
porto.
No podemos enxergar a face do filho, mas podemos ver-lhe 
o manto esfarrapado e o cabelo pegajoso. Podemos notar a lama 
atrs de suas pernas, a sujeira em seus ombros, e a bolsa vazia no 
cho. Um dia, essa bolsa j foi cheia de dinheiro. Um dia, esse 
rapaz j foi cheio de orgulho. Isso, porm, uma dzia de tabernas 
atrs. Agora, a bolsa e o orgulho esvaziaram-se. O prdigo no 
oferece presente nem explicao. Tudo o que ele oferece  o cheiro 
de porcos e uma desculpa ensaiada: "Pai, pequei contra o cu e 
perante ti, e j no sou digno de ser chamado teu filho" (Lc 15.21).
Ele no se sente merecedor de seus direitos de 
primogenitura. "Degrada-me. Pune-me. Tira meu nome da caixa do 
correio e minhas iniciais da rvore genealgica. Estou disposto a 
desistir de meu lugar  mesa".
O moo contenta-se em ser um empregado. H apenas um 
problema: embora o jovem esteja disposto a deixar de ser filho, o 
pai no est disposto a deixar de ser pai.
Nosso Aba
Dentre todos os seus nomes, o favorito de Deus  Pai. 
Sabemos que Ele ama este nome, porque  o que Ele mais usa. 
Enquanto esteve na Terra, Jesus chamou Deus de Pai mais de 
duzentas vezes. Em suas primeiras palavras registradas, Jesus 
elucidou: "No sabeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?" (Lc 
2.49, ARA). Em sua ltima e triunfante orao, Ele proclamou: "Pai, nas 
tuas mos entrego o meu esprito" (Lc 23.46). S no Evangelho de Joo, 
o Senhor Jesus repetiu este nome 156 vezes. Deus gosta de ser 
chamado de Pai. Alm do que, Jesus no nos ensinou a comear 
nossa orao com a frase "Aba nosso"?
 difcil para ns entendermos o quanto foi revolucionrio 
haver Jesus chamado Jeov de Aba. O que hoje  uma prtica 
habitual, nos dias de Jesus era algo incomum. Joachim Jeremias, 
erudito no Novo Testamento, descreve quo raramente o termo era 
usado:

Com a ajuda de meus assistentes, examinei a 
literatura devocional do antigo judasmo... O 
resultado desses exames foi que, em lugar algum 
dessa vasta literatura, foi achada a invocao de 
Deus como "Aba, Pai". Aba era uma palavra 
comum; uma palavra familiar e corriqueira. 
Nenhum judeu teria ousado tratar Deus dessa 
maneira. No obstante, Jesus o fez em todas as 
suas oraes a ns legadas, com uma nica 
exceo: o brado da cruz  "Deus meu, Deus 
meu, por que me desamparaste?" Na orao do 
Senhor, Jesus autorizou os discpulos a repetirem 
a palavra Aba depois dEle, dando-lhes o direito de 
partilharem sua condio de Filho. Autorizou-os a 
falar com o seu Pai celeste de um modo mais 
confiante e familiar.1

As duas primeiras palavras da orao do Senhor so plenas 
de significado: "Pai nosso" lembra-nos que somos bem-vindos  
Casa de Deus porque fomos adotados pelo dono.
A misso de Deus: adoo
Quando vamos a Cristo, Deus no apenas nos perdoa, como 
tambm nos adota. Atravs de uma srie de eventos dramticos, 
passamos de rfos condenados sem nenhuma esperana a filhos 
adotados sem qualquer medo. Veja como acontece: voc chega 
perante a cadeira de julgamento de Deus cheio de erros e 
rebelies. Por causa de sua justia, Ele no pode deixar de lado o 
seu pecado, mas por causa de seu amor, Ele no pode deixar voc 
de lado. Ento, num ato que atordoa os cus, Ele pune a si mesmo 
sobre a cruz, por seus pecados. A justia e o amor de Deus so 
igualmente honrados. E voc, criao de Deus,  perdoado. 
Entretanto, a histria no termina com o perdo de Deus.

Porque no recebestes o esprito de escravido 
para outra vez estardes em temor, mas 
recebestes o esprito de adoo de filhos, pelo 
qual chamamos: Aba, Pai. O mesmo Esprito 
testifica com o nosso esprito que somos filhos de 
Deus (Rm 8.15,16).
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou 
seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 
para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de 
recebermos a adoo de filhos (Gl 4.4,5).

Seria suficiente se Deus apenas limpasse seu nome, mas 
Ele fez mais: deu a voc seu prprio nome. Bastaria se Deus apenas o 
tivesse posto livre, mas Ele fez mais. Ele levou voc para casa. 
Levou-o para a grande Casa de Deus.
Pais adotivos compreendem isso melhor que ningum. 
Certamente no quero ofender qualquer pai biolgico  eu mesmo 
sou um. Ns, pais biolgicos, conhecemos bem a nsia de ter um 
filho. Porm, em muitos casos, nossos beros so facilmente 
preenchidos. Decidimos ter um filho, e o filho vem. Na verdade, s 
vezes ele vem sem que tenha havido qualquer deciso. Tenho 
sabido de gravidezes no planejadas, mas nunca ouvi falar de uma 
adoo sem planejamento.
Eis porque os pais adotivos compreendem a paixo de Deus 
ao nos adotar. Eles sabem o que significa sentir um espao vazio 
dentro de casa. Sabem o que significa a longa procura, o colocar-se 
a caminho de uma misso e aceitar a responsabilidade por uma 
criana com um passado maculado e um futuro incerto. Se h 
algum que compreende a paixo de Deus por seus filhos,  
aquele que livrou um rfo do desespero, pois foi isto o que Deus 
fez por ns.
Deus adotou-nos. Deus procurou voc, achou-o, assinou os 
papis e levou-o para casa.
O motivo de Deus: devoo
Como pastor, tenho tido o privilgio de testemunhar  de 
perto  a emoo do processo de adoo. Certa vez, uma senhora 
de outro Estado que me ouvira pregar ligou e perguntou-me se eu 
conhecia algumas pessoas que tinham a perspectiva de se 
tornarem pais adotivos. Sua filha grvida estava procurando um lar 
para o beb que nasceria. Coloquei-a em contato com uma famlia 
de nossa congregao e tomei o primeiro assento na fila de bancos 
da igreja, enquanto o drama se desenrolava.
Vi a alegria naquela possibilidade e o corao partido frente 
aos obstculos. Vi a resoluo nos olhos do pai e a determinao 
nos olhos da me. Eles viajariam to longe quanto necessrio e 
gastariam cada centavo do que tinham. Queriam adotar aquela 
criana. E o fizeram. Apenas alguns momentos aps o nascimento, 
o beb estava em seus braos. E isso no  exagero: eles sorriram 
por um ms depois que levaram o filho para casa. Do plpito, eu 
podia v-los na congregao, embalando o beb e sorrindo. Penso 
que se tivesse pregado um sermo sobre a agonia do Inferno, eles 
teriam rido em cada frase. Por qu? Porque, finalmente, um filho 
havia chegado ao seu lar.
Deixe-me perguntar-lhe: Por que esse casal adotou aquela 
criana? Eles tinham um matrimnio feliz. Eram bem empregados e 
tinham segurana financeira. O que eles esperavam lucrar? Teriam 
adotado o beb s para que pudessem ter pouco dinheiro em caixa 
e noites sem dormir? Voc bem sabe. O suprimento de ambos 
comeou a diminuir no minuto em que trouxeram o beb para casa. 
Ento, por qu? Por que as pessoas adotam crianas? Enquanto 
voc pensa, deixe-me contar-lhe por que Deus o faz.
Deleite-se nestas palavras:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus 
Cristo, o qual nos abenoou com todas as 
bnos espirituais nos lugares celestiais em 
Cristo. Como tambm nos elegeu nele antes da 
fundao do mundo, para que fssemos santos e 
irrepreensveis diante dele em caridade. E nos 
predestinou para filhos de adoo por Jesus 
Cristo, para si mesmo, segundo o beneplcito de 
sua vontade (Ef 1.3-5, nfase minha).

E voc achava que Deus o tivesse adotado porque voc era 
bonito. Achava que Ele precisava de seu dinheiro ou sabedoria. 
Sinto muito. Deus o adotou simplesmente porque quis. Foi um 
gesto de sua boa vontade e favor. Conhecendo muito bem o 
problema que voc seria, e o preo que pagaria, Deus escreveu o 
nome dEle junto ao seu, trocou seu nome pelo dEle e levou voc 
para casa. Seu Aba o adotou e tornou-se seu Pai.
Posso fazer uma pausa de apenas um segundo? A maioria 
est comigo... mas alguns meneiam a cabea. Posso at ver o 
piscar de olhos. Voc no me acredita, no ? Est esperando pela 
clusula de rodap impressa em letras midas; querendo ver onde 
est o truque. Voc sabe que na vida no existe "boca-livre"; ento 
fica esperando pela conta.
Seu desconforto  bvio. Nem aqui, na sala de estar de 
Deus, voc se solta. Os outros calam chinelos, voc veste peitilho. 
Os outros relaxam, voc entesa. Sempre bem-comportado, 
receando tropear e ser posto para fora por Deus haver notado o 
deslize.
Entendo sua ansiedade. Nossa experincia com as pessoas 
tem nos ensinado que aquilo que  prometido e aquilo que  dado 
nem sempre so a mesma coisa. E, para alguns, a idia de confiar 
num Pai celeste  duplamente difcil, j que seus pais terrenos 
foram fonte de desapontamentos ou maus-tratos.
Se  este o caso, insisto com voc: no confunda seu Pai 
celeste com os pais que voc v na Terra. Seu Pai do cu no  
propenso a dores de cabea e acessos de raiva. Ele no pega no 
colo num dia e espanca no outro. O homem que voc tem por pai 
pode fazer tais coisas, mas o Deus que o ama jamais o far. Posso 
provar meu ponto de vista?
O mtodo de Deus: redeno
Retornemos s passagens que descrevem sua adoo. Leia-
as uma segunda vez e veja se pode achar o verbo que precede a 
palavra "adoo" em ambos os versculos.
Porque no recebestes o esprito de escravido para outra 
vez estardes em temor, mas recebestes o esprito de adoo de 
filhos, pelo qual chamamos: Aba, Pai. O mesmo Esprito testifica 
com o nosso esprito que somos filhos de Deus (Rm 8.15,16).
Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, 
nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam 
debaixo da lei, a fim de recebermos a adoo de filhos (Gl 4.4,5).
Achou? No  to difcil ver, ? Antes da palavra "adoo" 
est o verbo "receber".
Poderia Paulo ter usado outra frase? Poderia ele haver dito 
"merecestes o esprito de adoo de filhos"? ou "a fim de 
merecermos a adoo de filhos"? Suponho que ele poderia ter dito 
isso, mas ns no teramos engolido. Voc e eu sabemos que uma 
adoo no  algo que merecemos;  algo que recebemos. Ser 
adotado por uma famlia no  uma faanha que algum realiza, 
mas um presente que se aceita.
Os pais so os ativos. As agncias de adoo no treinam 
filhos para recrutar pais; elas procuram pais para adotar filhos. Os 
pais fazem a solicitao, preenchem os papis, suportam as 
entrevistas, pagam a taxa e encaram a demora. Voc pode imaginar 
um casal de futuros pais adotivos dizendo: "Gostaramos de adotar 
o Joozinho, mas primeiro queremos saber algumas coisas. Ele 
tem uma casa para viver? Ele tem dinheiro para custear sua 
instruo? Ele tem transporte para ir  escola todas as manhs e 
roupas para usar todos os dias? Ele pode preparar sua prpria 
refeio e remendar suas prprias roupas?"
Nenhuma agncia tolera tal conversa. Sua representante 
levantaria a mo e diria: "Um momento. Voc no entende. Voc 
no adota o Joozinho pelo que ele tem; voc o adota pelo que ele 
necessita. Ele necessita de um lar".
O mesmo se aplica a Deus. Ele no nos adota pelo que 
possumos. No nos d seu nome por causa de nossa inteligncia, 
ou nossa carteira, ou nosso bom comportamento. Paulo explica o 
fato duas vezes porque est duplamente interessado em que 
compreendamos que a adoo  algo recebido, no conquistado.
 muito bom saber disso. Por qu? Pense cuidadosamente. 
Se pudssemos obter nossa adoo atravs de nossa performance 
espetacular, poderamos perd-la por causa de nossa pobreza?
Quando eu tinha sete anos, fugi de casa. Eu estava cheio 
das regras de minha me, e decidi que podia fazer as coisas do 
meu jeito. Com minhas roupas numa sacola de papel, sa pisando 
duro pelo porto dos fundos e marchei rua abaixo. Igual ao filho 
prdigo, resolvi que no precisava de pai. Diferente do filho prdigo, 
no fui muito longe. Cheguei ao final da alia e lembrei-me de que 
estava com fome; ento voltei para casa.
No obstante curta, aquilo foi uma rebelio. E, houvesse 
voc me parado naquele caminho prdigo, entre as sebes, e me 
perguntado quem era meu pai, eu poderia ter-lhe contado como me 
sentia. Eu simplesmente poderia ter dito: "No preciso de um pai. 
Sou grande demais para as regras de minha famlia. Sou apenas 
eu. Eu e minha bolsa de papel". No me lembro de haver dito isso a 
algum, mas lembro-me de hav-lo pensado. E tambm me 
recordo de meu embarao ao entrar pela porta dos fundos e tomar 
meu lugar  mesa do jantar, diante do pai verdadeiro que eu tinha e 
que, momentos antes, eu renegara.
Ele sabia de minha insurreio? Suspeito que sim. Ele sabia 
de minha rejeio? Os pais geralmente sabem. Eu ainda era seu 
filho? Aparentemente, sim. (Ningum havia sentado em meu lugar.) 
Houvesse voc ido ao meu pai, depois de conversar comigo, e dito: 
"Seu Lucado, seu filho disse que no precisa de um pai. Voc ainda 
o considera seu filho?", o que teria respondido ele? Nem preciso 
supor qual seria a sua resposta. Ele diria ser meu pai, mesmo 
quando eu negasse minha filiao. Seu comprometimento comigo 
era maior que o meu com ele.
No ouvi o canto do galo como Pedro. No experimentei o 
que  ser vomitado por um peixe, como Jonas. No ganhei um 
manto, um anel e um par de sandlias, como o prdigo. Contudo, 
aprendi de meu pai terreno o que esses trs aprenderam de seu 
Pai celeste. Nosso Deus no  um Pai s nos bons momentos. Ele 
no entra nessa de "ame-o e deixe-o engordar". Posso contar com 
Ele em meus apuros, no importa qual seja meu desempenho. 
Voc tambm pode.
Posso mostrar-lhe algo? Olhe para a moldura inferior da tela. 
V as palavras gravadas a ouro? O apstolo Paulo escreveu-as, 
porm seu Pai as inspirou.

Porque estou certo de que, nem a morte, nem a 
vida, nem os anjos, nem os principados, nem as 
potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a 
altura, nem a profundidade, nem alguma outra 
criatura nos poder separar do amor de Deus, que 
est em Cristo Jesus nosso Senhor (Rm 8.38,39).

Seu Pai nunca o rejeitar. As portas desse aposento nunca 
estaro fechadas. Aprenda a demorar-se na sala de estar de seu 
Pai. Quando as palavras de algum o ferirem, ou quando suas 
prprias faltas o afligirem, venha at a sala. Fite a pintura e lembre-
se de seu Deus:  certo cham-lo de Santo; dizemos a verdade 
quando o chamamos de Rei. Porm, se voc quer tocar-lhe o 
corao, use o nome que Ele gosta de ouvir. Chame-o de Pai.
3. A Fundao
Onde a confiana comea
Pai nosso que ests...
A PALAVRA MAIS IMPORTANTE NA ORAO do Pai Nosso  bem 
curta. Cuidado para no deixar de not-la. Muitas pessoas o fazem. 
A palavra  to breve que passar despercebida, se voc no for 
cuidadoso.
Sem ela, a grande Casa de Deus no pode ficar em p. 
Remova-a, e a casa tombar ao cho.
Qual  a palavra? Vou dar uma dica. Voc a leu agora 
mesmo.
Onde est ela? Voc acabou de l-la. Est nesta frase? 
Est. E est tambm na resposta que acabo de dar.
Ora, Max, voc est brincando?
Eu zombaria de voc? (De qualquer modo, a palavra est na 
pergunta que voc fez. Consegue v-la?)
Est.
 "Pai nosso que ests no cu".
Deus est. No  Deus estava. No  Deus estar. No  
Deus poderia estar, ou deveria estar, mas Deus est. Ele  o Deus do 
tempo presente. E Ele  a fundao de sua prpria casa.
A argamassa da f
Escrevi estas palavras em um avio. Um avio atrasado. Um 
avio diferente do que eu originalmente escolhera. Meu primeiro 
vo fora cancelado devido a dificuldades mecnicas. Eu e mais 
algumas dzias de pessoas no muito felizes fomos transferidos 
para outro avio. Enquanto fazamos a checagem para o novo vo, 
ouvi diversos dos meus companheiros de viagem perguntarem  
atendente: "Este avio est O.K.? H alguma falha mecnica com 
este 747?" Estvamos cheios de perguntas sobre a capacidade de 
voar da aeronave, porm a agente no tinha perguntas sobre a 
nossa capacidade de fazer o mesmo.
Nenhuma vez fomos indagados: "E voc? Pode voar? Pode 
bater os braos e ser transportado pelo ar?" Claro, seriam 
perguntas bem esquisitas. Minha habilidade para voar no  
importante. Minha fora  coisa de somenos valor. Confio no avio 
para levar-me para casa.
Preciso fazer a relao? Seus feitos hericos, leitor, por mais 
nobres que sejam, no so importantes. Suas credenciais, 
conquanto brilhantes, no interessam. Deus  a fundao desta casa. 
A pergunta-chave na vida no  "Quo forte sou eu?", mas "Quo 
forte  Deus?" Concentre-se na fora dEle, no na sua Ocupe-se 
com a natureza de Deus, no com o tamanho de seus prprios 
bceps.
Foi isso o que Moiss fez. Ou pelo menos foi o que Deus 
mandou que ele fizesse. Lembra-se da conversa na sara em 
chamas? O tom foi estabelecido na primeira sentena: "Tira o teus 
sapatos de teus ps, porque o lugar em que tu ests  tem santa" 
(x 3.5). Com essas dezessete palavras, Moiss  matriculado 
numa classe sobre Deus. E os papis so imediatamente definidos. 
Deus  santo. Aproximar-se dEle, ainda que sobre meio centmetro 
de couro,  pomposo demais. E  medida que lemos, descobrimos 
que nenhum tempo  gasto convencendo Moiss do que este pode 
fazer, porm muito tempo  despendido explicando a Moiss o que 
Deus pode fazer.
Voc e eu tendemos a fazer o contrrio. Explicaramos a 
Moiss que ele  a pessoa ideal para retornar ao Egito. (Quem 
compreende a cultura melhor que um prncipe?) Ento 
lembraramos a Moiss o quo perfeito ele  para viajar pelo 
deserto. (Quem conhece o deserto melhor que um pastor?) 
Gastaramos tempo revisando com Moiss o seu curriculum vitae e 
a sua fora. (Vamos, Moiss, voc pode. Faa uma tentativa.)
Mas Deus no. A fora de Moiss jamais  considerada. 
Nenhum estmulo  oferecido. Nenhum tapinha nas costas. Palavra 
alguma  dada para revigorar Moiss. Contudo, muitas palavras 
so usadas para revelar Deus. A fora de Moiss no est em 
questo; a fora de Deus  que est.
Devemos parar para uma aplicao? Vamos repetir esta 
ltima frase e deixar voc preencher o espao em branco. Substitua 
o nome de Moiss pelo seu.
A fora de        no est em discusso; a fora de Deus  que 
est.
Voc no  o impulso por trs da aeronave nem a 
argamassa dentro da fundao; Deus . Eu sei que, em sua mente, 
voc entende isso, mas compreende-o em seu corao? Gostaria 
de compreender? Deixe-me mostrar-lhe algumas das pedras que 
sustentam esta poderosa casa. Deixe-me fortalecer sua confiana 
na Casa de Deus, partilhando com voc alguns dos seus nomes.
O que h num nome?
Entender os nomes de Deus no se consegue com um 
estudo rpido, afinal, s no Antigo Testamento existem mais de 
oitenta nomes para Deus. Porm, se voc quer um ponto por onde 
comear, deixe-me "seduzi-lo" com alguns nomes compostos 
dados pelos heris da f. Cada um deles revela uma pedra 
diferente do carter de Deus.
Talvez voc esteja admirado de como um estudo dos nomes 
de Deus pode ajudar a entend-lo. Deixe-me explicar: imagine que 
voc e eu estivssemos tendo uma conversa em 1978. Voc iria se 
aproximar de mim no campus da universidade onde eu estudava, e 
me perguntaria:
 Voc conhece Denalyn Preston?
 Deixe-me pensar  teria respondido eu.  Oh, conheo 
Denalyn. Ela  uma de minhas conhecidas.  aquela garota 
bonitinha que gosta de andar de bicicleta e usa macaco na aula. 
 Isso era tudo o que eu saberia sobre ela.
Avance porm um ano. Agora estamos em Miami, Flrida, 
onde sou um pastor, e Denalyn, uma professora.
Voc conhece Denalyn Preston?
Claro que sim. Ela  uma amiga. Eu a vejo todos os 
domingos.
Pergunte-me novamente um ano mais tarde.
        Denalyn Preston? Certamente que a conheo. Ela no 
tira os olhos de mim. (Brincadeirinha, minha querida.)
Corra dozes meses adiante.
        Quem no conhece Denalyn Preston?  responderia 
eu.  Acho que ela est disposta a marcar um encontro comigo.
Seis meses mais tarde...
        Claro que a conheo, no consigo deixar de pensar 
nela. Semana que vem, vamos sair juntos outra vez.
Dois meses depois...
        Se conheo Denalyn Preston? Vou me casar com ela 
no prximo ms de agosto!
Agora  agosto de 1981.
        Se conheo Denalyn Preston? No, mas conheo 
Denalyn Lucado. Ela  minha esposa, e pare de nos amolar; 
estamos em lua-de-mel.
Em trs anos, meu relacionamento com Denalyn tornou-se 
mais complexo. E com cada mudana veio um novo nome. Ela foi 
de conhecidas amiga, depois paquera, a namorada, a noiva e a 
esposa. Logicamente, a sucesso de nomes continuou. Agora ela  
confidente, me de minhas filhas, scia vitalcia, patroa (s 
brincadeirinha, de novo). Quanto mais a conheo, mais nomes lhe 
dou.
E quanto mais o povo de Deus vem a conhec-lo, mais 
nomes lhe d. Inicialmente, Deus era conhecido como Elohim. "No 
princpio criou Deus {Elohim)" (Gn 1.1). A palavra hebraica Elohim 
tem o significado de "algum forte ou criador", e aparece trinta e 
uma vezes no primeiro captulo de Gnesis, onde vemos o seu 
poder criativo.1
Entretanto,  medida que Deus se revelava a seus filhos, 
estes passaram a ver nEle mais que uma fora poderosa. Viram-no 
como o Pai amoroso, que os encontrava em cada encruzilhada de 
suas vidas.
Jac, por exemplo, passou a ver Deus como Jeov-Raah, um 
afetuoso pastor. "Como um pastor", relatou Jac  sua famlia, 
"Deus me tem guiado toda a minha vida" (Verso livre de Gn 
48.15).
A frase foi, certamente, um elogio para Deus, pois Jac era 
menos que uma ovelha cooperadora. Duas vezes enganou o 
prprio irmo. Da ltima vez, ludibriou tambm o pai que estava 
cego. Fraudou seu sogro trapaceiro; observava-lhe o rebanho e, 
quando os companheiros no estavam olhando, agia como um 
coiote furtivo no meio da noite, fugindo com algo que no estava no 
acordo.
Jac nunca foi um candidato ao prmio de ovelha mais bem-
comportada, porm Deus nunca o esqueceu. Deu-lhe alimento na 
escassez, perdoou-lhe as faltas, e foi-lhe fiel. Pea a Jac para 
descrever Deus em uma palavra, e ela ser Jeov-Raah, o afetuoso 
pastor.
Abrao tinha um nome diferente para Deus: Jeov-Jir, O 
Senhor que prove.  irnico que ele chamasse Deus de "provedor", 
uma vez que j era bem provido. Ele morava numa tenda suntuosa, 
com quatro camelos na garagem. A vida era boa em Ur. "Mas a 
vida ser melhor em Cana", explicou ele  sua famlia. E assim, 
eles se foram. Quando lhe perguntaram "Onde iremos viver?", 
Abrao respondeu: "Deus provera". E Ele o fez. Quando eles 
dividiram as terras, e o sobrinho L ficou com as pastagens, 
deixando o tio Abrao com as rochas, quiseram saber: "Como 
sobreviveremos?" Abrao sabia a resposta: "Deus provera". E Ele o 
fez. E quando Abrao e Sara postaram-se ante o bero vazio, e ela 
inquiriu como ele seria o pai de milhares, ele ps os braos  volta 
dela e cochichou: "O Senhor provera".
E Deus o fez. E Abrao embalou seu primeiro filho sobre os 
ossudos joelhos de cem anos. Abrao aprendera que Deus prove. 
Porm, mesmo Abrao deve ter sentido a cabea girar quando 
Deus lhe pediu para sacrificar o filho sobre o monte Mori.
Eles subiram a montanha. "Onde est o cordeiro para o 
holocausto?", perguntou-lhe o filho (Gn 22.7). Alguns admiram-se 
de como a resposta passou pelo n na garganta de Abrao: "Deus 
provera para si o cordeiro para o holocausto, meu filho" (v. 8). 
Jeov-Jir, o Senhor provera. Abrao atou o filho, colocou-o sobre o 
altar, levantou o cutelo e... o anjo paralisou-lhe a mo. Abrao tinha 
provado sua f. Ele ouviu um rudo na moita, olhou, e viu um 
carneiro preso no arbusto pelos chifres. Ofereceu-o em sacrifcio e 
deu  montanha o nome de Jeov-Jir, o Senhor prove.
E depois houve Gideo. O Senhor veio a Gideo e disse-lhe 
para liderar seu povo na vitria contra os midianitas. Foi como se 
Deus dissesse para uma dona de casa resistir ao marido violento, 
ou para um colegial tomar conta de um traficante, ou para um 
pregador anunciar a verdade numa congregao de fariseus. "M-m-
melhor m-m-mandar o-o-outra pessoa", gaguejamos ns. Mas 
ento Deus nos lembra que Ele sabe que no podemos, porm Ele 
pode. E para prov-lo, d-nos um dom maravilhoso. Envia-nos o 
esprito de paz. Paz diante da tempestade. Uma paz alm da 
lgica, ou, como a descreveu Paulo: uma paz "que excede todo o 
entendimento" (Fp 4.7). Ele a concedeu a Davi aps mostrar-lhe 
Golias; deu-a a Saulo, depois de mostrar-lhe o Evangelho; deu-a a 
Cristo, aps mostrar-lhe a cruz. E deu-a a Gideo. Ento Gideo, 
em troca, deu um nome para Deus. Ele construiu um altar e 
chamou-o de Jeov-Shalom, o Senhor  paz (Jz 6.24).
Finalmente, um par de seixos sob a casa conheceu o cinzel 
de Moiss. Sobre um, ele gravou o nome Jeov-Raf. Voc 
encontrar a traduo em xodo 15.26: "Eu sou o Senhor que te 
sara". Eis o cenrio: mais de um milho de israelitas tinham sido 
libertados do cativeiro, e seguiam Moiss atravs do deserto.
Sua jubilao pela libertao logo tornou-se em frustrao 
por causa da desidratao. (No se aflija. Trabalhei dez minutos 
nesta frase, e pelejei com dois editores para mant-la assim, com 
toda a ressonncia.) Eles andaram trs dias atravs de uma terra 
vazia de sombras, rios, casas e verduras. Seus nicos vizinhos 
eram o sol e as serpentes.
Finalmente, vieram dar num lago, mas as guas eram 
salobras, amargas e perigosas. Estou certo de que no foi nada 
divertido na ocasio, mas voc teria rido  socapa do que aconteceu 
a seguir. "E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe um 
lenho" (x 15.25). Moiss est implorando gua, e Deus lhe d um 
pedao de pau?!
Faamos uma pausa e computemos o prejuzo. Trs dias no 
sol do deserto. Esperanas aumentadas  vista do lago. 
Esperanas desfeitas ao provar a gua. Moiss, de garganta seca e 
lbios ressequidos, clama por alvio e... Deus lhe d um galho de 
rvore?
Moiss reage arremessando o galho no lago. Talvez tenha 
feito por irritao: "Eis o que eu penso desta lenha intil". Ou talvez 
por inspirao: "Tu ests cuidando, Deus". Seja qual for o motivo, a 
gua  purificada, a sede dos israelitas  mitigada, e a Pessoa de 
Deus  glorificada. (Esta frase levou apenas cinco minutos.) Neste 
caso, o prprio Deus revelou seu nome: "Eu sou o Senhor que te 
sara" (x 15.26).
A palavra operante aqui  Eu. Deus  o que cura. Ele pode 
usar um ramo da medicina, um ramo do hospital, ou um ramo de 
carvalho, porm  Ele quem tira o veneno do organismo. Ele  
Jeov-Raf.
Ele tambm  Jeov-Nissi, o Senhor  minha bandeira. No 
fragor da batalha, os soldados temiam ser separados de seu 
exrcito. Por esta razo, uma bandeira era carregada dentro do 
conflito, e se um combatente se visse sozinho, a bandeira 
levantada assinalaria a segurana. Quando os amalequitas (os 
grandes e maus rapazes) atacaram os israelitas (os pequenos e 
bons rapazes), Moiss subiu ao monte e orou. Enquanto suas mos 
permaneciam levantadas, os israelitas prevaleciam. Porm quando 
suas mos baixavam, os amalequitas ganhavam terreno. Moiss 
no era estpido  manteve as mos levantadas. Os israelitas 
venceram, os amalequitas correram, Moiss construiu um altar para 
Deus e cinzelou um novo nome sobre uma pedra  Jeov-Nissi  
o Senhor  minha bandeira (x 17.8-16).
Estes so apenas alguns dos nomes de Deus que lhe 
descrevem o carter. Estude-os, pois, algum dia, voc poder 
precisar de cada um deles. Deixe-me mostrar-lhe o que quero dizer.
Quando voc est confuso quanto ao futuro, v para o seu 
Jeov-Raah, seu afetuoso pastor. Quando estiver ansioso por 
provises, fale com Jeov-Jir, o Senhor que prove. Seus desafios 
so grandes demais? Busque ajuda com Jeov-Shalom, o Senhor  
paz. Seu corpo est doente? Suas emoes enfermaram? Jeov-
Raf, o Senhor que te cura, o examinar imediatamente. Voc 
teme, como um soldado, ficar abandonado atrs das fileiras 
inimigas? Busque refugio em Jeov-Nissi, o Senhor  minha 
bandeira.
Meditar nos nomes de Deus faz voc lembrar-se de seu 
carter. Pegue estes nomes e enterre-os em seu corao.
Deus 
O pastor que conduz,
O Senhor que prove,
A voz que traz paz na tempestade,
O mdico que cura o doente, e
A bandeira que guia o soldado.
E acima de tudo, Ele... .
4. O Observatrio
Uma afeio celestial
Pai nosso que ests no cu...
ALGUMAS MANHS ATRS, eu estava correndo pela minha 
vizinhana. Tenho a fama de esquecer algumas datas importantes, 
porm nem mesmo eu esqueceria a importncia daquele dia. Era o 
primeiro dia de aula. Os lembretes estavam em toda parte: 
entrevistas nos noticirios, lojas repletas de pais, nibus amarelos 
despertados do sono de vero, retumbando pelas ruas. Minha 
prpria famlia passara a noite anterior arrumando mochilas e 
preparando merendas.
No foi surpresa para mim, ento, ver uma linda garotinha 
sair de sua casa, usando roupa nova e uma mochila. Ela no devia 
ter mais de cinco ou seis anos, e ia caminhando em direo  guia, 
para esperar o nibus.
 Tenha um grande primeiro dia de aula  desejei-lhe, 
enquanto acelerava o passo.
Ela parou e olhou-me como se eu tivesse tirado um coelho 
da cartola.
        Como  que voc sabe?!
Ela estava perplexa. De sua perspectiva, eu era um gnio. 
De algum modo, eu havia miraculosamente descoberto por que ela 
se levantara to cedo, e para onde estava indo. E ela estava 
impressionada.
        Oh, eu simplesmente sei dessas coisas  gritei-lhe 
de
volta. (No havia necessidade de estourar-lhe a bolha colori
da.)
Voc, por outro lado, no est to impressionado. Voc sabe 
por que eu sabia. Voc entende a diferena entre uma criana e um 
adulto. Os adultos vivem num mundo diferente do das crianas. 
Recorda-se de como seus pais o deixavam perplexo? Lembra-se de 
como seu pai podia identificar um carro que passava? No ficava 
impressionado quando sua me, habilmente, transformava farinha, 
leite e ovos em um bolo? Enquanto meus pais discutiam o sermo 
de domingo, eu pensava: "No entendi uma palavra do que o moo 
disse".
Qual a diferena? Simples. Em virtude do treino, estudo e 
experincia, os adultos ocupam um domnio diferente. Isto  ainda 
mais verdadeiro a respeito de Deus. Pegue a diferena entre a 
menina e eu, amplifique-a milhes de vezes mais, e comearemos 
a ver o contraste entre ns e nosso Pai. Quem dentre ns pode 
refletir sobre Deus, sem fazer a mesma pergunta que a garotinha: 
"Como  que voc sabe?"
Pedimos graa, apenas para achar perdo j oferecido. 
(Como soube que eu pecaria?)
Pedimos alimento, apenas para achar a proviso j feita. 
(Como soube que eu estaria faminto?)
Pedimos orientao, apenas para achar respostas na antiga 
histria de Deus. (Como soube que eu perguntaria?)
Deus vive num domnio diferente. "Porque a loucura de Deus 
 mais sbia que a sabedoria do homem, e a fraqueza de Deus  
mais forte que a fora do homem" (1 Co 1.25, NVI). Ele ocupa outra 
dimenso. "Porque os meus pensamentos no so os vossos 
pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o 
Senhor. Porque, assim como os cus so mais altos do que a terra, 
assim so os meus caminhos mais altos do que os vossos 
caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos 
pensamentos" (Is 55.8,9).
Note em especial a palavra como. Os pensamentos de Deus 
no so os nossos pensamentos, nem so como os nossos. Nem 
mesmo chegamos perto. Ns pensamos: Preserve o corpo, Ele 
pensa: salve a alma. Sonhamos com um aumento salarial; Ele 
sonha pr um fim ao salrio do pecado. Esquivamo-nos do 
sofrimento e buscamos a paz; Ele usa o sofrimento para trazer a 
paz. "Vou viver antes que eu morra", resolvemos ns. "Morra, e 
ento pode viver", instrui-nos Ele. Apegamo-nos ao que se corri; 
Ele, ao que perdura. Regozijamo-nos com os nossos sucessos; Ele, 
com as nossas confisses. Mostramos aos nossos filhos as estrelas 
da Nike, com o sorriso de um milho de dlares, e incentivamos: 
"Seja como o Ronaldinho". Deus aponta o carpinteiro crucificado, 
com os lbios ressecados e o lado sangrando, e intima: "Seja como 
Cristo".
Nossos pensamentos no so como os pensamentos de 
Deus. Nossos caminhos no so como os seus caminhos. Ele tem 
uma agenda diferente. Ele habita uma dimenso diferente. Vive 
num outro plano. E esse plano  mencionado na primeira frase da 
orao do Senhor: "Pai nosso que ests no cu ".
Havendo-nos confortado na sala de estar, e tendo-nos 
assegurado com a fundao, Jesus nos conduz ao andar superior. 
Ascendemos ao nvel mais alto da casa, postamo-nos ante uma 
pesada porta de madeira, e aceitamos o convite de Deus para 
entrar em seu observatrio.
Nenhum telescpio  necessrio nesta sala. O teto de vidro 
amplifica o Universo, at voc sentir que todo o firmamento est 
descendo a sua volta. Elevado instantaneamente atravs da 
atmosfera, voc  cercado pelos cus. Cascatas de estrelas 
passam por voc, at voc ficar atordoado com a quantidade. Se 
voc fosse capaz de passar um minuto em cada planeta e estrela, 
uma vida inteira mal daria para comear.
Jesus espera at que voc esteja enlevado com todo esse 
resplendor, e ento, suavemente, recorda-lhe: "Seu Pai est no 
cu".
Posso lembrar-me de alguns meninos que conheci em minha 
infncia, cujos pais eram pessoas bem-sucedidas. Um era juiz; 
outro, um mdico proeminente. Eu ia  igreja com o filho do prefeito. 
Em Andrews, Texas, no h muito para se orgulhar. Todavia, o 
menino tinha uma influncia que a maioria de ns no possua. 
"Meu pai tem um gabinete no palcio da justia", podia ele 
reivindicar.
Adivinhe o que voc pode declarar? "Meu Pai governa o 
universo".
Os cus manifestam a glria de Deus e o 
firmamento anuncia a obra de suas mos. Um dia 
faz declarao a outro dia, e uma noite mostra 
sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, 
ouvem-se as suas vozes em toda a extenso da 
terra, e as suas palavras at ao fim do mundo (SI 
19.1-5).

A natureza  o workshop de Deus. O Cu  o seu curriculum 
vitae. O Universo, o seu carto telefnico. Voc quer saber quem  
Deus? Veja o que Ele tem feito. Quer conhecer o seu poder? D 
uma olhada em sua criao. Curioso sobre a sua fora? Visite-o em 
seu endereo: Avenida Cu Estrelado, n 1 bilho. Quer conhecer-
lhe o tamanho? Avance dentro da noite e contemple a luz estelar 
emitida milhares de anos atrs, e ento leia 2 Crnicas 2.6: "Quem 
teria fora para lhe edificar uma casa, visto que os cus e at os 
cus dos cus no o podem conter?"

A atmosfera do pecado no o macula, O tempo 
da histria no o refreia, O cansao do corpo no 
o embaraa.

Aquilo que controla voc, a Ele no pode controlar. Aquilo que 
o preocupa no preocupa a Ele. O que fatiga voc no fatiga a Ele. 
Uma guia  perturbada pelo trfego? No, pois se eleva acima 
dele. Uma baleia  incomodada pelo furaco? Claro que no, pois 
mergulha abaixo dele. O leo se agita com o camundongo postado 
em seu caminho? No, passa por cima dele.
Quanto mais Deus  capaz de elevar-se acima, mergulhar 
abaixo, e passar por cima dos transtornos da Terra! "Aos homens  
isso impossvel, mas a Deus tudo  possvel" (Mt 19.26). Nossas 
indagaes traem nossa carncia de entendimento:
Como Deus pode estar em toda parte ao mesmo tempo? 
(Quem disse que Deus  limitado por um corpo?)
Como Deus pode ouvir todas as oraes que chegam a Ele? 
(Talvez os ouvidos dEle sejam diferentes dos seus.)
Como Deus pode ser o Pai, o Filho e o Esprito Santo? (No 
seria a fsica do Cu diferente da que existe na Terra?)
Se as pessoas daqui no me perdoarem, quanto mais 
culpado eu sou perante um Deus santo? (Oh, justamente o 
contrrio. Deus  sempre capaz de conceder graa quando ns, 
humanos, no podemos faz-lo  Ele a inventou.)
Como  essencial que oremos munidos do conhecimento de 
que Deus est no Cu! Ore sem esta convico, e suas oraes 
sero tmidas, superficiais e ocas. Mas passe algum tempo 
andando pelo workshop dos cus, vendo o que Deus tem feito, e 
sinta como suas oraes sero enrgicas.
Falando sobre workshop do Pai, deixe-me contar-lhe de uma 
visita que fiz quando tinha oito anos.
O workshop de Deus
O destaque dos lobinhos, meu grupo escoteiro, era a Caixa 
de Sabo Derby. J ouviu de algum em p sobre uma caixa de 
sabo? Ns ficvamos dentro de nossas caixas de sabo para 
ganhar um trofu. A competio era simples. Construir um carrinho 
de madeira sem motor, entrar nele, e descer correndo um declive. 
Algumas das criaes eram fantsticas, completas, com direo e 
cobertura pintada. Outras nada mais eram que um assento sobre 
um chassi de madeira, com quatro rodas e uma corda para a 
pilotagem. Meu plano era construir um genuno conversvel 
vermelho, como o que vira no manual do escoteiro. Armado com 
serrote, martelo, uma pilha de tbuas, e muita ambio, dispus-me 
a ser o Henry Ford da tropa 169.
No sei por quanto tempo meu pai esteve me olhando antes 
de interromper-me o trabalho. Provavelmente no muito, desde que 
meus esforos no constituam uma viso agradvel. O serrote 
emperrava, e a madeira empenava. Os pregos entortavam, e o 
painel no se ajustava. Misericordiosamente, papai interveio; bateu-
me no ombro e convidou-me a segui-lo at o seu workshop.
A pequena casa branca no fundo do quintal era o domnio de 
meu pai. Nunca prestei realmente ateno ao que ele fazia l. Tudo 
o que eu sabia era o que ouvia: serras zunindo, martelos batendo, 
e o assobio de um trabalhador feliz. Eu guardava minha bicicleta l, 
contudo, nunca notara as ferramentas. At ento, eu no havia 
tentado construir algo. Pelas prximas duas horas, naquele dia, ele 
introduziu-me no mundo mgico dos cavaletes, esquadros, trenas e 
brocas. Mostrou-me como esboar um plano e medir a madeira. 
Explicou-me por que  mais sbio martelar primeiro e pintar depois. 
Eu estava admirado. O que para mim era impossvel, para ele era 
simples. Em uma tarde, tnhamos construdo um bonito e 
respeitvel veculo. E, embora eu no tenha sado da corrida com 
um trofu, sa com uma grande admirao por meu pai. Por qu? 
Eu passara algum tempo em sua oficina.
Voc est me acompanhando, no est? Mostrando-nos os 
cus, Jesus mostra-nos a oficina de seu Pai. Ele deixa-nos martelar 
ou aparafusar apenas o tempo necessrio, ento bate em nosso 
ombro e diz: "Seu Pai pode cuidar disso para voc". E para prov-lo, 
leva-nos  oficina do Pai. Com um movimento das mos, Ele 
orgulhosamente proclama: "Nosso Pai est no cu!"
Olhe o Sol! Cada metro quadrado de sol est 
constantemente emitindo 130.000 HP, ou o equivalente a 450 
motores de oito cilindradas. E mesmo o Sol, embora to poderoso, 
 uma das menores estrelas nos 100 bilhes de rbitas que 
compem nossa Via Lctea. Segure uma moeda entre os dedos, e 
estire o brao em direo ao cu, permitindo que ela lhe eclipse a 
viso. Voc ter bloqueado de sua vista quinze milhes de estrelas.
Pense na Terra! O peso de nosso globo tem sido estimado 
em seis sextilhes de toneladas (um seis com vinte e um zeros). E 
ele est ajustado em vinte e trs graus. Um pouco mais, ou um 
pouco menos, e nossas estaes seriam perdidas numa inundao 
pelo derretimento dos plos. Embora o globo terrestre gire mil 
milhas por hora, ou vinte e cinco mil milhas por dia, ou nove 
milhes de milhas por ano, nenhum de ns cai em sua rbita. 
Nosso Deus, que "O norte estende sobre o vazio; suspende a terra 
sobre o nada" (J 26.7), tambm criou uma faixa de gravidade 
invisvel para manter-nos seguros.1
Agora, enquanto voc se posta no observatrio olhando o 
workshop de Deus, deixe-me propor algumas questes. Se Ele  
capaz de dispor as estrelas em seus lugares, e suspender o Cu 
como um cortinado, voc acha que  remotamente possvel Deus 
guiar-lhe a vida? Se o seu Deus  poderoso o suficiente para 
acender o Sol, seria Ele poderoso o suficiente para iluminar-lhe o 
caminho? Se ele cuida do planeta Saturno o bastante para dar-lhe 
anis, ou de Vnus, para faz-lo cintilar, haveria alguma chance de 
Ele cuidar de voc o bastante para suprir-lhe as necessidades? Ou, 
como disse Jesus,

Olhai para as aves do cu que nem semeiam, 
nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso 
pai celestial as alimenta. No tendes vs muito 
mais valor que elas? E qual de vs poder, com 
todos os seus cuidados, acrescentar um cvado  
sua estatura? E, quanto ao vestido, por que 
andais solcitos? Olhai para os lrios do campo, 
como eles crescem: no trabalham, nem fiam; E 
eu vos digo que nem mesmo Salomo, em toda a 
sua glria, se vestiu como qualquer deles. Pois, 
se Deus assim veste a erva do campo, que hoje 
existe e amanh  lanada no forno, no vos 
vestir muito mais a vs, homens de pouca f? 
(Mt 6.26-30)

Por que Ele fez isto? Uma cabana teria bastado, porm Ele 
deu-nos uma manso. Ele tinha necessidade de dar uma cano 
aos pssaros e um pico s montanhas? Precisava por listras na 
zebra e corcova no camelo? Teramos sabido a diferena, se Ele 
fizesse o ocaso cinza, em vez de laranja? Por que as estrelas 
possuem cintilaes, e as ondas, cristas nevadas? Por que salpicou 
o cardeal de vermelho, e vestiu a baleia de branco? Por que 
envolveu a criao em tal esplendor? Por que Ele preocupou-se em 
dar tantos presentes?
Por que voc o faz? Voc faz o mesmo. Tenho visto voc 
procurar um presente. Tenho visto voc espreitando no shopping 
center, percorrendo as galerias. No estou falando dos presentes 
obrigatrios. No estou descrevendo as compras de ltima hora, na 
perfumaria, a caminho da festa de aniversrio. Esquea as 
liquidaes e os descontos. Estou falando daquele dinheiro tirado 
das compras mensais do supermercado, guardado pouco a pouco, 
para comprar umas botas de couro de lagarto; estou falando de 
ficar olhando mil anis, a fim de achar para ela o melhor brilhante; 
de passar acordado toda a noite de Natal, montando a bicicleta 
nova. Por que voc faz isto? Voc o faz, porque os olhos iro se 
arregalar. Voc o faz, porque o corao parar. Voc o faz, porque o 
queixo cair. Voc o faz para ouvir aquelas palavras de descrena: 
"Voc fez isto por mim."
 por isso que voc o faz. E  por isso que Deus o fez. Da 
prxima vez que a aurora prender-lhe a respirao, ou um prado 
em flores deix-lo mudo, lembre-se desse detalhe. No diga coisa 
alguma, e oua como o Cu cochicha: "Voc gostou? Fiz isto para 
voc".
Estou prestes a falar-lhe de algo que voc pode achar difcil 
acreditar. Voc est prestes a ouvir uma opinio que pode espichar-
lhe a imaginao. No precisa concordar comigo, mas eu gostaria 
que voc a considerasse.
Voc no precisa compr-la, mas ao menos pense a respeito. 
Aqui est: Se voc fosse a nica pessoa na Terra, esta pareceria 
exatamente a mesma. As montanhas do Himalaia ainda teriam o 
seu drama, e o Caribe ainda teria o seu encanto. O Sol ainda se 
aninharia atrs dos montes  noite, e espalharia luz sobre os 
desertos pela manh. Se voc fosse o ltimo peregrino sobre este 
planeta, Deus no diminuiria um grau de sua beleza.
Porque Ele fez tudo isto para voc... e est  espera de que 
voc descubra os presentes. Est esperando que voc saia da 
toca, esfregue o sono dos olhos, e veja a brilhante bicicleta 
vermelha que Ele montou s para voc. Est esperando que seus 
olhos se arregalem e seu corao pare. Est esperando pelo 
momento entre o cair do queixo e o pular do corao. Pois nesse 
silncio, Ele se inclina para voc e sussurra: Fiz isto s para voc.
Acha difcil acreditar em tanto amor? Est certo. Lembra-se 
da garotinha que no podia imaginar como eu sabia que ela estava 
indo para a escola? S porque ela no o compreendia, no significa 
que eu no o soubesse. E s porque no podemos imaginar Deus 
nos dando arrebis, no pense que Ele no o faz. Os pensamentos 
de Deus so mais elevados que os nossos. Os caminhos de Deus 
so maiores que os nossos. E, s vezes, em sua grande sabedoria, 
nosso Pai celeste d-nos um pedacinho do Cu s para mostrar o 
seu cuidado.
5. A Capela
Onde o homem fecha a boca
Santificado seja o teu nome...
QUANDO MOREI NO BRASIL, levei minha me e sua amiga para 
conhecer Foz do Iguau, a maior cachoeira do mundo. Algumas 
semanas antes, eu tornara-me um perito em cataratas, lendo um 
artigo na revista National Geographic. Certamente, pensava eu, 
minhas hspedes apreciaro a boa sorte de me terem como guia.
Para alcanar o mirante, os turistas devem percorrer uma 
trilha sinuosa, que os leva atravs da floresta. Aproveitei a 
caminhada para fazer  minha me e  sua amiga um relato da 
natureza de Iguau. Estava to cheio de informaes, que tagarelei 
o tempo todo. Aps alguns minutos, entretanto, surpreendi a mim 
mesmo falando cada vez mais alto. Um som  distncia forava-me 
a elevar a voz. A cada volta da trilha, eu aumentava o volume. 
Finalmente, eu estava gritando acima do rudo, o que era 
completamente irritante. Qualquer que fosse aquele barulho, eu 
preferia que o desligassem at eu terminara minha preleo.
S depois de chegar  clareira, compreendi que o rudo que 
ouvamos era a cachoeira. Minhas palavras foram abafadas pela 
fora e o furor daquilo que eu estivera tentando descrever. No 
pude mais ser ouvido. Ainda que eu pudesse, no tinha mais uma 
audincia. Mesmo minha me preferia ver o esplendor a ouvir 
minha descrio. Calei a boca.
H ocasies em que o falar profana o momento... O silncio 
representa o mais elevado respeito. A palavra para tais ocasies  
reverncia. A orao para estes momentos  "Santificado seja o teu 
nome". E o lugar para esta orao  a capela.
Se h paredes, voc no as percebe. Se h bancos, voc no 
precisa deles. Seus olhos esto fixos em Deus, e seus joelhos, no 
cho. No centro da sala h um trono, e, perante o trono, um banco 
no qual se ajoelhar.
No se preocupe em ter as palavras certas; preocupe-se 
antes em ter o corao certo. No  eloqncia que Ele procura, 
apenas honestidade.
A hora de estar em silncio
Esta foi a lio aprendida por J. Se ele cometera uma falta, 
esta fora a sua lngua. Ele falara demais.
No que algum pudesse culp-lo. A calamidade arremetera 
sobre o homem como um leo sobre um rebanho de gazelas, e 
quando o alvoroo passou, no restara praticamente uma parede 
em p, ou um ente querido vivo. Os inimigos haviam trucidado as 
boiadas, e os raios, destrudo os rebanhos. Ventos fortes deixaram 
soterrados nos escombros os seus filhos que festejavam.
E esse fora apenas o primeiro dia.
J nem mesmo teve tempo de exprimir sua dor, antes de ver 
a lepra em suas mos, e os furnculos em sua pele. Sua esposa, 
alma compassiva que era, aconselhou-o a amaldioar Deus e 
morrer. Seus quatro amigos vieram, com a delicadeza de uma 
britadeira, dizer-lhe que Deus  bom, e que o sofrimento  
conseqncia do mal; e to certo como dois mais dois so quatro, 
J deveria ter algum registro criminal em seu passado, para sofrer 
tanto.
Cada um deu a sua prpria interpretao de Deus, e falou  
longa e sonoramente  sobre quem  Deus, e por que Ele fizera 
tudo aquilo. Eles no eram os nicos falando sobre Deus. Quando 
seus acusadores faziam uma pausa, J dava-lhes uma resposta.
Abriu J a sua boca... (3.1).
Ento, respondeu Elifaz, o temanita... (4.1).
Ento J respondeu... (6.1).
Ento respondeu Bildade, o suta... (8.1).
Ento, J respondeu e disse... (9.1).
Ento respondeu Zofar, o naamatita... (11.1).
Este pingue-pongue verbal continua por vinte e trs 
captulos. Finalmente, J tem o bastante destas "contestaes". 
Chega de bate-papo.  hora do tom fundamental do discurso. Ele 
agarra o microfone com uma mo, o plpito com a outra, e vai em 
frente. Por seis captulos, J d a sua opinio sobre Deus. Desta vez, 
o captulo registra: "E prosseguindo J", "E prosseguindo J", "E 
prosseguindo J". Ele define, explica e revisa Deus. Parece que J 
sabe mais sobre Deus do que Ele prprio!
Lemos trinta e sete captulos do livro, antes que Deus limpe a 
garganta para falar. O captulo trinta e oito comea com estas 
palavras: "Ento, o Senhor respondeu a J."
Se a sua Bblia  igual a minha, h um engano neste 
versculo. As palavras esto corretas, porm o impressor usa os 
tipos de tamanho errado. As palavras deveriam estar escritas 
assim:
ENTO, O SENHOR RESPONDEU A J!
Deus fala. Faces voltam-se ao Cu. Ventos curvam as 
rvores. Vizinhos encolhem-se nos refgios. Gatos apressam-se 
para o alto das rvores, e cachorros metem-se no mato. "Est 
ventando, meu bem.  melhor tirar a roupa do varal". Deus mal 
abrira a boca, e J soube que deveria ter calado sua mgoa.
Perguntar-te-ei, e, tu, responde-me. Onde estavas tu quando 
eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligncia. Quem lhe 
ps as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o 
cordel? Sobre que esto fundadas as suas bases, ou quem 
assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva 
juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus 
rejubilavam? (J 38.3-7)
Deus inunda o Cu com perguntas. J compreende: apenas 
Deus define Deus. Voc precisa conhecer o alfabeto antes de poder 
ler. Deus conscientiza J: " Voc no sabe nem o ABC do Cu, 
quanto mais o vocabulrio". Pela primeira vez, J est quieto. 
Silenciado por uma torrente de indagaes.
Ou entraste tu at as origens do mar, ou passeaste no mais 
profundo do abismo? Ou entraste tu at os tesouros da neve e viste 
os tesouros da saraiva...? Ou dars tu fora ao cavalo, ou revestirs 
o seu pescoo de crinas? Ou espant-lo-s, como ao gafanhoto? 
Ou voa o gavio pela tua inteligncia, estendendo as suas asas para 
o sul? (J 38.16,22 39.19,20,26)
J mal tem tempo de sacudir a cabea diante de uma 
questo, antes que Deus faa a outra. A insinuao do Pai  clara: 
"To logo voc seja capaz de lidar com assuntos to simples como 
a quantidade das estrelas e o estiramento do pescoo da avestruz, 
teremos uma conversa sobre dor e sofrimento. Mas at ento, 
podemos passar sem os seus comentrios".
J captou a mensagem? Penso que sim. Oua-lhe a resposta: 
"Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mo ponho sobre 
a minha boca".
Note a mudana. Antes de ouvir Deus, J no podia falar o 
bastante. Aps ouvi-lo, no pde falar de jeito algum.
O silncio foi a nica resposta apropriada. Houve uma 
ocasio na vida de Thomas Kempis, na qual tambm foi preciso 
fechar a boca. Ele havia escrito profusamente sobre o carter de 
Deus. Porm um dia, Deus confrontou-o com tal graa divina que, a 
partir daquele momento, todas as palavras de Kempis "pareciam 
palha". Ele pousou a caneta e nunca mais escreveu uma linha. Ele 
calou-se.

A palavra para tais momentos  reverncia.
A sala para tais momentos  a capela.
A frase para a capela  "Santificado seja o teu nome".
Um corte acima

Esta frase  uma petio, no uma declarao. Um pedido, 
no um anncio. Santificado seja o teu nome. Entramos na capela 
e imploramos: "Seja santificado, Senhor. Faa o que for preciso 
para ser santificado em meu viver. Tome o lugar que lhe pertence por 
direito no trono. Seja exaltado. Seja magnificado. Seja glorificado. Tu 
s Senhor, e eu estarei calado".
A palavra santificado vem da palavra santo, que significa 
"separado". O termo remonta a uma antiga palavra que significa 
"cortar". Ser santo, ento,  ser cortado acima da norma, superior, 
extraordinrio. Lembra-se do que aprendemos no observatrio? O 
Deus santo habita num plano diferente do restante de ns. Aquilo 
que nos amedronta, a Ele no mete medo. O que nos preocupa 
no preocupa a Ele.
Sou mais um marinheiro de gua doce do que um lobo-do-
mar, mas estive num barco o suficiente para conhecer o segredo de 
como achar terra em uma tempestade... Voc no visa outro barco. 
Voc, certamente, no se concentra nas ondas. Voc firma a vista 
em um objeto no afetado pelo vento  uma luz na costa  e 
segue reto em sua direo. A luz no  afetada pela tempestade.
Buscando a Deus na capela, voc faz o mesmo. Quando 
voc firma a vista em nosso Deus, est focalizando algum "um corte 
acima" daquilo que quaisquer tempestades na vida possam trazer.
Como J, voc acha paz no sofrimento.
Como J, voc fecha a boca e fica em silncio.
"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" (SI 46.10). Este 
versculo contm uma ordem com promessa.
A ordem?
Aquiete-se.
Feche a boca.
Dobre os joelhos.
A promessa? Voc saber que eu sou Deus.
O navio da f viaja sobre as guas. O crente passeia nas 
asas da espera.
Demore-se na capela. Demore-se muitas vezes na capela. 
Em meio s suas tempestades dirias, faa questo de aquietar-se, 
e fite os olhos nEle. Deixe Deus ser Deus. Deixe que Ele o banhe 
em sua glria, para que sua respirao e seus problemas sejam 
sugados de sua alma. Esteja em silncio. Esteja quieto. Esteja ciente 
e disposto. Ento voc saber que Deus  Deus; voc no pode 
ajudar, mas confessar: "Santificado seja o teu nome".
6. O Trono
Tocando o corao do Rei
Venha o teu reino...
RECENTEMENTE, NOSSA FAMLIA SAIU  procura de escrivaninhas. Eu 
precisava de uma nova para o meu escritrio, e prometera  
Andra e  Sara que tambm compraria escrivaninhas para os 
quartos delas. Sara estava especialmente entusiasmada. Quando 
chegou da escola, adivinhe o que ela fez? Brincou de escola! 
Nunca fiz isto em minha infncia. Eu tentava esquecer as atividades 
da sala de aula, no repeti-las. Denalyn assegurou-me de que no 
havia problema, e de que esta era uma daquelas diferenas entre 
os sexos. Ento fomos para a loja de mveis.
Quando Denalyn compra mveis, ela prefere um dos dois 
extremos  to antigos, que chegam a ser frgeis, ou to novos, 
que nem esto pintados. Dessa vez, optamos pelo ltimo, e 
entramos numa loja de mveis crus.
Andra e Sara foram rpidas em suas escolhas, e eu fiz o 
mesmo. Em dado momento do processo, Sara descobriu que no 
levaramos a escrivaninha para casa naquele dia, e isto perturbou-a 
profundamente. Expliquei-lhe que a pea tinha de ser pintada, e 
eles a entregariam dentro de quatro semanas. Eu poderia 
igualmente ter dito quatro milnios.
Seus olhos encheram-se de lgrimas.
        Mas, papai, eu quero lev-la para casa hoje.
Para crdito de Sara, ela no bateu os ps, fazendo 
exigncias. Arranjou, no entanto, um modo urgente de fazer seu pai 
mudar de idia. Cada vez que eu me virava para um lado, l estava 
ela me esperando.
Papai, no acha que ns mesmos poderamos pint-la?
Papai, eu mesma poderia fazer alguns desenhos em minha 
escrivaninha.
        Papai, por favor, vamos lev-la para casa, hoje.
Aps alguns minutos, ela desapareceu, apenas para retornar em 
seguida, com os braos abertos, borbulhando com a descoberta:
        Adivinhe, papai! Ela cabe no porta-malas do carro! 
Voc e eu sabemos que uma garotinha de sete anos no tem idia 
do que cabe ou no num veculo, mas o fato de ela haver medido o 
porta-malas, com seus prprios braos, amoleceu-me o corao. O 
argumento decisivo, entretanto, foi o nome com que chamou-me:
        Papai, por favor, vamos lev-la hoje.
A famlia Lucado levou uma escrivaninha para casa naquele 
dia.
Atendi o pedido de Sara pela mesma razo que Deus atende 
os nossos. O desejo dela era para o seu bem. Que pai no gostaria 
que seu filho passasse mais tempo estudando e desenhando? Sara 
queria o que eu tambm queria para ela. S que ela o queria o mais 
rpido possvel. Quando concordamos com o que Deus quer, Ele 
igualmente nos ouve (1 Jo 5.14).
O pedido de Sara foi franco. Deus tambm  movido por 
nossa sinceridade. "A orao de um justo  poderosa e eficaz" (Tg 
5.16, NVI).
Porm, acima de tudo, fui movido a atender porque Sara 
chamou-me de "papai". Porque ela  minha filha, atendi o seu 
pedido. Porque somos seus filhos, Deus atende-nos as oraes. O 
Rei da Criao presta especial ateno  voz de sua famlia. Ele 
no apenas est disposto a ouvir-nos  Ele ama ouvir-nos. E ainda 
nos diz o que lhe pedir.
"Venha o teu reino".
Muitas vezes nos contentamos em pedir menos. Entramos na 
grande Casa de Deus com uma mochila cheia de pedidos  
promoes desejadas, aumento salarial ansiado, consertos de 
carro necessitados, e custos educacionais solucionados. 
Geralmente, fazemos nossas oraes to casualmente quanto 
pedimos um hambrguer na lanchonete:
 Quero um problema solucionado e duas bnos, sem 
discusso, por favor.
Contudo, tal complacncia parece inadequada na capela da 
adorao. Aqui, estamos ante o Rei do reis. H pouco, fechamos 
nossas bocas em reverncia  sua santidade; agora as abrimos 
para fazer pedidos? No pense voc que nossas necessidades no 
lhe interessam. S que, aquilo que parecia ur-' gente fora da casa, 
aqui dentro parece menos significante. O aumento salarial ainda  
importante, e a promoo ainda  desejada, mas,  por a que 
comeamos?
Jesus ensinou-nos como iniciar. "Quando vocs orarem, 
orem assim: 'Pai nosso que ests nos cus, santificado seja o teu 
nome. Venha o teu reino'."
Quando voc diz "Venha o teu reino", est convidando o 
prprio Messias a entrar em seu mundo. "Vem, meu Rei! Toma o 
teu trono na Terra. Permanece em meu corao. No te ausentes 
de meu escritrio. Entra em meu casamento. S Senhor em minha 
famlia, em meus temores, e em minhas dvidas". Este no  um 
pedido dbil;  um audacioso apelo para Deus ocupar cada ngulo 
de sua vida.
Quem  voc para pedir tal coisa? Quem  voc para pedir 
que Deus controle o seu mundo? Voc  filho dEle, ora essa! E 
ento, audaciosamente, voc pede." Cheguemos pois com 
confiana ao trono da graa, para que possamos alcanar 
misericrdia e achar graa, a fim de sermos ajudados em tempo 
oportuno" (Hb 4.16).
Um drama espiritual
Uma esplndida ilustrao desta espcie de audcia  a 
histria de Hadassa. Embora sua lngua e cultura estejam num 
atlas  parte do nosso, ela pode contar-lhe sobre o poder de uma 
splica feita a um rei. Todavia, h um par de diferenas. O pedido 
dela no foi ao pai, mas ao marido  o rei. Sua splica no foi por 
uma escrivaninha, mas pelo resgate de um povo. Porquanto ela 
adentrou  sala do trono, e abriu o corao ao rei, este mudou os 
planos, e milhes de pessoas, em 127 pases, foram salvas.
Oh, eu adoraria que voc conhecesse Hadassa. Porm, uma 
vez que ela tenha vivido no sculo V a. C, tal encontro no  
possvel. Teremos de nos contentar em ler sobre ela no livro com o 
seu nome  seu outro nome  O Livro de Ester.
E que livro ele ! Seria um desafio para Hollywood reproduzir 
o drama de sua histria... o malvado Ham, o qual exigia que todos 
lhe prestassem homenagens... o corajoso Mardoqueu, que recusava 
curvar-se ante Ham... as famosas palavras de Mardoqueu a Ester, 
que fora escolhida rainha "para tal tempo como este"... e a 
convico de Ester em salvar seu povo. "Se eu perecer, pereci", 
resolveu ela.
Vamos rever os personagens principais.
Xerxes era o rei da Prsia; o monarca absoluto desde a ndia 
 Etipia. Basta Xerxes levantar uma sobrancelha, e o destino do 
mundo ser mudado. Neste aspecto, ele simboliza o poder de 
Deus, pois o nosso Rei controla o Rio da Vida, sem nem mesmo 
levantar uma sobrancelha.
Ham (cujo nome parece soar como "o mau"  o que voc 
constatar ser mais que uma curiosa coincidncia) era o brao 
direito de Xerxes. Leia cada palavra sobre o tal, e no achar algo 
de bom a respeito dele. Era um insacivel egotista, desejando a 
adorao de todos no reino. Incomodado por uma peculiar minoria 
chamada "os judeus", decidiu extermin-los. Convenceu Xerxes de 
que o mundo seria melhor com um holocausto, e marcou a data do 
genocdio dos filhos de Abrao.
Ham  um servo do Inferno, um retrato do prprio diabo, 
cuja ambio maior  ver todos os joelhos dobrando-se  sua 
passagem. Satans tambm no tem outra meta seno perseguir o 
povo de Deus. Ele veio para "roubar, matar e destruir" (Jo 10.10). 
"... O diabo desceu a voz, e tem grande ira, sabendo que j tem 
pouco tempo" (Ap 12.12). Desde a mentira no jardim, ele tem 
procurado arruinar o plano de Deus. Neste caso, Satans espera 
destruir os judeus e, atravs disso, a linhagem de Jesus. Para 
Ham, o massacre  questo de convenincia; para Satans, de 
sobrevivncia. Ele far o possvel para impedir a presena de Jesus 
no mundo.
Por isso, ele no deseja que voc ore como Jesus ensinou: 
"Venha o teu reino".
Ester, a filha adotiva de Mardoqueu, tornou-se rainha atravs 
de um concurso de Miss Prsia. Em um nico dia, foi da 
obscuridade  realeza, e, em mais de um aspecto, ela lembra voc. 
Vocs dois residem no palcio: Ester  a noiva de Xerxes; voc, a 
noiva de Cristo. Vocs dois tm acesso ao trono do rei, e ambos tm 
um consolador que os guia e ensina. Seu Consolador  o Esprito 
Santo; o de Ester era Mardoqueu.
Foi Mardoqueu quem instou com ela para que mantivesse 
em segredo a sua nacionalidade judia. Tambm foi ele quem a 
persuadiu a falar com Xerxes sobre o iminente massacre. Voc 
pode admirar-se de que ela precisasse de algum encorajamento. 
Mardoqueu deve ter igualmente se admirado. Oua a mensagem 
que ele recebeu de Ester: "... todo o homem ou mulher que entrar 
ao rei, no ptio interior, sem ser chamado, no h seno uma 
sentena, a de morte, salvo se o rei estender para ele o cetro de 
ouro, para que viva; e eu estes trinta dias no sou chamada para 
entrar ao rei" (Et 4.11).
Por mais estranho que isso nos parea, nem mesmo a 
rainha podia aproximar-se do rei sem ser convidada. Entrar na sala 
do trono sem um convite era arriscar-se a visitar o patbulo
Todavia, Mardoqueu convenceu-a a aceitar o risco. Se voc 
se pergunta por que vejo Mardoqueu como uma figura do Esprito 
Santo, veja como ele a encoraja a fazer o que  certo: "... No 
imagines, em teu nimo, que escapars na casa do rei, mais do 
que todos os outros judeus. Porque, se de todo te calares neste 
tempo, socorro e livramento doutra parte vir para os judeus, mas tu 
e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo 
como este chegaste a este reino?" (Et 4.13,14).
Veja como Ester reage: "... Ester se vestiu de seus vestidos 
reais e se ps no ptio interior da casa do rei, defronte do aposento 
do rei" (Et 5.1).
Voc consegue v-la? Sada diretamente da capa da revista 
Mademoiselle Pode ver Xerxes? Agitando um exemplar de Car and 
Chariot. Ladeando-o esto dois robustos guarda-costas. Atrs dele, 
um eunuco tagarela.  sua frente, um longo dia de gabinete, 
reunies e burocracia real. Ele deixa escapar um suspiro, larga o 
corpo sobre o trono e... pelo canto do olho, v Ester.
"E sucedeu que, vendo o rei a rainha Ester, que estava no 
ptio, ela alcanou graa aos seus olhos" (Et 5.2). Deixe-me dar-lhe 
minha verso deste trecho: "Quando o rei viu a rainha Ester parada 
no ptio, exclamou: 'Uaau!'" "E o rei apontou para Ester com o cetro 
de ouro, que tinha na sua mo, e Ester chegou e tocou a ponta do 
cetro" (Et 5.2).
O que se segue  o rpido colapso do castelo de cartas de 
Satans. Ham planeja enforcar Mardoqueu, o nico homem que 
no rasteja aos seus ps. Ester planeja oferecer um duplo 
banquete a Xerxes e Ham. Ao final do segundo banquete, Xerxes 
d liberdade a Ester de fazer-lhe um pedido. Ester olha para o 
cho, de um modo embaraado, e fala: "Bem, j que voc o 
mencionou, h um pequeno favor que venho querendo pedir". E ela 
prossegue informando o rei sobre o feroz anti-semita, firmemente 
decidido a matar seus amigos como ratos, o que significava que 
Xerxes estava prestes a perder sua esposa, se no agisse 
rapidamente, e... "Voc no quer isto, quer meu bem?"
Xerxes exige o nome do assassino, e Ham olha para a 
sada. Ester derrama o feijo, e Xerxes perde a compostura. Ele 
precipita-se  porta a fim de tomar um Prozac, apenas para retornar 
e encontrar Ham aos ps de Ester. Ham est implorando por 
misericrdia, mas o rei acha que ele est forando a rainha. E antes 
que Ham tenha a chance de explicar,  levado ao mesmo patbulo 
que construra para Mardoqueu.
Ham herda a forca de Mardoqueu; Mardoqueu herda o 
cargo de Ham; Ester ganha uma boa noite de sono; os judeus 
vivem para ver outro dia; e ns ganhamos uma dramtica 
recordao do que acontece quando nos aproximamos de nosso 
rei.
Assim como Ester, temos sido arrancados da obscuridade, e 
ganhado um lugar no palcio.
Como Ester, temos um manto real; ela foi vestida com 
roupas; ns, com justia.
Como Ester, temos o privilgio de fazer um pedido.
Foi o que Sara fez. Seu pedido no foi to dramtico quanto o 
de Ester, mas mudou os planos de seu pai. De qualquer modo, a 
viva parbola de Sara e sua escrivaninha no terminou na loja.
A caminho de casa, ela deu-se conta de que a minha 
escrivaninha ainda estava na loja.
 Aposto que voc no pediu, no foi, papai? (No obtemos 
porque no pedimos.)
Quando descarregamos sua escrivaninha, ela convidou-me a 
estre-la em sua companhia, fazendo um desenho. Fiz uma 
gravura com a inscrio "Escrivaninha de Sara". Ela fez outra com 
a inscrio "Amo meu papai" (adorao  a reao certa  prece 
respondida).
Minha parte favorita da histria  o que aconteceu no dia 
seguinte. Partilhei este acontecimento em meu sermo dominical. 
Um casal de nossa igreja ofereceu-se para levar a escrivaninha e 
pint-la. Quando retornaram, dois dias depois, ela estava coberta 
de anjos. E veio-me  mente que, quando oramos para que venha 
o reino de Deus, ele vem! Todas as hostes celestes acorrem em 
nosso auxlio.
7. O Estdio
Como Deus revela sua vontade
Seja feita a tua vontade...
NO FOSSE TO COMUM, a cena seria cmica. Dois discpulos, 
coraes pesados, iam cabisbaixos pelo caminho de Emas. 
Vendo-lhes os ombros cados, voc jamais saberia que era o 
domingo da ressurreio. Pela expresso de seus rostos, voc 
acharia que Jesus ainda estava no tmulo. "E ns espervamos 
que fosse ele o que remisse Israel", lamentavam eles (Lc 24.21).
Como se Ele no o tivesse feito! Como  possvel algum 
estar to perto de Jesus e no perceber? Jesus havia exatamente 
redimido o mundo, e eles estavam se queixando sobre Roma?! 
Jesus viera para tratar com o pecado e a morte, e eles o queriam 
para tratar com Csar e os soldados? Jesus viera para livrar-nos do 
Inferno, e eles queriam ser livres de impostos?
Que pssima comunicao! Eles no perceberam a 
revoluo!
Eu cometi o mesmo erro no ms passado. A revoluo que 
perdi jamais ser comparada quela que os discpulos deixaram 
passar, mas eu a perdi do mesmo modo.
As colnias da Nova Inglaterra nunca mais foram as mesmas 
depois da Festa do Ch de Boston. A Europa nunca mais foi a 
mesma depois da Batalha da Normandia. A Igreja nunca mais foi a 
mesma depois que Lutero fixou suas noventa e cinco teses na porta 
de Wittenburg. E minha vida nunca mais ser a mesma agora que o 
e-mail entrou em meu escritrio.
Os pensadores de vanguarda da igreja vinham tentando esta 
mudana havia meses. //Pense"/ diziam eles, "basta mover o cursor, 
clicar o mouse, e a mensagem  enviada".
Para eles  fcil dizer. Eles falam "computes". Eu no. At 
recentemente, eu pensava que cursor fosse uma pessoa com 
linguagem obscena, e mouse, um roedor que se prende em 
ratoeira. Tanto quanto eu sabia, logging-on era a funo do lenha-
dor, e monitor, o rapaz que perguntava por que voc estava 
perambulando pelos corredores durante a aula.
Como eu iria saber que interface era um termo usado em 
computador? Eu achava que fosse uma gria para o ato de mudar a 
direo quando um barco est extremamente perto do outro 
(Interface, baby!). Perdoe-me por andar na retaguarda, mas um 
companheiro pode manejar melhor. Aconteceu da noite para o dia. 
Fui dormir numa sociedade de bilhetes e selos, e acordei numa 
cultura sem papel e com e-mail. Voc pode imaginar minha 
confuso quando todos comearam a tagarelar neste novo 
vocabulrio. "Tem um e-mail para voc, um memo em 
www.confusao.com.br. Por que voc no faz um download em seu 
arquivo, em meu subdiretrio, e poderemos chatiar na Internet?
O que h de errado com "voc recebeu o meu bilhete?" Sinto 
falta dos velhos dias. Sinto saudades da era passada, de canetas 
roando o papel, e lembretes grudados em minha porta. Anseio ver 
caligrafia novamente e achar recados sob minha xcara de caf.
Contudo, a mudana era inevitvel e, fincando o calcanhar 
no carpete, eu fui arrastado para dentro do mundo do e-mail. Em 
parte por ser ocupado, mas principalmente por ser cabeudo, 
demorei a aprender o sistema. Todos os dias, o bip do computador 
soava alertando-me das mensagens no lidas. E a cada dia o 
nmero aumentava. "Max Lucado, h dez mensagens no lidas em 
seu endereo". "Max Lucado, h 52 mensagens no lidas em seu 
endereo". "Max Lucado, h 93 mensagens no lidas em seu 
endereo".
Finalmente cedi. Aps ser cuidadosamente instrudo e 
treinado na correta maneira de mover e clicar o hamster (digo, o 
mouse), achei-me fitando a tela cheia de informaes, todas 
esperando por mim. Havia uma carta da frica, uma piada sobre 
pregadores, uma dzia ou mais de anncios sobre reunies (eu as 
perdera  opa!). Dentro de poucos minutos, eu estava atualizado, 
informado e, admito, iluminado. Por mais que eu deteste diz-lo, foi 
bom receber mensagens outra vez.
 semelhante ao que os dois homens a caminho de Emas 
devem ter sentido. Eles tambm tinham deixado passar alguma 
informao; ambos estavam confusos. De qualquer modo, haviam 
perdido mais que um memorando sobre uma reunio do comit. 
Haviam perdido o significado da morte de Jesus. O que deveria ter 
sido um dia de alegria, foi para eles um dia de desespero. Por qu? 
Eles no sabiam como entender a vontade de Deus.
Estavam sozinhos. A maioria de ns tem gasto horas fitando 
o monitor da vida, ponderando que direo tomar. Sabemos que 
Deus tem um desejo para ns. "Porque eu bem sei os 
pensamentos que penso de vs, diz o Senhor; pensamentos de 
paz, e no de mal, para vos dar o fim que esperais" (Jr 29.11).
Deus tem um plano, e este plano  bom. Nossa pergunta : 
Como fao para acess-lo? Outras pessoas parecem receber 
orientao; como posso receber tambm? Um dos melhores modos 
de responder a estas indagaes  estudar a histria desses dois 
confusos discpulos a caminho de Emas. E, para respond-las, 
no conheo um momento melhor que este, enquanto entramos no 
prximo compartimento da grande Casa de Deus, e oramos: "Seja 
feita a tua vontade".
Precisamente embaixo do saguo da capela est um 
compartimento despojado de televisores, estreos, e computadores 
infectados por e-mails. Visualize um estdio com estantes de livros 
revestindo as paredes, um tapete tranado no cho, e um fogo 
convidativo na lareira. Defronte da lareira, h duas cadeiras de 
espaldares altos; uma para voc, outra para o seu Pai. Seu assento 
est vazio, e seu Pai faz sinal para que voc se junte a Ele. Entre, 
sente-se, e pergunte-lhe qualquer coisa que esteja em seu corao. 
Nenhuma pergunta  insignificante; nenhum enigma  simples 
demais. Ele tem todo o tempo do mundo. Entre, e busque a 
vontade de Deus. 
Orar "Seja feita a tua vontade"  buscar o corao de Deus. A 
palavra vontade significa "forte desejo". O estdio  onde 
conhecemos os desejos de Deus. Qual  o anseio do Pai? Sua 
paixo? Ele quer que voc os conhea. 
Ser que Deus ocultaria de ns o que Ele vai fazer? 
Aparentemente no, pois Ele tem percorrido longas distncias para 
revelar-nos sua vontade. Poderia Ele ter feito mais que enviar seu 
Filho para guiar-nos? Poderia ter feito mais que dar-nos sua 
Palavra para ensinar-nos? Poderia ter feito mais que orquestrar 
eventos a fim de despertar-nos? Poderia ter feito mais que enviar 
seu Esprito Santo para consolar-nos?
Deus no  Deus de confuso, e onde quer que Ele encontre 
procuradores sinceros, de corao confuso, voc pode apostar 
seus presentes de natal, como Ele far qualquer coisa possvel 
para ajud-los a enxergar a sua vontade. Era isso o que Ele estava 
fazendo na estrada de Emas.
Todos estavam on-line) eles foram a p. E viam a morte de 
Jesus como a morte do movimento que Ele iniciara; ento 
arrumaram suas bagagens e foram para casa. E era para onde 
estavam indo, quando Jesus apareceu a eles. Quo doce  a 
apario de Jesus na estrada. Deixe uma ovelha tomar a trilha 
errada, afastando-se da pastagem, e nosso Bom Pastor  
relutante em deix-la vagar to longe  vem para gui-la ao lar. 
Como Ele faz isto? Como Ele nos revela a sua vontade? Voc pode 
surpreender-se com a simplicidade do processo.
Atravs do povo de Deus
O primeiro erro da dupla foi negligenciar as palavras dos 
discpulos, seus companheiros. Deus revela a sua vontade atravs 
de uma comunidade de fiis. Na primeira pscoa, Ele falou atravs 
das mulheres, que contaram aos demais. "... algumas mulheres 
dentre ns nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao 
sepulcro; e, no achando o seu corpo, voltaram, dizendo que 
tambm tinham tido uma viso de anjos, que dizem que ele vive" 
(Lc 24.22,23).
Seu plano no mudou. Jesus ainda fala aos crentes atravs 
de outros crentes. "Antes, seguindo a verdade em caridade, 
cresamos em tudo naquele que  a cabea, Cristo, do qual todo o 
corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxlio de todas as juntas, 
segundo a justa operao de cada parte, faz o aumento do corpo, 
para a sua edificao em amor" (Ef 4.15,16).
Nesta manh, enquanto guiava para o meu escritrio, meus 
olhos divisaram o sinal de trnsito. O sensor dentro de meus olhos 
percebeu que a cor da luz era vermelha. Meu crebro checou meu 
banco de memrias, e anunciou o significado da luz vermelha ao 
meu p direito. Meu p direito reagiu deixando o acelerador e 
pisando no freio.
Agora, e se meu corpo no houvesse funcionado 
adequadamente? E se meus olhos houvessem decidido no ser 
parte do corpo porque o nariz ofendera seus sentimentos? Ou, e se 
o p estivesse cansado de ser mandado, e decidisse pressionar o 
pedal do acelerador em vez do freio? Ou, e se o p direito estivesse 
doendo e, orgulhoso demais, no quisesse contar ao esquerdo 
para que este interviesse e ajudasse? Em qualquer das instncias, 
um desastre ocorreria.
Deus tem dado uma atribuio a cada parte do corpo de 
Cristo. Um dos modos de Deus revelar-nos a sua vontade  atravs 
da Igreja. Ele fala a um membro do seu corpo atravs de outro 
membro. Pode acontecer na classe da Escola Dominical, num 
pequeno grupo, durante a santa ceia, ou na hora da sobremesa. 
Deus tem tantos mtodos quantas so as pessoas.
A propsito, eis por que Satans no quer voc na igreja. 
Voc tem notado (no tem?) que, quando est fraco 
espiritualmente, voc tambm se dirige a Emas. Voc no quer 
estar com os crentes. E se est, esgueira-se para dentro e para 
fora do culto, apresentando desculpas sobre ter refeies a 
preparar, ou outro trabalho a fazer. A verdade  que Satans no o 
quer ouvindo a vontade de Deus. E j que Deus revela sua vontade 
aos filhos atravs de outros filhos, ele no quer voc na igreja. Nem 
quer que voc leia a Bblia. Isto nos leva a outro modo de Deus 
revelar-nos a sua vontade.
Atravs da Palavra de Deus
Os discpulos descuidaram da Palavra de Deus. Esse foi seu 
segundo erro. Ao invs de consultarem a Escritura, deram ouvidos 
ao medo. Jesus corrigiu isto, aparecendo-lhes e ministrando um 
estudo bblico. Ns esperaramos algo um pouco mais dramtico de 
algum que acabara de derrotar a morte  transformar uma rvore 
em cachorro, ou suspender os discpulos a alguns palmos do cho. 
Porm Jesus no viu necessidade de fazer mais que instruir seus 
seguidores na Escritura.
 nscios e tardos de corao para crer tudo o que os 
profetas disseram! Porventura no convinha que o Cristo 
padecesse estas coisas e entrasse na sua glria? E comeando por 
Moiss e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se 
achava em todas as Escrituras (Lc 24.25-27).
Atravs das palavras dos profetas, Ele usou a Escritura para 
revelar-lhes a sua vontade. Ele no faz o mesmo hoje? Abra a 
Palavra de Deus, e voc achar a sua vontade.
E a vontade do Pai, que me enviou,  esta: que nenhum de 
todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no ltimo 
dia (Jo 6.39).
A vontade de Deus  que voc seja nascido de novo, "no 
da vontade da carne, nem da vontade do varo, mas de Deus" (Jo 
1.13).
Assim tambm no  vontade de vosso Pai, que est nos 
cus, que um destes pequeninos se perca (Mt 18.14).
Porquanto a vontade daquele que me enviou  esta: que 
todo aquele que v o Filho, e cr nele, tenha a vida eterna; e eu o 
ressuscitarei no ltimo dia (Jo 6.40).
A vontade dEle  que o mundo seja salvo. Sabendo disto, 
ento, minha tarefa  aliar-me  sua vontade. Ao encontrar-me 
indeciso entre dois caminhos, devo perguntar: "Que caminho 
contribuir mais para o reino de Deus?"
s vezes ele  bvio. No h como, por exemplo, a 
pornografia melhorar a causa de Deus. No h razo para achar 
que peculato contribua para o reino de Deus (mesmo se voc 
dizima sobre o que leva). Eu discordaria da pessoa que justifica seu 
vcio em drogas como um meio de acercar-se misticamente de 
Deus.
Outras vezes no  to claro, mas a indagao ainda  til. 
Forado a escolher entre duas profisses? Ir uma delas permitir 
que voc seja de grande impacto para o reino de Deus? Dividido 
entre duas igrejas onde servir? Ir uma delas proporcionar-lhe 
maiores chances de glorificar a Deus? Voc pondera se esta pessoa 
ser o cnjuge certo para voc? Pergunte a si prprio: ir ela, ou 
ele, ajudar-me a trazer glria para o nome de Deus?
Sua vontade geral prov-nos diretrizes que ajudam a 
entender sua vontade especfica para nossas vidas individuais.
Atravs do andar com Deus
E eles o constrangeram dizendo: Fica conosco, porque j  
tarde, e j declinou o dia. E entrou para ficar com eles (Lc 24.29).
Tambm descobrimos a vontade de Deus despendendo 
tempo em sua presena. A chave para se conhecer o corao de 
Deus  o relacionamento com Ele. Um relacionamento pessoal. Deus 
falar-lhe- de um modo diferente do que fala a outrem. S porque 
Deus falou a Moiss atravs de um arbusto em chamas, no 
significa que devemos todos sentar-nos perto de um arbusto  
espera de que Ele fale. Deus usou um peixe para convencer Jonas. 
Isto quer dizer que devemos fazer cultos de adorao no Sea 
World? No. Deus revela pessoalmente seu corao a cada 
pessoa.
Por esta razo,  essencial o seu caminhar com Deus. O 
corao dEle no  visto numa palestra ocasional, ou numa visita 
semanal. Descobrimos-lhe a vontade quando moramos em sua 
casa todos os dias.
Se voc pegasse um nome ao acaso na lista telefnica, e me 
perguntasse: "Max, o que Beltrano Sicrano acha do adultrio?" Eu 
no poderia responder. No conheo Beltrano Sicrano. Todavia, se 
voc me perguntasse: "Max, o que Denalyn Lucado acha do 
adultrio?" Eu nem mesmo teria de cham-la. Eu sei. Ela  minha 
esposa. Temos andado juntos o suficiente para eu saber o que 
pensa a respeito.
O mesmo  verdade com Deus. Ande com Ele por tempo 
suficiente, e conhecer o seu corao. Quando voc gasta tempo 
com Deus em seu estdio, voc descobre-lhe a paixo. Aceite o 
convite, entre pelo caminho de sua alma, e voc perceber-lhe- a 
vontade. A propsito, voc notou aquela curiosa atitude de Jesus, 
no verso 28? "E chegaram  aldeia para onde iam, e ele fez como 
quem ia para mais longe."
Jesus no queria estar com os discpulos? Claro que sim. 
Porm no queria estar onde no fosse convidado. Sempre gentil, o 
Senhor aguarda nosso convite. Note, por favor: foi depois de eles o 
terem convidado, que se lhes abriram os olhos e puderam 
reconhecer Jesus (v. 31).
H um ltimo modo de Deus revelar-nos a sua vontade.
Atravs do fogo de Deus
Quando os discpulos perceberam que era Jesus, este 
desapareceu. Eles disseram um ao outro: "Porventura no ardia em 
ns o nosso corao quando, pelo caminho, nos falava e quando 
nos abria as Escrituras?" (Lc 24.32)
Voc no ama este versculo? Eles souberam que tinham 
estado com Jesus por causa do fogo dentro deles. Deus revela a 
sua vontade, enviando uma tocha a sua alma. Ele deu a Jeremias 
um ardor por coraes endurecidos. Deu a Neemias um ardor pela 
cidade esquecida. Fez Abrao inflamar por uma terra que nunca 
vira. Ateou fogo em Isaas com uma viso irresistvel. Quarenta 
anos de pregaes infrutferas no puderam apagar o fogo de No. 
Quarenta anos de deserto foram incapazes de extinguir a paixo de 
Moiss. Jerico no pde arrefecer Josu, nem Golias deter Davi. 
Havia um fogo dentro deles.
No h um fogo dentro de voc? Quer conhecer a vontade 
de Deus para a sua vida? Ento responda: "O que lhe incendeia o 
corao? rfos esquecidos? Naes no alcanadas? Misses 
urbanas? Transculturais?
Preste ateno ao fogo interno.
Voc tem uma paixo por cantar? Ento cante!
Voc se inquieta por administrar? Ento administre.
Voc sofre pelos doentes? Ento trate deles!
Voc se aflige pelos perdidos? Ento oriente-os!
Quando jovem, sentia a chamada para pregar. Inseguro de 
estar correto em minha interpretao da vontade de Deus para 
mim, solicitei o conselho de um ministro, a quem admirava. Seu 
conselho ainda reverbera verdade. "No pregue", disse ele, "a 
menos que tenha de faz-lo".
Enquanto ponderava em suas palavras, encontrei minha 
resposta: "Eu tenho de pregar. Se eu no o fizer, o fogo me 
consumir".
Que fogo consome voc?
Grave bem: Jesus veio para fazer voc pegar fogo! Ele 
passeia como uma tocha, de corao para corao, aquecendo o 
frio, descongelando o gelo, e avivando as cinzas. Ele , ao mesmo 
tempo, um galileu flamejante, e um lume bem-vindo. Ele veio para 
purgar a infeco, e iluminar-lhe o rumo.
O fogo do seu corao  a luz do seu caminho. Negligencie-
o para a sua prpria perda. Atice-o para o seu prprio deleite. 
Assopre-o. Avive-o. Alimente-o. Os cpticos duvidaro dele. 
Mofaro dele aqueles que no o possuem. Porm aqueles que o 
conhecem  e que conhecem a Jesus  entend-lo-o.
Conhecer o Salvador  ser incendiado.
Descobrir a chama  descobrir-lhe a vontade.
E descobrir-lhe a vontade  acessar um mundo que voc 
nunca viu.
8. A Fornalha
Porque algum orou
Tanto na terra como no cu...
GOSTARIA QUE VOC PENSASSE EM ALGUM. Seu nome no importa. 
Sua aparncia  secundria. Seu sexo no interessa. Seu ttulo  
irrelevante. Ele  importante no pelo que , mas pelo que fez.
Ele foi a Jesus em favor de um amigo. Seu amigo estava 
doente, Jesus podia ajudar, e algum precisava ir a Jesus. Ento 
algum foi. Outros cuidaram do homem enfermo de outras 
maneiras. Alguns trouxeram comida, outros providenciaram 
tratamento, e ainda outros confortaram a famlia. Cada papel foi 
crucial. Cada pessoa fui til, mas, ningum foi mais vital que esse 
que foi a Jesus.
Ele foi porque estava sendo solicitado a ir. Um veemente 
apelo viera da famlia angustiada.
" Precisamos que algum v contar a Jesus que nosso irmo 
est doente. Precisamos que algum v pedir-lhe para vir. Voc 
iria?"
A indagao veio de duas irms. Teriam ido elas mesmas, 
mas no podiam deixar a beira da cama do irmo. Precisavam que 
algum fosse por elas. No apenas qualquer um, saiba voc, pois 
no era qualquer um que podia. Alguns eram ocupados demais; 
outros, no conheciam o caminho. Alguns se fatigavam 
rapidamente; outros, eram inexperientes no percurso. Nem todos 
podiam ir.
E nem todos iriam. No era pequeno o pedido das irms. 
Elas precisavam de um diligente embaixador  algum que 
soubesse como achar Jesus. Algum que no desistiria no meio da 
jornada. Algum que assegurasse a entrega da mensagem. Algum 
que estivesse to convencido quanto elas de que Jesus deveria 
saber o que tinha acontecido.
Elas conheciam uma pessoa digna de confiana, e foram a 
esta pessoa. Elas confiaram suas necessidades a algum, e esse 
algum levou tais necessidades a Cristo.
Ento Marta e Maria "mandaram algum dizer a Jesus: 
Senhor, aquele a quem amas est doente" (Jo 11.3; verso livre, 
nfase minha).
Algum foi o portador da petio. Algum percorreu a trilha. 
Algum foi a Jesus no interesse de Lzaro. E porque algum foi, 
Jesus respondeu.
Deixe-me perguntar-lhe, quo importante era esta pessoa no 
restabelecimento de Lzaro? Quo essencial era o seu papel? 
Algum pode consider-lo secundrio. Afinal, Jesus no sabe todas 
as coisas? Certamente Ele sabia que Lzaro estava doente. 
Positivo, mas Ele no supre a necessidade at que algum v a Ele 
com a mensagem. "E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade 
no  para morte, mas para glria de Deus; para que o Filho de 
Deus seja glorificado por ela" (v. 4).
Quando Lzaro foi curado? Aps algum fazer o pedido. Oh, 
eu sei, a cura no se processaria por vrios dias, porm o 
cronmetro foi assentado quando o apelo foi feito. Tudo o que se 
precisava era a passagem do tempo.
Teria Jesus respondido se o mensageiro no houvesse 
falado? Talvez, contudo no temos garantia. Temos, de qualquer 
modo, um exemplo: o poder de Deus foi acionado pela orao. 
Jesus olhou para a real garganta da caverna da morte e chamou 
Lzaro de volta  vida... tudo porque algum orou.
A fornalha
Na grande Casa de Deus h uma fornalha. Esta fornalha 
afeta toda a casa, e suas oraes a abastecem. Suas intercesses 
so o carvo para o fogo. Suas splicas so os gravetos para as 
chamas. A fornalha est firme, e as chamins esto prontas; s  
preciso a sua orao.
Orem no Esprito em todas as ocasies, com toda orao e 
splica; tendo isto em mente, estejam atentos e perseverem na 
orao por todos os santos (Ef 6.18, NVI).
Na economia do Cu, as oraes dos santos so uma 
valiosa mercadoria. Joo, o apstolo, concordaria. Ele escreveu a 
histria de Lzaro, e foi cuidadoso em mostrar a seqncia: A cura 
comeou quando o pedido foi feito.
Esta no seria a ltima vez que Joo trataria do mesmo 
ponto. Leia estas palavras escritas por ele: "Eu fui arrebatado em 
esprito, no dia do Senhor, e ouvi detrs de mim uma grande voz, 
como de trombeta" (Ap 1.10).
Em esprito no dia do Senhor
Avancemos cinco dcadas para o futuro. Joo  velho, agora. 
Ele  a figura grisalha, caminhando pelas rochas entalhadas na 
praia. Est  procura de um lugar plano, onde possa ajoelhar-se.  
o dia do Senhor.
No sabemos quem primeiro chamou este dia de "dia do 
Senhor", mas sabemos o porqu. Era, e , o seu dia. Pertence a 
Ele. Ele deixou sua marca no Inferno na manh desse dia. O 
julgamento da sexta-feira tornou-se o clarim do domingo. Este  o 
dia do Senhor.
 tambm o aniversrio espiritual de Joo. Dcadas antes, 
no primeiro dia do Senhor, Joo foi sacudido de seu sono e de sua 
tristeza pelo anncio: "Levaram o Senhor do sepulcro, e no 
sabemos onde o puseram" (Jo 20.2). Com pernas bem mais jovens 
e fortes, Joo correu para o tmulo vazio e para a promessa 
cumprida. Falando de si mesmo, mais tarde ele confidenciou: 
"Ento, entrou tambm o outro discpulo, que chegara primeiro ao 
sepulcro, e viu, e creu" (Jo 20.8).
Aps a ressurreio veio a perseguio, e o Pai espalhou 
seus discpulos como a brisa da primavera espalha dentes-de-leo. 
Joo, a testemunha ocular, foi estabelecer-se em feso. H uma 
boa razo para se crer que ele passou todos os dias do Senhor do 
mesmo modo como passou o primeiro: conduzindo um amigo ao 
tmulo vazio de Jesus.
Contudo, nesse domingo, ele no tinha um amigo para levar 
ao tmulo. Achava-se exilado, banido de seus amigos. Sozinho em 
Patmos. Separado. Com o golpe da pena de um magistrado, ele 
fora sentenciado a passar seus dias sem companhia, sem igreja.
Roma tinha silenciado a lngua de Pedro, e imobilizado a 
pena de Paulo. Agora ela travaria o pastorado de Joo. 
Indubitavelmente, ela estava satisfeita com sua proscrio. Um a 
um, o punho de ferro de Csar ia esmagando o frgil trabalho do 
Galileu.
Se Roma soubesse! Mas ela nem tinha idia. Nenhum 
indcio. Nenhuma noo. O que Roma planejara como isolamento, o 
Cu ordenara como revelao. Roma colocou Joo em Patmos a 
fim de puni-lo. O Cu colocou Joo em Patmos a fim de privilegi-lo. 
O mesmo apstolo que vira o tmulo de Cristo aberto, agora 
vislumbrava aberta a porta do Cu.
Era o dia do Senhor, veja voc. Nem Roma podia mudar 
este fato. Era o dia do Senhor em Roma e em Jerusalm. Era o dia 
do Senhor no Egito e na Etipia. E mesmo ao longo da estril ilha 
de Patmos, era o dia do Senhor. E Joo estava, como ele prprio 
disse, "em esprito", no dia do Senhor. Posto que separado dos 
homens, estava na real presena de Deus. Embora longe dos 
amigos, estava face a face com seu Amigo. Ele estava orando.
E enquanto orava, novamente avistou-se com um anjo. 
Novamente viu o que homem algum jamais vira. Os mesmos olhos 
que contemplaram o Senhor ressurreto, viam agora o Cu aberto. E 
pelos prximos segundos, minutos, ou dias, Joo foi apanhado pela 
fria e paixo da vida no final dos tempos, e na presena de Deus.
E o Cu silenciou
Embora muito possa ser dito sobre o que ele viu, 
concentremo-nos no que ele ouviu. Antes de falar do que viu, Joo 
fala do que ouviu. E o que ele ouviu foi atordoante. "Eu fui 
arrebatado em esprito, no dia do Senhor, e ouvi detrs de mim 
uma grande voz, como de trombeta" (Ap 1.10). Posso imaginar uma 
voz, e posso imaginar uma trombeta. Porm imaginar um tom 
argnteo de voz de trombeta est alm do meu alcance. E ento 
somos recebidos no mundo do Apocalipse, um reino onde o que 
no pode acontecer na Terra sempre acontece no Cu.
Por oito captulos lemos sobre os rudos do Cu, captados 
pelos ouvidos de Joo  os gloriosos, sonoros, turbulentos, 
suaves, e santos sonidos do Cu. Os anjos falam. O trovo 
estronda. Os seres viventes cantam "Santo, santo, santo", e os 
ancios adoram: "digno s, Senhor, de receber glria, e honra, e 
poder, porque tu criaste todas as coisas..." (Ap 4.11) As almas dos 
mrtires clamam: "At quando?" (6.10). A Terra treme, e as estrelas 
caem como figos na ventania. A incontvel multido  pessoas de 
toda nao, tribo, povo, e lngua da Terra  grita em alta voz: "... 
Salvao ao nosso Deus, que est assentado no trono, e ao 
Cordeiro" (7.10).
O ar est repleto de sons  terremotos, trombetas, 
proclamaes e declaraes. A partir da primeira palavra do anjo, 
h constante atividade e incessante barulho at que: "... fez-se 
silncio no cu quase por meia hora" (8.1). Estranha esta sbita 
referncia a minutos. Nada mais foi aprazado. Nada foi dito do 
prolongamento da adorao, ou da extenso dos cnticos, mas o 
silencio durou "quase meia hora". "O que voc quer dizer com 
'quase meia hora'?", desejamos perguntar. Joo teria marcado? Por 
que "meia hora"? Por que no quinze minutos, ou uma hora? No 
sei. No sei se Joo foi literal ou simblico. Mas eu sei que, como 
uma orquestra silencia ao erguer da batuta do maestro, assim o 
Cu emudeceu quando o Cordeiro abriu o stimo selo.
Enquanto os seis primeiros selos revelaram como Deus age, 
o stimo selo revelou como Ele escuta. Veja o que acontece aps 
ser aberto o stimo selo.
E, havendo aberto o stimo selo, fez-se silncio no cu quase 
por meia hora. E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e 
foram-lhes dadas sete trombetas. E veio outro anjo e ps-se junto 
ao altar, tendo um incensrio de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, 
para o pr com as oraes de todos os santos sobre o altar de ouro 
que est diante do trono. E a fumaa do incenso subiu com as 
oraes dos santos desde a mo do anjo at diante de Deus. E o 
anjo tomou o incensrio, e o encheu do fogo do altar, e o lanou 
sobre a terra; e houve depois vozes, e troves, e relmpagos, e 
terremotos (Ap 8.1-5).
Todo o canto cessou. Cada ser da cidade celestial silenciou. 
O barulho parou. Uma calma repentina caiu como uma cortina. Por 
qu? Por que o Cordeiro ergueu a mo pedindo silncio? Por que 
calaram as vozes argnteas de trombeta? Porque algum estava 
orando. O Cu fez uma pausa. Fez uma pausa para ouvir a orao 
de... algum. Uma me por seu filho. Um pastor por uma igreja. Um 
mdico por um doente. Um conselheiro por um confuso. Algum 
chegou  fornalha com uma carga, e orou: "Senhor, aquele a quem 
amas est doente".
Quando Jesus ouviu isto
A frase usada pelo amigo de Lzaro  de notvel valor. 
Quando ele falou a Jesus sobre a doena, afirmou: "Senhor, aquele 
a quem amas est doente". Ele no baseou seu apelo no amor 
imperfeito de algum em necessidade, mas no perfeito amor do 
Salvador. Ele no disse: "Aquele que te ama est doente". Ele 
declarou: "Aquele a quem tu amas este. doente". O poder da 
orao, em outras palavras, no depende de quem a faz, mas de 
quem a ouve.
Podemos e devemos repetir a frase de vrios modos. " 
Aquele a quem amas est cansado, triste, faminto, solitrio, 
temeroso, deprimido". As palavras da orao variam, porm a 
resposta nunca muda. O Salvador ouve a orao. Lembra da frase 
do Evangelho de Joo? "E Jesus, ouvindo isso, disse: Esta 
enfermidade no  para morte" (Jo 11.4, nfase minha).
O Mestre ouviu o pedido. Jesus parou o que quer que fosse 
que estivesse fazendo, e tomou nota das palavras do homem. Este 
annimo mensageiro foi ouvido por Deus.
Voc e eu vivemos num mundo barulhento. Conseguir 
alguma ateno no  tarefa fcil. Devemos estar dispostos a pr 
de lado todas as coisas para ouvir: abaixe o volume do rdio, saia 
da frente da TV, feche o livro.  um privilgio quando algum se 
dispe a silenciar todas as coisas, a fim de poder ouvir-nos 
claramente. Um raro privilgio, na verdade.
A mensagem de Joo  incisiva. Voc pode falar para Deus, 
porque Deus ouve. Sua voz interessa aos cus. Deus leva voc a 
srio. Quando voc entra em sua presena, os atendentes voltam-
se para ouvir-lhe a voz. No tema ser ignorado. Mesmo se voc 
gagueja ou tropea; mesmo se o que voc tem a dizer no 
impressiona a algum, a Deus impressionar. E Ele ouve. Ele ouve 
o lamento do ancio no abrigo. Ouve a rude confisso do recluso 
no corredor da morte. Quando o alcolatra implora por misericrdia, 
quando o cnjuge busca orientao, quando o homem de negcios 
entra na capela, Deus ouve.
Atentamente. Cuidadosamente. As oraes so honradas 
como jias preciosas. Purificadas e autorizadas, as palavras sobem 
como deliciosa fragrncia ao nosso Senhor. "E o fumo do incenso 
subiu com as oraes dos santos desde a mo do anjo at diante 
de Deus" (Ap 8.4). Incrvel. Suas palavras no param at alcanar o 
prprio trono de Deus.
Ento o anjo "tomou o incensrio, e o encheu do fogo do 
altar, e o lanou sobre a terra" (8.5). Algum clama, e a esquadra 
do Cu aparece. Suas oraes na Terra ativam o poder de Deus no 
Cu, e a vontade de Deus  feita "tanto na terra como no cu".
Voc  o algum do reino de Deus. Voc tem acesso  
fornalha de Deus. Suas oraes levam Deus a mudar o mundo. 
Voc pode no entender o mistrio da orao. No  preciso. Mas 
uma coisa est clara: as aes no Cu comeam quando na Terra 
algum ora. Que idia espantosa!
Quando voc fala, Jesus ouve.
E quando Jesus ouve, o trovo desaba.
E quando o trovo desaba, o mundo  mudado.
Tudo porque algum orou.
9. A Cozinha
A mesa farta de Deus
O po nosso de cada dia d-nos hoje...
PESQUISEI UM POUCO SOBRE A CULTURA DA COZINHA esta semana. Aqui 
est o que aprendi: as pessoas adoram falar de comida. Se voc 
est  procura de um assunto para conversar, tente isto: " Voc 
conhece alguma prtica alimentar interessante?" No faltaro 
histrias. A cozinha parece ser um lugar onde todos ns temos 
experincias. De fato, pode-se dizer que algumas pessoas so 
pesos pesados nesta rea. Pea que as pessoas lhe falem de 
hbitos alimentares curiosos, e elas lhe apresentaro um bocado 
deles.
Como o tio que despeja melado em tudo o que come. 
("Tudo"? Fiz a mesma pergunta. Tudo, confirmaram.)
Como aquele pai que pe molho de carne no bolo, ou o 
outro que come primeiro a crosta da torta. (Ele gosta de deixar o 
melhor para o final.)
Como o pai (o meu) que esmigalha o bolo de fub no leite.
Algum lembrou um verso:

Como minhas ervilhas com mel. Fiz isto a vida 
inteira. O mel lhes d sabor de diverso. Mas as 
deixa grudadas na faca.1

Outro lembrou um velho conto sobre as esposas tomarem 
sorvete com as costas da colher, a fim de prevenirem dores de 
cabea.
Mais de uma pessoa foi ensinada a comer po depois do 
peixe, e jamais tomar leite com peixe.
Surpreendeu-me a quantidade de pessoas que detesta 
misturar a comida. "Primeiro como todo o feijo. Depois, todo o 
milho. E ento, como a carne." (Corrija-me se eu estiver errado, 
mas, estes no sero misturados, de qualquer modo?) Um 
companheiro levou isto ao extremo. Para que os alimentos no se 
toquem no prato, ele pe cada poro num pires separado.
Conta a histria que nas cozinhas da Amrica colonial havia 
uma gamela no cho, onde os ossos eram lanados, e os 
cachorros comiam junto a ela. Falando em cachorro, mais de uma 
pessoa lembrou os dias de contrabando da infncia, quando 
passavam ao animal de estimao os alimentos no desejados e, 
com um sorriso angelical, recebiam os aplausos da mame pelo 
prato limpo.
Arrotos so bem-vindos na China. E um prato vazio em 
algumas culturas latinas apenas assegura ao seu hospedeiro que 
voc ainda est com fome. A prtica de cruzar o garfo e a faca 
sobre o prato, no final da refeio, foi iniciada pela nobreza italiana, 
que via a cruz como aes de graas.2
Emily Post teria gemido ante alguns dos mais antigos 
escritos sobre etiqueta. Um deles, de 1530, declarava: "Se voc 
no consegue engolir um pedao de alimento, vire-se 
discretamente, e atire-o nalgum lugar".3
Meu prato preferido foi a histria do homem com nove filhos. 
A regra de sua cozinha era simples: Papai ganha o ltimo pedao 
de frango. Se ele no o quiser, o garfo mais rpido o arrebata. Uma 
noite, quando os dez fitavam o derradeiro pedao de frango na 
travessa, um temporal causou um blecaute. Houve um grito na 
escurido e, quando a luz retornou, a mo do pai estava sobre a 
travessa de frango, com nove garfos cravados nela.
Todos tm uma histria de cozinha, ou uma cozinha 
histrica. Quer seja a sua cozinha uma fogueira de acampamento 
no mato, ou um castelo culinrio em Manhattan, cedo voc 
aprendeu que  neste cmodo que suas necessidades bsicas so 
supridas. Uma garagem  opcional. Uma sala de estar  
negocivel. Um escritrio  um luxo. Mas, uma cozinha? 
Absolutamente essencial. Toda casa tem uma. At mesmo a 
grande Casa de Deus.
Regras da cozinha
Ou talvez devssemos dizer especialmente a grande Casa 
de Deus. Pois quem  mais preocupado com suas necessidades 
bsicas que o seu Pai Celeste? Deus no  um guru da montanha, 
envolvido apenas com o mstico e o espiritual. A mesma mo que 
lhe guia a alma d-lhe alimento ao corpo. Aquele que o reveste de 
bondade  o mesmo que o veste com roupas. Na escola da vida, 
Deus  ao mesmo tempo o professor e o cozinheiro. Ele prove fogo 
para o corao e comida para o estmago. Sua salvao eterna e 
sua refeio noturna vm ambas da mesma mo. H uma cozinha 
na grande Casa de Deus; vamos para o trreo, e desfrutemos de 
seu calor.
A mesa  comprida. As cadeiras so muitas, e a comida 
abundante. Na parede, uma simples orao: "O po nosso de cada 
dia d-nos hoje". As palavras, embora sumrias, suscitam boas 
perguntas. Por exemplo, onde est o "por favor"? Ousamos 
saracotear na presena de Deus e dizer "D-nos"? Outra questo 
concerne  exigidade da orao. Apenas po? Nenhuma chance 
de um pouco de espaguete? E quanto ao amanh? Por que 
estamos orando pela proviso de hoje, e no pela do futuro?
Talvez o melhor modo de responder a esta indagao seja 
olhar novamente a parede da cozinha. Abaixo da orao "O po 
nosso de cada dia d-nos hoje", posso ver duas declaraes. Voc 
pode cham-las de as regras da cozinha. Voc j viu tais regras 
antes. "No cante  mesa". "Lave-se antes de comer". "Leve seu 
prato para a pia". "Max ganha uma poro dupla de sobremesa" 
(Quem dera!).
A cozinha de Deus tem igualmente um par de regras. A 
primeira  a regra da dependncia.
Regra 1: no seja acanhado, pea.
O nico verbo na frase "O po nosso de cada dia d-nos 
hoje" parece abrupto. Soa conciso, no? Exigente demais. Um "Por 
obsquio" no seria mais apropriado? Talvez fosse melhor um 
"Desculpe-me, mas poderia pedir-lhe que me desse..." No estaria 
sendo irreverente ao dizer "O po nosso de cada dia d-nos hoje"? 
Bem, estaria se fosse por iniciativa sua. Mas no . Se voc tem 
seguido o modelo de orao de Cristo, sua preocupao tem sido 
mais o portento divino que o seu estmago. As primeiras trs 
peties so centradas em Deus, no em si prprio. "Santificado 
seja o teu nome... venha o teu reino... seja feita a tua vontade".
Seus primeiros passos dentro da casa de Deus no foram  
cozinha, mas  sala de estar, onde lhe foi recordada a sua adoo: 
"Pai nosso que ests no cu". Ento voc estudou a fundao da 
casa, refletindo sobre a sua estabilidade: "Pai nosso que ests no 
cu". A seguir voc adentrou o observatrio e maravilhou-se ante o 
seu trabalho manual: "Pai nosso que ests no cu". Na capela, 
voc adorou a sua santidade: "Santificado seja o teu nome". Na sala 
do trono, voc tocou o cetro estendido e fez a mais importante 
orao: "Venha o teu reino". No estdio, voc submeteu seus 
desejos aos dele e orou: "Seja feita a tua vontade". E tudo no cu foi 
silenciado quando voc colocou sua orao na fornalha, dizendo: 
"Tanto na terra como no cu".
A orao apropriada segue tal caminho, apresentando-nos 
Deus, antes de apresentar a Ele as nossas necessidades (voc 
pode rel-la agora). O propsito da orao no  mudar a Deus, 
mas a ns. E cada vez que nos aproximamos da cozinha de Deus, 
somos mudados. Nosso corao no foi aquecido quando o 
chamamos de Pai? Nossos temores no foram silenciados quando 
contemplamos sua constncia? No ficamos extasiados ao fitarmos 
os cus?
Enxergar sua santidade levou-nos a confessar nossos 
pecados. Convidar seu reino a vir lembrou-nos de parar de construir 
o nosso prprio. Pedir que fosse feita a vontade de Deus colocou a 
nossa em segundo lugar. E compreender que o Cu pra quando 
oramos deixou-nos sem flego em sua presena.
Porm, quando entramos em sua cozinha, tornamo-nos 
renovados! Temos sido confortados pelo Pai, conformados  sua 
natureza, usados por nosso Criador, convencidos de seu carter, 
constrangidos por seu poder, comissionados por nosso Mestre, e 
compelidos por sua ateno s nossas oraes.
As prximas trs peties da orao abrangem todos os 
interesses de nossa vida. "O po de cada dia" diz respeito ao 
presente. "Perdoa-nos as nossas dvidas" trata do passado. "No 
nos induzas  tentao" refere-se ao futuro. (A maravilhosa 
sabedoria de Deus: como Ele pde resumir todas as nossas 
necessidades em trs simples declaraes!)
Primeiro ele cuida da nossa necessidade de po. O termo 
significa todas as necessidades fsicas da pessoa. Martinho Lutero 
definiu po como "Todo o necessrio para a preservao da vida, 
incluindo alimento, sade, casa, lar, esposa e filhos". Este versculo 
insta-nos a falar com Deus sobre as necessidades da vida. Ele pode, 
alm disso, dar-nos os luxos da vida, mas certamente suprir as 
necessidades.
Qualquer temor de que Deus no cuidaria de nossas 
necessidades foi deixado no observatrio. Ele, que deu s estrelas 
o seu resplendor, no nos daria o alimento? Certamente! Ele 
comprometeu-se a cuidar de ns. No estamos lutando por 
migalhas de uma mo relutante, mas confessando a liberalidade de 
uma generosa mo. A essncia da orao  realmente uma 
afirmao dos cuidados do Pai. Nossa proviso  a sua prioridade.
Volte sua ateno ao Salmo 37.
Confia no Senhor e faze o bem; habitars na terra e, 
verdadeiramente, sers alimentado. Deleita-te tambm no Senhor, e 
ele te conceder o que deseja o teu corao (vv. 3,4).
Deus est comprometido a cuidar de nossas necessidades. 
Paulo ensina-nos que um homem que no cuida da prpria famlia 
 pior que o mpio (1 Tm 5.8). Quanto mais um Deus santo cuidar 
de seus filhos! Alm de que, como podemos cumprir sua misso, se 
nossas necessidades no forem atendidas? Como podemos 
ensinar, ou ministrar, ou influenciar, sem que tenhamos satisfeitas 
as nossas necessidades bsicas? Iria Deus alistar-nos em seu 
exrcito, e no prover-nos de um posto de abastecimento? Claro 
que no.
"O Deus da paz... os aperfeioe em todo o bem para fazerem 
a vontade dele" (Hb 13.20,21). No foi essa orao respondida em 
nossa vida? Podemos no ter tido um festim, mas no temos 
sempre o que comer? Talvez no haja banquetes, mas ao menos h 
po. E muitas vezes h banquetes.
De fato, muitos de ns, nos Estados Unidos, temos problema 
com a frase "O po nosso de cada dia d-nos hoje" porque nossas 
despensas acham-se to lotadas, e nossas barrigas to cheias, que 
raramente pedimos alimento. Pedimos autocontrole. No oramos: 
"Deus, deixa-me comer". Oramos: "Deus, ajude-me a no comer 
demais". Voc no achar em nossas lojas livros que tratem de 
sobrevivncia  fome, porm encontrar estantes abarrotadas de 
livros sobre perda de peso. Contudo, isto no nega a importncia 
desta frase. Ao contrrio. Para ns, os de barrigas abenoadas, 
esta orao tem um duplo significado.
Oramos, apenas para encontrar nossa orao j respondida! 
Somos como o aluno do segundo grau que decide ir  faculdade s 
para descobrir o custo da instruo. Ele corre ao pai e pleiteia: 
"Sinto pedir-lhe tanto, papai, porm no tenho mais a quem 
recorrer. Quero ir para a faculdade, e no tenho um centavo". O pai 
pe os braos  volta do filho, sorri e tranqiliza: "No se preocupe 
filho. No dia em que voc nasceu, comecei a poupar para a sua 
educao. J tenho tudo providenciado".
O rapaz fez o pedido apenas para descobrir que o pai j o 
atendera. O mesmo acontece a voc. Em alguns pontos de sua 
vida, ocorrer-lhe- que algum est lhe provendo as necessidades. 
Voc d um gigantesco passo rumo  maturidade, quando concorda 
com as palavras de Davi: "... Porque tudo vem de ti, e da tua mo to 
damos" (1 Cr 29.14). Voc pode estar preenchendo um cheque e 
mexendo a sopa, mas h mais que isto para se pr comida na 
mesa. E quanto  antiga simbiose da semente e do solo, do sol e da 
chuva? Quem criou animais para o alimento, e minerais para o 
metal? Bem antes de voc saber que precisaria de algum que 
provesse para as suas necessidades, Deus j o tinha feito.
Assim, a primeira regra da cozinha  a da dependncia. 
Pea a Deus qualquer coisa que voc precise. Ele est 
comprometido com voc. Deus tem a incumbncia, por Ele prprio 
assinada, de prover por si mesmo. E at agora, voc deve admitir, 
Ele tem feito um excelente trabalho.
A segunda regra  a da confiana.
Regra 2: confie no cozinheiro.
Meu levantamento informal sobre hbitos alimentares trouxe-
me  mente o dia em que me empanturrei com massa de biscoito 
Pilsbury. Quando eu era criana, minha me me deixava lamber a 
tigela onde preparara a massa do biscoito. Lembro-me de ficar 
pensando como seria formidvel fazer uma refeio constituda 
apenas daquela coisa doce e grudenta. No colgio, meu sonho 
tornou-se realidade.
Fomos quatro amigos passar um final de semana numa 
fazenda. No caminho, paramos em uma mercearia. Como voc 
pode imaginar, fomos cuidadosos em selecionar vegetais frescos, 
leite desnatado, iogurte com baixo teor de gordura  e ficamos 
longe dos doces. Alm disso, dirigimos at a Casa Branca e 
apanhamos o presidente e a primeira-dama para lavarem a nossa 
roupa. Est brincando? Enchemos nossos cestos com nada alm 
de fantasias. Quanto a mim, minha fantasia era massa de biscoitos! 
Este seria um final de semana com massa de biscoito Pillsbury. 
Naquela noite, arranquei o plstico da massa como quem descasca 
uma banana, e peguei um grande pedao... depois outro... depois 
outro... depois outro. Depois... argh. Eu j tivera o bastante.
 o que geralmente acontece quando fazemos nosso prprio 
menu. Note que  a primeira vez que empregamos a palavra menu. 
A cozinha na casa de Deus no  restaurante. Ela no pertence a 
um estranho; ela  conduzida por seu pai. No  um lugar que voc 
visita e deixa;  um lugar para demorar-se e bater papo. No est 
aberta num horrio, e fechada no outro. A cozinha est sempre 
disponvel. Voc no come e paga; voc come e diz "obrigado". 
Contudo, talvez a diferena mais marcante entre uma cozinha e um 
restaurante seja o menu. Uma cozinha no possui um sequer.
A cozinha de Deus no precisa de menu. As coisas podem 
ser diferentes em sua casa, mas na cozinha de Deus, aquele que 
providencia o alimento  o mesmo que prepara a refeio. No 
assumimos ares superiores em sua presena, exigindo iguarias. 
Nem nos sentamos do lado de fora da porta,  espera de migalhas. 
Simplesmente tomamos lugar  mesa e, alegremente, confiamos 
nele para dar-nos "o po nosso de cada dia".
Que manifesto de confiana! Aquilo que o Senhor quer que 
eu tenha  tudo o que eu quero. Em seu livro Victorious Praying, 
Alan Redpath traduz a frase assim: "D-nos neste dia o po 
condizente com nossas necessidades".4 Alguns dias, o prato vem 
lotado. Deus continua trazendo mais comida, e ns continuamos 
afrouxando os cintos. Uma promoo. Um privilgio. Uma amizade. 
Um presente. Uma existncia de graa. Uma eternidade de alegria. 
H ocasies em que literalmente nos empurramos para fora da 
mesa, espantados com a bondade de Deus. "Preparas uma mesa 
perante mim na presena dos meus inimigos, unges a minha 
cabea com leo, o meu clice transborda" (SI 23.5).
E ento h aqueles dias quando, bem, quando temos de 
comer nosso brcolis. Nosso po dirio pode ser lgrimas, ou 
tristezas, ou disciplina. Nossa poro pode incluir adversidade bem 
como oportunidade.
Este versculo esteve em minha mente, na noite passada, 
durante o culto domstico. Chamei minhas filhas  mesa, e coloquei 
um prato diante de cada uma. No centro da mesa, dispus a comida: 
algumas frutas, verduras cruas, e biscoitos Oreo.
 A cada dia  expliquei  Deus nos prepara um prato de 
experincias. Que tipo de prato vocs mais apreciam?
A resposta foi fcil. Sara ps trs biscoitos em seu prato. 
Alguns dias so como esse, no so? Alguns dias so "trs 
biscoitos dirios". Outros no. s vezes, nosso prato no tem nada 
alm de vegetais  vinte e quatro horas de aipo, cenouras e 
abboras. Aparentemente Deus sabe que precisamos de fora e, 
embora a poro seja difcil de engolir, no  para o nosso bem? 
Na maioria dos dias, entretanto, temos de tudo um pouco. Vegetais, 
que so saudveis, porm sem graa. Frutas, que so mais 
gostosas, e apreciamos. E at um biscoito, que faz pouco por 
nossa nutrio, porm muito por nossa atitude.
Tudo  importante, e tudo vem de Deus. "E sabemos que 
todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que 
amam a Deus, daqueles que so chamados por seu decreto" (Rm 
8.28). Devemos todos aprender com o segredo de Paulo: "Sei estar 
abatido e sei tambm ter abundncia; em toda a maneira, e em 
todas as coisas, estou instrudo, tanto a ter fartura como a ter fome, 
tanto a ter abundncia como a padecer necessidade" (Fp 4.12).
Talvez a essncia da orao se encontre no livro de 
Provrbios.
No me ds nem a pobreza nem a riqueza; mantm-me do 
po da minha poro acostumada; para que, por ventura, de farto 
te no negue e diga: Quem  o Senhor? Ou que, empobrecendo, 
venha a furtar e lance mo do nome de Deus (Pv 30.8,9).
Da prxima vez que seu prato contiver mais vegetais que 
torta de ma, lembre-se de quem preparou a refeio. E da 
prxima vez que achar em seu prato uma poro difcil de engolir, 
fale com Deus a respeito. Jesus o fez. No jardim do Getsmani, o 
Pai deu-lhe um clice de sofrimento to amargo, to vil, que Jesus o 
devolveu ao Cu. "Meu Pai", orou ele, "se  possvel, passa de mim 
este clice; todavia no seja como eu quero, mas como tu queres" 
(Mt 26.39).
At a Jesus foi dada uma poro difcil de tragar. Porm, 
com a ajuda de Deus, Ele a tomou. E com a ajuda de Deus, voc 
tambm poder faz-lo.
10. O Telhado
Sob a graa de Deus
Perdoa-nos as nossas dvidas.
PERDOE-ME PUXAR o ASSUNTO, porm devo faz-lo. Compreendo 
que o tpico seja pessoal, mas h momentos em que necessitamos 
traz-lo a pblico.
Preciso conversar com voc sobre sacar a descoberto no 
banco. Seu salrio atrasou. Seu senhorio foi demasiadamente 
presto em cobrar o aluguel. Voc estava indo fazer um depsito, 
mas sua tia ligou de Minnesota e, quando voc chegou ao banco, 
ele j estava fechado, e voc no sabia como fazer um depsito  
noite.
No importa os motivos, o resultado  o mesmo: insuficincia 
de fundos. Que frase agourenta! Na extensa galeria das frases 
famosas, " insuficincia de fundos" encontra-se pendurada no 
mesmo corredor que " A Receita Federal far uma auditoria em sua 
conta", "Ser preciso tratar o canal", "Vamos parar de sair e ser 
apenas amigos". INSUFICINCIA DE FUNDOS. (Sinta o impacto 
total da frase. Imagine ouvir tais palavras ditas por um homem com 
longos caninos, capa preta, e uma voz profunda, num castelo da 
Transilvnia. "Voc est com insuficincia de fundos".)
Voc est a descoberto. Voc deu mais do que tinha. Voc 
gastou mais do que podia. E adivinhe quem tem de pagar algumas 
contas? O banco, no; eles no preencheram qualquer cheque. 
Nem a loja; eles no fizeram qualquer compra. Tampouco sua tia 
de Minnesota, a menos que ela tenha por voc um corao 
derretido. No grande esquema das coisas, voc pode dar todas as 
desculpas que quiser, mas um cheque devolvido aterrissa no colo 
de quem o preencheu.
O que voc faz, se no tem qualquer dinheiro? O que faz, se 
no tem algo a depositar, alm de uma desculpa honesta e um 
punhado de boas intenes? Ora para que uma alma abastada 
faa um grande depsito em sua conta? Se voc est falando de 
seus dbitos financeiros, no  provvel que isto acontea. Se no 
entanto est falando de seus dbitos espirituais, isto j foi feito.
Seu Pai tem-lhe coberto o que faltava. Na casa de Deus, 
voc est coberto pelo telhado da graa.
O telhado de proteo
O telhado de uma casa raramente  notado. Com que 
freqncia seus hspedes entram em sua casa dizendo: "Voc tem 
um dos mais excelentes telhados que j vi"? Temos tido, durante 
anos, centenas de pessoas entrando e saindo de nossa casa e, 
honestamente, no me recordo de algum comentar sobre o 
telhado. Eles podem lembrar-me de aparar o gramado, limpar minha 
calada, mas... elogiar meu telhado? Ainda no.
Tal desconsiderao no  culpa do construtor. Ele e sua 
equipe laboraram durante horas alinhando vigas e fixando telhas. 
No obstante os seus esforos, a maioria das pessoas notaria 
antes uma lmpada de dois dlares do que o telhado.
No cometamos o mesmo erro. Ao cobrir sua grande casa, 
Deus no mediu gastos. De fato, o telhado foi a parte mais custosa 
da estrutura. Custou-lhe a vida de seu Filho. Ele convida-nos a 
estudar sua obra em virtude de trs palavras no centro da orao: 
"Perdoa nossas dvidas".
Possumos uma dvida que no podemos pagar
Dvida. A palavra grega para dvida no tem mistrio. Ela 
simplesmente significa "dever algo a algum". Se estar em dbito  
dever algo a algum, no seria inapropriado falarmos de dvida na 
orao, uma vez que estamos todos em dbito com Deus?
No estamos em dvida com Deus quando desobedecemos 
seus comandos? Ele nos manda ir ao Sul, e vamos ao Norte. Ele 
nos manda virar  direita, e viramos  esquerda. Em vez de 
amarmos o prximo, fazemos-lhe mal. Ao invs de buscarmos a 
vontade de Deus, buscamos a nossa prpria. Foi-nos ordenado 
perdoar os nossos inimigos, porm os atacamos. Desobedecemos 
a Deus.
No estamos em dbito com Deus, quando o 
negligenciamos? Ele fez o Universo, e ns aplaudimos a cincia. Ele 
cura o doente, e aplaudimos a medicina. Ele concede beleza, e 
damos o crdito  "Me Natureza". Ele nos d possesses, e 
saudamos a ingenuidade humana.
No entramos em dbito quando desrespeitamos os filhos de 
Deus? E se eu fizesse a voc o que fao a Deus? E se eu gritasse 
com os seus filhos em sua presena? E se eu batesse neles, ou os 
xingasse? Voc no toleraria tal coisa. Mas no fazemos o mesmo? 
Como Deus se sente quando maltratamos um de seus filhos? 
Quando maldizemos a sua descendncia? Quando criticamos um 
colaborador, ou mexericamos sobre um parente, ou falamos de 
algum, em vez de falarmos com ele? No estamos em dbito com 
Deus, quando maltratamos um vizinho?
"Um momento, Max, voc quer dizer que, cada vez que fao 
uma dessas coisas, estou preenchendo um cheque a ser 
descontado de minha conta, no banco celestial?"
 exatamente o que estou dizendo. Tambm estou dizendo 
que, se Cristo no nos tivesse coberto com a sua graa, cada um 
de ns estaria sem fundos nessa conta. Quando se procurasse por 
bondade, teramos insuficincia de fundos. Santidade inadequada. 
Deus requer um certo saldo de virtude em nossa conta, e este  
maior que o possudo por qualquer um de ns. Nossa quota de 
santidade apresenta-se insuficiente, e apenas os santos vero o 
Senhor. O que podemos fazer?
Podemos tentar fazer alguns depsitos. Talvez se eu acenar 
aos vizinhos, ou elogiar o meu marido, ou ir  igreja no prximo 
domingo, ajuntarei algum saldo. Porm, como voc saber se j fez 
o suficiente? Quantas vezes preciso ir ao banco? Quanto crdito 
necessito? Quando posso relaxar?
Esse  o problema. Voc nunca pode relaxar. "Todavia ao 
homem que no trabalha, mas confia em Deus que justifica o mpio, 
sua f lhe  creditada como justia" (Rm 4.5, NVI). Se voc est 
tentando justificar sua prpria demonstrao de contas, esquea 
qualquer possibilidade de paz. Voc passar o resto de seus dias 
soprando e bufando diante dos guichs do banco. Voc est 
tentando justificar uma conta que no pode ser justificada por voc. 
Posso lembr-lo do telhado de graa que o cobre?
" Deus quem justifica" (Rm 8.33).
Deus pagou um dbito que no era dEle
Deus atribuiu a si mesmo a tarefa de equilibrar nossa conta. 
Voc no pode lidar com seus prprios pecados. "Quem pode 
perdoar pecados, seno Deus?" (Mc 2.7). Jesus  "o Cordeiro de 
Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.29).
Como Deus lida com o nosso dbito?
Deixa-o passar? Ele poderia t-lo feito. Poderia ter queimado 
o extrato. Poderia ter ignorado seu cheque sem fundos. Mas iria um 
Deus santo fazer isso? Poderia um Deus santo fazer isso? No. 
Caso contrrio, Ele no seria santo. Alm disso,  assim que 
esperamos que Deus conduza seu mundo  ignorando nossos 
pecados e, dessa forma, endossando nossas rebelies?
Ele puniu voc por seus pecados? Novamente, Ele poderia 
faz-lo. Ele poderia ter riscado seu nome do livro, e varrido voc da 
face da Terra. Mas iria um Deus amoroso fazer isso? Poderia um 
Deus amoroso fazer isso?  com um amor eterno que Ele o ama. 
Nada pode separar voc do amor de Deus.
Ento o que fez Ele? "Deus em Cristo estava reconciliando 
consigo o mundo, no lanando em conta os pecados dos homens. 
Deus tornou pecado por ns aquele que no tinha pecado, para 
que nele nos tornssemos justia de Deus" (2 Co 5.19,21, NVI).
No perca o sentido do que aconteceu. Ele pegou sua 
demonstrao de contas, escorrendo tinta vermelha e cheques 
ruins, e colocou o prprio nome em cima. Pegou o demonstrativo 
bancrio dEle mesmo, com o registro de um milho de depsitos, e 
nenhuma retirada, e ps em cima o seu nome. Ele assumiu a sua 
dvida. Voc assumiu a fortuna dEle. E isso no  tudo.
Ele ainda pagou-lhe a pena. Se voc est descoberto no 
banco, uma multa deve ser paga. Se voc est descoberto com 
Deus, uma pena deve ser igualmente paga. A multa no banco  
uma chatice. Porm a pena de Deus  o Inferno. Jesus no apenas 
equilibrou-lhe a conta, como pagou-lhe a pena. Ele tomou-lhe o 
lugar e pagou o preo por seu pecado. "Cristo nos resgatou da 
maldio da lei, fazendo-se maldio por ns" (Gl 3.13).
Pois tambm Cristo sofreu pelos pecados uma vez por 
todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus. Ele foi morto 
no corpo, mas vivificado pelo Esprito (1 Pe 3.18, NVI).
Mas ele foi ferido pelas nossas transgresses e modo pelas 
nossas iniqidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, 
e pelas suas pisaduras fomos sarados (Is 53.5).
"Porque com uma s oblao aperfeioou para sempre os 
que so santificados" (Hb 10.14). Nenhum sacrifcio mais precisa 
ser feito. Depsitos no so mais necessrios. To perfeito foi o 
pagamento que Jesus usou um termo bancrio para proclamar sua 
salvao. "Est consumado!" (Jo 19.30). Tetelestai era um termo 
financeiro usado para anunciar a ltima prestao, o ltimo 
pagamento.
Agora, se a tarefa est completa, alguma coisa mais  
requerida de voc? Claro que no. Se a conta est exata, que mais 
poderia voc acrescentar? No  o pronunciar da frase "perdoa-nos 
as nossas dvidas" que nos torna merecedor da graa. Repetimos 
as palavras para recordar o perdo que possumos, no para 
alcanar o perdo que precisamos. Falarei mais sobre isso no 
prximo captulo, mas, antes de seguirmos adiante, podemos 
conversar francamente?
Para alguns de vocs,  novidade essa idia de cheque sem 
fundo e graa de Deus, mas, ela no  preciosa? Honestamente, 
voc j deu algum presente que se compare com a graa de Deus? 
A descoberta deste tesouro de misericrdia faz do mais pobre 
mendigo um prncipe. Perder esta ddiva faz do milionrio um 
pauprrimo.
Muitos de vocs j conheciam a idia. Oro para que a 
recordao os encoraje.
Contudo, para outros, isto  mais que boas novas...  
novssima nova. Voc nunca soube que havia um telhado de graa. 
E que grande telhado ele . As telhas so grossas, e as vigas, 
fortes. Debaixo dele, voc est protegido das tempestades de culpa 
e vergonha. Sob a cobertura de Cristo, nenhum acusador pode 
atingi-lo, e nenhum ato conden-lo.
No  bom saber que nunca mais voc ter de ficar do lado 
de fora, na tempestade?
"Porm o telhado  grande o bastante para mim?" Indaga 
voc. Bem, ele foi grande o bastante para algum que negou a 
Cristo (Pedro). Para outro que escarneceu de Cristo (o ladro na 
cruz). E para aquele que perseguia a Cristo (Paulo). Sim, ele  
grande o bastante para voc. Embora voc tenha passado a vida 
inteira preenchendo cheques sem fundos, Deus carimbou estas 
palavras em seu demonstrativo de contas: MINHA GRAA LHE  
SUFICIENTE.
Imagine um cheque em branco. A importncia desse cheque 
 "graa suficiente". A assinatura nesse cheque  a de Jesus. A 
nica linha em branco  para o recebedor. Esta parte  sua. Posso 
instar com voc a que passe alguns minutos com o seu Salvador, 
recebendo este cheque? Medite na obra da graa. Olhe para o 
telhado. Suas vigas so do Calvrio. E os pregos, uma vez, fixaram 
o Salvador sobre a cruz. O sacrifcio dele foi por voc.
Expresse sua gratido por tamanha graa. Quer seja pela 
primeira vez, ou pela milsima, deixe-o ouvir voc sussurrar: 
"Perdoa-nos as nossas dvidas". E deixe-o responder sua orao, 
enquanto voc se imagina escrevendo seu nome na linha em 
branco do cheque.
Talvez seja melhor eu me eclipsar agora, e deixar vocs dois 
conversarem. Estarei esperando no corredor da grande Casa de 
Deus.
11. O Corredor
Graa recebida, graa dada
Perdoa-nos as nossas dvidas
Perdoa-nos as nossas dvidas,
assim como ns perdoamos aos nossos 
devedores...
Porque, se perdoardes aos homens as suas 
ofensas, tambm vosso Pai celestial vos perdoar 
a vs.
Se, porm, no perdoardes aos homens as 
suas ofensas, tambm vosso Pai vos no 
perdoar as vossas ofensas.

GOSTARIA DE CONVERSAR COM VOC SOBRE: caadores de 
recompensa; nitroglicerina em volta do pescoo; um dos mais 
importantes princpios bblicos; e sanduches de quiabo e anchova. 
Porm antes, comecemos com uma reflexo sobre um cobrador.
Viver sob a mira de um cobrador no  divertido. Eu deveria 
saber. Tive um atrs de mim por trs meses. Ele no era um 
membro da Mfia nem pertencia a gangue alguma. Ele possua um 
nmero de telefone e uma comisso: vir em meu encalo e fazer-
me pagar a conta.
Sua ocupao? Cobrar pagamentos de dvidas atrasadas 
para uma companhia de carto de crdito. Espero que voc 
acredite em mim quando digo que eu j havia pago a conta. Ele 
certamente no acreditava. Eu sabia que estava paga  tinha a 
fatura quitada para comprov-lo. O nico problema  que a fatura 
estava em um navio, com todos os nossos demais pertences, em 
algum lugar entre Miami e o Rio. Tnhamos acabado de nos mudar 
para o Brasil, e nossas coisas estavam a caminho. Por trs meses 
eu no teria acesso ao meu extrato bancrio. Ele no queria 
esperar tanto tempo.
Ameaou arruinar meu crdito, processar a agncia de 
viagem, e chamar a polcia; chegou a dizer que contaria  minha 
me (linguarudo). Aps semanas de telefonemas cobrando-me, ele 
deixou de aborrecer-me. Nenhuma explicao. Tudo o que posso 
imaginar  que ele seguiu para o norte do equador, em vez do sul, 
e deixou-me em paz. E tambm deixou-me pasmo. Lembro-me de 
ter perguntado a Denalyn: "Que espcie de pessoa aprecia tal 
trabalho? Sua profisso  agravante."
Um bom dia para ele significa um mal dia para todos os que 
ele contata. No me interprete mal. Compreendo que tal ocupao 
 necessria. Apenas me pergunto que tipo de pessoa a desejaria. 
Quem deseja ser um missionrio da misria? Cobradores passam o 
dia fazendo as pessoas se sentirem mal. Ningum quer receber 
seus telefonemas. Ningum fica feliz em v-los  porta. Ningum 
deseja ler-lhes as cartas. Pode imaginar o que suas esposas dizem 
quando eles saem para o trabalho? "Faa-os se retorcerem, 
querido". Seus patres os estimulam com o prmio "sangue de um 
nabo". Quem  seu heri? Godzilla? Que ocupao! O dia de 
pagamento deles  o mesmo que est no seu cheque de 
pagamento, e eles esto vidos por alcan-lo. Pode imaginar-se 
passando os dias desse modo?
Talvez voc possa. Talvez todos possamos. Mesmo os 
melhores dentre ns passam o tempo exigindo pagamento. Algum 
lhe deve alguma coisa? Um pedido de desculpa? Uma segunda 
chance? Um recomeo? Uma explicao? Um obrigado? Uma 
infncia? Um casamento? Pare e pense (algo que h muito no o 
encorajo a fazer), e voc poder alistar um monte de gente em 
dvida com voc. Seus pais deveriam ter sido mais protetores. Seus 
filhos deveriam ter sido mais apreciativos. Seu cnjuge deveria ser 
mais sensvel. Seu pregador deveria ter sido mais atencioso.
O que voc vai fazer com esses que lhe devem? No 
passado, as pessoas meteram as mos em seus bolsos e tomaram 
o que era seu. O que voc vai fazer? Poucas questes so mais 
importantes que esta. Lidar com dvidas est no mago de sua 
ventura. E tambm est no centro da orao do Senhor.
Havendo-nos lembrado da graa que recebemos, Jesus fala 
agora da graa que devemos partilhar.
Perdoa-nos as nossas dvidas, assim como ns perdoamos 
aos nossos devedores... Porque se perdoardes aos homens as 
suas ofensas, tambm vosso Pai celestial vos perdoar a vs. Se, 
porm, no perdoardes aos homens as suas ofensas, tambm 
vosso Pai vos no perdoar as vossas ofensas (Mt 6.12,14,15).
A grande Casa de Deus  atravessada de ponta a ponta por 
um imenso corredor. Voc no pode ir de um aposento para o outro 
sem us-lo. Quer deixar a cozinha e ir ao estdio? Use o corredor. 
Deseja ir da escada  capela? Use o corredor. Voc no pode ir a 
lugar algum sem caminhar por ele. E voc no pode caminhar pelo 
corredor sem dar de cara com as pessoas.
Jesus no questiona a realidade de suas ofensas. Ele no 
duvida de que voc tem pecado. A questo no  a existncia da 
dor, mas o seu tratamento. O que voc vai fazer com as suas 
dvidas?
Dale Carnegie conta de uma visita ao Yellowstone Park, 
onde viu um urso pardo. O imenso animal estava no centro de uma 
clareira, alimentando-se das sobras de um acampamento. Por 
vrios minutos, banqueteou-se sozinho; nenhuma outra criatura 
atreveu-se a chegar perto. Aps alguns momentos, porm, uma 
jaritataca atravessou o prado em direo ao alimento, e tomou seu 
lugar junto ao urso pardo. O animal no objetou, e Carnegie soube 
porqu. "O urso pardo", disse ele, "conhecia o alto preo de tirar 
desforra".1
Seria prudente aprendermos a lio. A desforra da ofensa  
feita a grandes expensas.
O alto custo da desforra
Primeiro, voc paga um preo relativo. J observou, nos 
filmes de faroeste, como o caador de recompensa viaja sozinho? 
No  difcil descobrir o porqu. Quem  gostaria de andar com um 
sujeito que, para viver, faz desforras de ofensas? Quem desejaria 
arriscar-se ao seu lado? Mais de uma vez tenho ouvido algum 
vomitar sua fria. Achavam que eu estava ouvindo, quando eu, na 
realidade, estava pensando: "Espero jamais figurar na sua lista". 
Classe intratvel, esses caadores de recompensas. Melhor deix-
los em paz. Exponha-se a algum enfurecido, e voc poder ser 
vtima de uma bala perdida. Cobrana de dvida  uma profisso 
isolada, alm de uma insalubre ocupao.
Fisicamente, voc paga um alto preo.
A Bblia enfatiza melhor: "... a ira destri o louco" (J 5.2). Isto 
me lembra Amos e Andy. Amos pergunta a Andy o que  aquela 
garrafinha pendurada em seu pescoo. "Nitroglicerina", responde 
ele. Estupefato por Andy estar usando um colar de nitroglicerina, 
Amos pede uma explicao. Andy conta-lhe sobre um colega que 
tem o mau hbito de empurrar o peito das pessoas enquanto fala. 
"Isso me deixa louco", termina Andy. "Estou usando esta nitro para, 
da prxima vez que ele me empurrar, explodir-lhe o dedo.
Andy no  o primeiro a esquecer-se de que, quando se 
tenta desforrar, acaba-se ferido. Bildade estava certo ao afirmar: "... 
despedaas a tua alma na tua ira" (J 18.4). J percebeu que 
costumamos descrever a pessoa que nos aborrece como uma "faca 
na garganta"? A que garganta estamos nos referindo? No a dela, 
certamente. Quem sofre somos ns.
Algum tempo atrs, eu estava falando sobre a raiva em uma 
reunio para homens. Descrevi o ressentimento como uma priso, 
e observei que, quando trancamos algum na cela de nosso dio, 
ficamos empatados guardando a porta. Aps a mensagem, um 
senhor apresentou-se a si mesmo como um "prisioneiro". Ele 
descreveu como o guarda do porto do presdio est mais 
confinado que o recluso. O guarda passa seus dias num espao de 
1.20m x 1.50m, enquanto o "prisioneiro" tem uma cela de 3m x 4m. 
O guarda no pode arredar p. O prisioneiro pode dar uma volta no 
ptio. O prisioneiro pode relaxar, mas o guarda tem de estar 
constantemente alerta. Voc pode objetar: "Sim, mas o guarda da 
priso pode ir para casa  noite." Verdade. Porm o guarda da 
priso do ressentimento no pode.
Se voc se pe a cobrar a ofensa, jamais descansar. Como 
poderia? Primeiro, seu inimigo poder nunca pag-lo. Por mais que 
voc merea um pedido de desculpas, seu devedor pode no 
concordar. Pode ser que o racista nunca se arrependa. O 
chauvinista talvez nunca mude. Por mais justificada que seja sua 
busca de vingana, voc poder jamais obter um centavo de 
justia. E se o conseguir, ser suficiente?
Pensemos seriamente. Quanto de justia  suficiente? 
Imagine seu inimigo por um momento. Imagine-o amarrado ao 
pelourinho. O carrasco volta-se a voc e indaga: "Quantas 
chibatadas?" E voc fornece um nmero. O chicote estala. O 
sangue escorre. A punio  imposta. Seu adversrio cai, e voc se 
retira.
Est feliz agora? Sente-se melhor? Est em paz? Por 
enquanto, talvez. Mas logo uma nova lembrana vir  tona, e outra 
chicotada ser necessria, e... quando isto parar?
S pra quando voc leva a srio as palavras de Jesus. 
Leia-as novamente. "Perdoa-nos as nossas dvidas, assim como 
ns perdoamos aos nossos devedores... Porque se perdoardes aos 
homens as suas ofensas, tambm vosso Pai celestial vos perdoar 
a vs. Se, porm, no perdoardes aos homens as suas ofensas, 
tambm vosso Pai vos no perdoar as vossas ofensas".
Atravs destes versculos descobrimos o custo mximo da 
desforra. Tenho sugerido que voc paga um alto preo, relativa e 
fisicamente, porm Jesus tem uma razo muito mais importante 
para voc perdoar. Se voc no perdoa, paga um alto preo 
espiritualmente.
Antes de discutirmos o significado destes versos, seria 
sensato salientar o que eles no significam. O texto no sugere que 
obtemos a graa de Deus concedendo graa. Ao primeiro olhar, a 
frase parece apresentar uma espcie de pacto triangular. "Se 
perdo meu inimigo, Deus me perdoar". Uma leitura fortuita 
sugere que obtemos nosso perdo, oferecendo perdo a outrem; 
clemncia  um mrito que me salva. Tal interpretao  impossvel 
pela simples razo de conflitar com o restante das Escrituras. Se 
podemos alcanar perdo mediante perdoarmos os outros (ou por 
qualquer boa ao), por que precisamos de um Salvador? Se 
podemos pagar por nossos pecados com a nossa clemncia, por 
que Jesus morreu por nossas iniqidades? Se a salvao  o 
resultado de nossos esforos, por que Paulo insistiu: "Pela graa 
sois salvos, por meio da f; e isso no vem de vs;  dom de 
Deus"? (Ef 2.8)
A salvao  um presente gratuito.
Torna vir  tona a questo do ltimo captulo. Se j estamos 
perdoados, por que Jesus nos ensinaria a orar "Perdoa-nos as 
nossas dvidas"?
Pela mesmssima razo que voc desejaria ver seus filhos 
fazendo o mesmo. Se minhas filhas violam um de meus critrios, ou 
desobedecem a uma de minhas regras, no as rejeito. No as 
chuto para fora de casa, nem lhes digo para mudarem de 
sobrenome. Contudo, espero que sejam honestas e apresentem 
desculpas. E at que elas o faam, a ternura de nosso 
relacionamento sofrer. A natureza do relacionamento no mudar, 
mas a intimidade sim.
O mesmo acontece em nosso caminhar com Deus. 
Confisses no criam um relacionamento com Deus; simplesmente 
o nutrem. Se voc  um crente, admisso de pecados no lhe 
altera a posio diante de Deus; intensifica, porm, a sua paz com 
Ele. Quando confessa, voc concorda; deixa de argumentar com 
Deus, e concorda com Ele sobre os seus pecados. Pecados 
inconfessos levam a um estado de discordncia. Voc pode ser 
filho de Deus, mas no quer conversar com Ele. Deus ainda o ama, 
porm at voc admitir o que tem feito, haver tenso na casa.
Mas assim como o pecado inconfesso obstrui a alegria, o 
pecado confessado a libera. Ao admitirmos o pecado, somos como 
o aluno de p, diante da professora, com um papel confuso. "Pintei 
muito fora do contorno. Posso comear de novo num papel limpo?" 
"Claro", responde a professora. Feliz, o aluno ganha uma segunda 
chance, ou, como escreveu Davi: "Bem-aventurado aquele cuja 
transgresso  perdoada, e cujo pecado  coberto" (SI 32.1). 
Ento, corremos de volta  nossa carteira, e comeamos de novo.
Mas no poderia ser o caso de a professora mandar voc 
desenhar sobre o papel manchado? Poderia. Ocorre-me um 
exemplo em que a professora pode recusar-se a dar-lhe uma 
segunda chance. Suponha que ela o tenha visto maltratar o menino 
da carteira da frente. Minutos antes, ela vira o garoto pedir-lhe uma 
folha de papel do seu bloco, e voc negara. Embora tivesse muito 
para dar, voc agarrou o bloco com ambas as mos, e recusou-se 
a partilhar. E agora voc est fazendo a ela o mesmo pedido?
Quem a censuraria, se ela dissesse: "Concederei a voc o 
mesmo favor que voc concedeu ao seu colega de classe. Tratarei 
voc do mesmo modo como voc tratou Harry. Voc ainda  meu 
aluno, e eu ainda sou sua professora. No o estou pondo para fora 
da classe, mas dando-lhe uma chance de aprender a lio". Agora 
atingimos o mago do versculo, pois  isto exatamente o que 
significa a frase: "Perdoa-nos as nossas dvidas, assim como temos 
perdoado aos nossos devedores".
Um dos mais importantes princpios bblicos
"Trate-me do modo como trato meu prximo". Voc est 
ciente de que  isto o que voc est dizendo ao seu Pai? D-me o 
que eu lhes dou. Conceda-me a mesma paz que concedo aos 
outros. Deixe-me desfrutar da mesma tolerncia que ofereo. Deus 
o tratar da maneira como voc trata os outros.
Em qualquer comunidade crist existem dois grupos: aqueles 
que so contagiantes em sua alegria, e aqueles que so 
excntricos em sua f. Estes ltimos aceitaram a Cristo, e o esto 
buscando, mas seus bales no tm gs. Um  agradecido; o outro 
 amuado. Ambos so salvos. Ambos vo para o Cu. Contudo, um 
v o arco-ris, e o outro, a chuva.
Poderia este princpio explicar a diferena? Poderia ser que 
eles estivessem experimentando a mesma alegria que tm dado aos 
seus ofensores? Um diz "Eu o perdo", e sente-se perdoado. O 
outro diz "Estou marcado", e vive marcado no mundo.
Noutra parte, Jesus disse:

No julgueis, e no sereis julgados; no 
condeneis, e no sereis condenados; soltai, e 
soltar-vos-o. Dai, e ser-vos- dada, boa medida, 
recalcada, sacudida e transbordando vos daro; 
porque com a mesma medida com que medirdes 
vos mediro de novo (Lc 6.37,38, nfase minha).

 como se Deus o enviasse ao mercado a fim de comprar 
mantimentos para o seu vizinho, dizendo: "Tudo o que voc obtiver 
para o seu prximo, obter tambm para si. Pois tudo o que voc 
lhe der,  o que voc receber".
Simples e belo sistema. No sou to brilhante, mas posso 
ilustrar isto. Eu adoro hambrguer grosso e suculento, ento 
compro para o meu prximo hambrguer grosso e suculento. Sou 
louco por um sorvete de chocolate de duas bolas, ento compro 
para o meu prximo um sorvete de chocolate de duas bolas. E 
quando tomo leite, no quero aquela coisa desnatada e aguada 
que Denalyn me faz beber. Quero leite cristo, exatamente como 
Deus o fez. Ento, o que compro para o meu prximo? Leite 
cristo, exatamente como Deus o fez.
Levemos isto um passo adiante. Suponha que as folhas da 
rvore de seu vizinho sejam assopradas para dentro de seu quintal. 
Voc menciona a desordem para ele, e ele lhe diz que cuidar do 
assunto na prxima semana. Voc o informa que est para receber 
visitas e... ele no poderia levantar-se daquela cadeira e fazer 
algum trabalho? Ele lhe diz para no ser to chato, e que o lixo 
fertiliza o seu jardim. Voc est prestes a atravessar o gramado 
para ter uma conversa sria, quando Deus o lembra: "Hora de ir ao 
mercado e comprar mantimentos para o seu vizinho". Ento voc 
rosna e resmunga a caminho do armazm: "Vou dar um jeito 
naquele preguioso". E vai direto ao leite desnatado. Depois segue 
reto para as anchovas e sardinhas. Passa direto pelo sorvete de 
chocolate, e dirige-se ao quiabo e ao arroz. Faz uma ltima parada 
na prateleira de pes vencidos, e pega um com casca grossa e 
manchas verdes nas beiradas.
Rindo  socapa, voc volta para casa e despeja o saco no 
colo de seu preguioso vizinho no-presta-para-nada. "Tenha um 
bom jantar". E se afasta.
Toda a sua brilhante intriga deixou-o com fome. Ento voc 
vai  geladeira arrumar um sanduche, mas adivinha o que voc 
descobre? Sua despensa est cheia do que voc deu ao seu 
inimigo. Tudo o que voc tem para comer  exatamente o que voc 
comprou. Recebemos aquilo que damos.
Alguns de vocs tm estado comendo sardinha por um longo 
tempo. Sua dieta no mudar enquanto voc no mudar. Voc olha 
para outros cristos  sua volta; eles no so to amargos quanto 
voc. Eles esto desfrutando das iguarias de Deus, enquanto voc 
continua com quiabos e anchovas sobre po de forma. Voc 
sempre se pergunta por que eles so to felizes, e voc to mal-
humorado. Talvez agora voc saiba. No seria o caso de Deus estar 
lhe dando exatamente o que voc tem dado a algum?
Gostaria de mudar o menu? J me referi  conferncia para 
homens em que falei sobre a raiva. Duas semanas depois de 
retornar para casa, recebi esta carta de um homem chamado 
Harold Staub:

Max,
Muito obrigado por falar sobre perdo na 
promise Keepers, em Syracuse, NY, nos dias 7 e 
8 de junho. Eu estava l.
Quero que saiba que, ao voltar para casa, 
conversei muito com minha esposa a respeito do 
perdo  foram as duas melhores semanas de 
minha vida. Veja voc, ela partiu para estar com o 
Senhor, no dia 24 de junho, totalmente perdoada.
Quo maravilhoso  o amor de Deus!
Obrigado. Muito obrigado.

Quando liguei para Harold a fim de pedir permisso para 
publicar sua carta, ele partilhou os tocantes detalhes de seus 
ltimos dias com a esposa. Ele no sabia que ela estava para 
morrer; nem ela. Sabia, no obstante, haver entre eles alguns 
assuntos no resolvidos. Ao chegar a casa, ajoelhou-se diante 
dela, e pediu-lhe perdo por qualquer coisa que lhe houvesse feito. 
O gesto abriu uma comporta de emoes, e os dois conversaram 
noite adentro. O empenho inicial da reconciliao continuou por 
duas semanas. O casamento experimentou uma profundidade 
ainda desconhecida. Quando a esposa de Harold morreu de 
repente, de uma embolia, ele ficou chocado. Porm, ele estava 
pronto, e agora est em paz.
E quanto a voc? Gostaria de um pouco de paz? Ento 
deixe de incomodar seu vizinho. Quer desfrutar da generosidade de 
Deus? Ento deixe que os outros desfrutem da sua.
Gostaria de ter certeza de que Deus o perdoou? Acho que 
voc sabe o que fazer.
Ento, o que comer? Sorvete de chocolate, ou quiabo?  
com voc.
12. O Aposento Familiar
Aprendendo a viver juntos
Nosso..
SOMOS MUITO PARECIDOS COM RUTH E VERENA CADY. Desde seu 
nascimento em 1984, elas tm partilhado muito. Como a maioria 
dos gmeos, elas tm partilhado uma bicicleta, uma cama, um 
quarto, e brinquedos. Tm partilhado refeies, histrias, 
programas de TV e festas de aniversrio. Partilharam o mesmo 
tero antes de nascerem, e o mesmo aposento aps nascidas. 
Porm o vnculo entre Ruth e Verena vai mais alm. Elas partilham 
mais que brinquedos e festas; partilham o mesmo corao.
Seus corpos se fundem do esterno  cintura. Embora seus 
sistemas nervosos sejam separados, e suas personalidades 
distintas, elas so sustentadas pelo mesmo trax. Nenhuma pode 
sobreviver sem a outra. Visto que a separao no  uma 
alternativa, a cooperao torna-se obrigatria.
Elas tm aprendido a trabalhar juntas. Dar um passeio, por 
exemplo. A me delas compreendeu que, ao caminhar, girariam 
para a frente ou para trs. Elas se alternariam; uma olhando  
frente, outra, atrs. As meninas tiveram uma idia melhor. 
Aprenderam a andar de lado, quase como uma dana. E ambas 
danam na mesma direo.
Elas tm aprendido a compensar as fraquezas uma da outra. 
Verena adora comer. Porm Ruth acha que ficar sentada  mesa  
maante demais. Ruth pode tomar apenas meio copo de suco por 
dia. No h problema, sua irm come por ambas. No  raro elas 
comerem trs tigelas de cereal, dois iogurtes e duas torradas no 
caf da manh. Ruth tende a impacientar-se enquanto sua irm 
come, e  conhecida por atirar tigelas de sorvete pelo quarto. Isto 
pode lev-la a ser disciplinada, mas tambm tem conseqncias 
para a sua irm.1
Quando uma tem de ficar sentada num canto, a outra 
tambm fica. A parte inocente no se queixa; cedo, ambas 
aprenderam que esto ligadas para o bem ou para o mal.  esta 
exatamente uma das lies que essas garotas tm a ensinar a ns, 
que vivemos na Grande Casa de Deus.
No partilhamos a mesma cozinha? No estamos cobertos 
pelo mesmo telhado, e protegidos pelas mesmas paredes? Embora 
no durmamos na mesma cama, repousamos sob o mesmo Cu. 
No partilhamos o mesmo corao. Ou talvez o partilhemos... Pois 
no partilhamos a mesma esperana pela eternidade, a mesma dor 
pela rejeio, e a mesma fome de ser amado? Assim como as 
gmeas Cady, no temos o mesmo Pai?
No oramos ao meu Pai, ou pedimos pelo meu po dirio, ou 
para Deus perdoar os meus pecados. Na casa de Deus falamos a 
linguagem da pluralidade: "nosso Pai", "nosso po de cada dia", 
"nossas dvidas", "nossos devedores", "no nos induzas  
tentao", e "livra-nos".
A abundncia de pronomes plurais acompanha-nos ao 
adentrarmos o mais colorido compartimento da casa  o aposento 
familiar.
O aposento familiar
Se voc quiser uma lembrana da criatividade de nosso Pai, 
poder ach-la aqui. Todos chamamos Deus de "Pai", e Cristo, de 
Salvador, porm, do outro lado, as coisas so bem diversas. D 
uma volta pela sala, e veja o que quero dizer.
Aprenda uma expresso suale de um membro de uma tribo.
Espreite os telogos discutindo dispensacionalismo.
Experimente cultuar com uma gaita de foles, e ento 
atravesse a sala e tente o mesmo com um acordeo.
Pergunte  missionria se ela nunca se sente s, e ao 
tradutor da Bblia se ele nunca se confunde.
Oua o testemunho do homicida e a msica do menestrel.
E se voc estiver ponderando como essa gente de outras 
denominaes chegou aqui, pergunte a eles. (Eles podem estar 
querendo lhe fazer a mesma pergunta.)
Oh, a diversidade da famlia de Deus.
Somos de pele azeitonada, cabelos encaracolados; de olhos 
azuis e pretos.
Viemos de internatos e guetos, manses e choupanas. 
Usamos turbantes e mantas. Adoramos quibe. Comemos arroz.
Temos convices e opinies, e concordar seria timo, mas 
no o fazemos, embora tentemos e bem sabemos:
 melhor viver do lado de dentro, na companhia uns dos 
outros, que do lado de fora, e sozinho.
Totalmente famlia, no acha? Da perspectiva divina, temos 
muito em comum. Jesus alistou estes denominadores comuns em 
sua orao. Eles so fceis de achar. Todas as vezes em que 
vemos a palavra nosso ou nos, encontramos uma necessidade.
Somos filhos carentes de um Pai
Enquanto eu escrevia este livro, minha filha Jenna e eu 
passamos vrios dias na velha cidade de Jerusalm. (Eu prometera 
levar cada uma de minhas filhas a Jerusalm, quando 
completassem doze anos.) Uma tarde, quando saamos pelo porto 
Jafa, vimo-nos atrs de uma famlia de judeus ortodoxos  um pai 
e suas trs filhinhas. Uma das garotas, talvez com quatro ou cinco 
anos, ficou alguns passos atrs, e no pde enxergar o pai. "Aba!", 
chamou ela. Ele parou e olhou. S ento compreendeu que se 
afastara de sua filha. "Aba!" chamou ela, novamente. Ele a 
localizou, e imediatamente estendeu-lhe a mo. Ela a segurou, e 
eu, mentalmente, tomei nota enquanto eles prosseguiam. Eu queria 
ver as aes de um aba.
Ele segurou firmemente a mo da filha, enquanto desciam a 
rampa. Quando ele parou numa rua movimentada, ela caminhou 
pelo meio-fio, e ele a puxou de volta. Quando o semforo abriu, ele 
guiou-a juntamente com suas irms atravs da interseo. No meio 
da rua, ele abaixou-se, tomou-a nos braos, e continuou a jornada.
No  disso que todos precisamos? Um aba que ouve 
quando chamamos? Que segura nossa mo, quando estamos 
fracos? Que nos guia atravs das intersees agitadas da vida? 
No carecemos todos de um aba que nos tome nos braos, e nos 
carregue para casa? Todos precisamos de um pai.
Somos mendigos carentes de po
No somos apenas filhos carentes de um pai, mas tambm 
mendigos carentes de po. "O po nosso de cada dia d-nos hoje", 
oramos ns.
Voc pode no apreciar o meu uso do termo mendigo. Voc 
pode preferir a palavra faminto. "Somos todos famintos, carentes de 
po". Tal expresso tem, certamente, mais dignidade que a palavra 
mendigo. Quem quer ser chamado de mendigo? Voc no ganhou 
dinheiro para comprar o po que pe em sua mesa? Quem  voc 
para mendigar alguma coisa? De fato, voc pode at achar 
ofensiva a palavra faminto. Estar faminto  admitir uma 
necessidade bsica, algo que ns, pessoas sofisticadas, relutamos 
em fazer. Deixe-me pensar; deve haver uma expresso melhor. Que 
tal esta? No somos mendigos nem estamos famintos; somos 
simplesmente " desafiados abdominalmente". Certo, esta  melhor! 
"Abdominalmente desafiados, carentes de po". Voc conserva um 
senso de independncia com esta expresso.
Afinal, voc  responsvel pela comida que come, certo? 
Voc criou o solo onde a semente foi plantada. No? Bem, ao 
menos voc fez a semente? No fez? E o sol? Voc providenciou o 
calor durante o dia? Ou a chuva? Voc enviou as nuvens? No? 
Ento, o que exatamente voc fez? Voc colheu alimento que no 
fez, de uma terra que no criou.
Deixe-me ver se tenho este direito. No houvesse Deus feito 
a sua parte, voc no teria comida na mesa. Hummm, talvez seja 
melhor voltar  palavra mendigo. Somos todos mendigos, carentes 
de po.
Pecadores carentes de graa
Partilhamos uma outra necessidade: somos pecadores 
carentes de graa; lutadores carentes de fora. Jesus ensinou-nos 
a orar: "Perdoa-nos as nossas dvidas... e no nos induzas  
tentao".
Todos temos cometido erros, e ainda os cometeremos. A 
linha que separa os melhores de ns dos piores  muito fina. 
Conseqentemente, temos de ser sbios e levar a srio a 
admoestao de Paulo:
Mas tu, por que julgas teu irmo? Ou tu, tambm, por que 
desprezas teu irmo? Pois todos havemos de comparecer ante o 
tribunal de Cristo. Porque est escrito: Pela minha vida, diz o 
Senhor, todo joelho se dobrar diante de mim, e toda lngua 
confessar a Deus" (Rm 14.10,11).
Sua irm gostaria que eu o lembrasse de que ela necessita 
de graa. Assim como voc, ela tambm precisa de perdo. H 
uma ocasio em todo relacionamento em que  prejudicial buscar 
justia; quando a cobrana da dvida apenas atia o fogo. H 
ocasies em que a melhor coisa a fazer  aceitar seu irmo e 
oferecer-lhe a mesma graa que lhe foi dada.
Foi o que Jenna fez.
J mencionei nossa recente viagem a Israel. Vou concluir 
referindo-me a ela uma vez mais. Jenna e eu embarcamos no vo 
da uma hora, em Telavive, que nos traria de volta aos Estados 
Unidos. Viajar  sempre excitante, mas aquela noite foi 
especialmente ruim. O avio estava lotado, e nos atrasamos por 
causa da rgida segurana do aeroporto. Ao embarcarmos, descobri 
que nossos assentos no eram juntos; estvamos separados por 
um corredor. Sem tempo para pedir ajuda, decidi persuadir o 
companheiro sentado perto de Jenna a trocar de lugar comigo. 
Certamente ele iria entender, pensei. Mas no. Ele j se aninhara 
para as dez horas de vo, e no queria se mover.
Por favor  implorei.  Deixe-me sentar junto de minha 
filha.
No me movo.
Ora, vamos, senhor. Vamos trocar de lugar.
Ele inclinou-se, olhou para o meu lugar, e recostou-se 
novamente, declinando:
        No, obrigado.
Hh. Tomei meu assento, e Jenna tomou o dela junto ao 
salafrrio, sem corao. Enquanto o avio se preparava para 
decolar, dediquei-me a fazer um resumo mental da histria do 
ignorante. No era difcil. Apenas um olhar ou dois em sua direo, 
e eu o tinha rotulado como um terrorista a caminho de meu pas 
para assassinar nosso presidente. No momento em que o avio se 
moveu, eu estava planejando como passar-lhe uma rasteira, caso 
ele ousasse levantar-se durante o vo. Sem dvida, ele conseguira 
trazer uma arma para dentro do avio, e cabia a mim det-lo.
Voltei-me para intimid-lo com um rosnado, e vi, para grande 
surpresa minha, Jenna oferecer-lhe uma rosquinha. O qu? Minha 
filha confraternizando-se com o inimigo! E o que  pior: ele aceitou! 
Como se a rosca fosse um ramo de oliveira, ele aceitou a ddiva, e 
ambos reclinaram-se em seus assentos e dormitaram.
Eu, eventualmente, dormi tambm, mas no sem antes aprender 
a lio que Deus me ensinara, usando minha prpria filha.
Na casa de Deus, ocasionalmente encontramo-nos perto de 
pessoas de quem no gostamos. Se pudssemos, pediramos que 
sassem, mas no temos opo. Todos estamos aqui pela graa e, 
em algum ponto, todos temos de partilhar alguma graa. Ento, da 
prxima vez que voc se achar perto de um carter duvidoso, no 
lhe d uma dura... d-lhe uma rosquinha.
13. Os Muros
Satans, servo de Deus
E no nos induzas  tentao, mas livra-nos do 
mal.
A PEQUENA POPULAO QUE ME viu JOGAR nos desportivos da 
escola nunca questionou minha deciso de entrar para o ministrio. 
Recebi, no entanto, uma carta lembrando-me da vez em que eu 
astutamente agarrei a bola acima da cabea do jogador que a 
chutara para o ar. Outro condiscpulo dos tempos passados 
recordou comigo a bola voadora que escapou de minha luva para 
permitir a vitria do outro time. Oh, a dor de tais reminiscncias. 
Elas ferem, no porque perdi, mas porque ajudei o outro time. 
Perder  ruim; pior ainda  ajudar o oponente a vencer!
Minha mais espalhafatosa experincia de favorecer a 
oposio ocorreu numa sexta classificao de um torneio de 
basquetebol. Posso lembrar-me da contagem exata dos pontos, 
quando finalmente consegui jogar, mas sabendo que estava no fim. 
Revoquei uma bola solta  uma subida para agarr-la  e 
completei a surpresa quando meu colega da base arremessou-a 
para mim. Quando vi que no havia algum entre a cesta e eu, 
decolei. Com o estilo de um astro da NBA, fiz uma enterrada digna 
de uma vinheta da ESPN. Minha surpresa pela cesta fcil foi 
sobrepujada pela surpresa ante o silncio da multido.
Nenhum aplauso! Em vez de dar-me tapinhas nas costas, 
meu time enterrou o rosto nas mos. Foi quando compreendi o que 
fizera: uma cesta contra! Associara-me ao inimigo! Ajudara o time 
errado. No  de admirar que ningum tenha tentado me parar  
eu estava ajudando o lado deles.
Pode imaginar o quo tolo me senti?
Se pode, ento tambm  capaz de imaginar o quo tolo 
Satans deve se sentir. Assim so os dias do diabo. O tempo todo 
ele tenta desforrar-se para o mal, e marca um ponto para o bem. 
Quando ele conspira contra o Reino, sempre o favorece. Posso 
oferecer um exemplo bblico?
O tiro do inferno sai pela culatra
Lembra-se de Sara, a esposa de Abrao? Deus prometera-
lhe um filho, mas ela permaneceu estril durante dcadas. Satans 
usou um bero vazio para suscitar tenso, dissenso e dvidas.  
primeira vista, ele usaria Sara como uma evidncia de que no se 
pode confiar em Deus. No final, ela mostrou exatamente o 
contrrio. Imaginar Sara numa maternidade, aos noventa anos, tem 
convencido milhes de que Deus reserva o melhor para o final.
E quanto a Moiss? Satans uivou de deleite no dia em que 
o jovem prncipe fugiu do Egito e das pessoas que deveria libertar. 
Achou que arruinara o plano de Deus, quando na realidade jogara a 
favor de Deus. O Senhor usou a derrota para fazer humilde o seu 
servo, e o deserto para trein-lo. O resultado apresentou-se perante 
Fara quarenta anos mais tarde: um sazonado Moiss, que 
ensinaria o povo a ouvir Deus e a sobreviver no deserto.
E Daniel? A viso do melhor jovem de Jerusalm sendo 
levado cativo aparentou ser uma vitria para Satans. A estratgia 
do Inferno era isolar o rapaz. Novamente, o tiro saiu pela culatra. O 
que Satans pretendia como cativeiro, foi usado por Deus como 
realeza. Daniel logo foi solicitado a servir na corte do rei. O homem 
que Satans procurou silenciar passou a maior parte de sua vida 
pregando o Deus de Israel, e aconselhando os reis da Babilnia.
Pense a respeito de Paulo. Satans esperava que a priso 
silenciasse-lhe o plpito, e esta o fez. Mas com isto, disparou-lhe a 
pena. As cartas aos Gaiatas, Efsios, Filipenses e Colossenses 
foram todas escritas na cela de uma priso. Voc consegue 
visualizar Satans chutando o lodo e rosnando atravs dos dentes, 
cada vez que algum l estas epstolas? Pedro  outro exemplo. 
Satans procurou desacreditar Jesus, incitando Pedro a neg-lo. 
Porm o plano teve efeito contrrio. Em vez de ser um exemplo do 
quo longe pode cair um seguidor, Pedro tornou-se um exemplo do 
quo longe pode estender-se a graa de Deus.
Cada vez que Satans tenta fazer uma cesta, o outro time 
ganha pontos. Ele  o Coronel Klink da Bblia, o sujeito que tentava 
derrubar Hogan no seriado de TV americano Hogan 's Heroes. 
Klink, supostamente, dirigia um campo germnico de prisioneiros, 
durante a Segunda Guerra Mundial com a finalidade de prejudic-
los. No entanto, todos no acampamento sabiam quem realmente o 
dirigia: os prisioneiros. Eles ouviam os telefonemas de Klink e liam 
as suas correspondncias. At davam idias a Klink, usando-o, o 
tempo todo, em favor da prpria causa.
Repetidas vezes a Bblia deixa claro quem realmente dirige a 
Terra. Satans pode emproar-se e pavonear-se, mas  Deus quem 
designa os tiros.
Livra-nos do mal
A penltima frase na orao do Senhor  um pedido de 
proteo contra Satans: "E no nos induzas  tentao, mas livra-
nos do mal".
Tal orao  necessria? Iria Deus induzir-nos  tentao? 
Tiago 1.13 diz: "Ningum, sendo tentado, diga: de Deus sou 
tentado; porque Deus no pode ser tentado pelo mal, e a ningum 
tenta". Se Deus no nos tenta, ento por que orar "No nos induzas 
 tentao"? Estas palavras afligem os mais sofisticados telogos.
Contudo, no perturbam uma criana. E esta  uma orao 
para o corao pueril.  uma orao para aqueles que levantam os 
olhos a Deus com o respeito devido ao seu Aba.  uma orao 
para aqueles que j tm conversado com o seu Pai sobre a 
proviso para hoje ("O po nosso de cada dia d-nos hoje"), e o 
perdo para ontem ("Perdoa-nos as nossas dvidas"). Agora, a 
criana precisa assegurar-se da proteo para amanh.
A frase  melhor compreendida com uma ilustrao simples. 
Imagine um pai e seu filho caminhando por uma rua gelada. O pai 
admoesta o filho a ser cuidadoso, mas o menino est excitado 
demais para diminuir a velocidade. Ele atinge o primeiro trecho de 
gelo. Escorrega e cai de chapa. O pai aproxima-se e o ajuda a 
firmar-se. O garoto, desculpando-se por menosprezar a 
advertncia, e segurando firmemente a grande mo do pai, pede: 
"Guarda-me dos trechos escorregadios. No me deixe cair 
novamente".
Sempre disposto, o pai aquiesce. "Os passos de um homem 
bom so confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho. 
Ainda que caia no ficar prostrado, pois o Senhor o sustem com a 
sua mo" (SI 37.23,24). Tal  o mago desta petio.  um terno 
pedido de um filho ao pai. Os ltimos escorreges tm-nos 
ensinado que o andar  traioeiro demais para ser feito sozinho. 
Ento, colocamos nossa mo pequena em sua grande mo, e 
dizemos: "Por favor, Aba, guarda-me do mal".
O mal
Alm do que, em quem mais confiaramos para livrar-nos do 
maligno? Temos ouvido falar desse diabo. E o que ouvimos 
inquieta-nos. Duas vezes, nas Escrituras, a cortina do tempo  
puxada, e nos  permitido uma olhadela ao mais tolo 
empreendimento da histria. Satans era um anjo que no se 
contentou em estar perto de Deus; ele tinha de estar acima de 
Deus. Lcifer no estava satisfeito em adorar a Deus; queria 
ocupar-lhe o trono.
De acordo com Ezequiel, a formosura e o mal de Satans 
fizeram-no inigualvel entre os anjos:
Tu s o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em 
formosura. Estavas no den, jardim de Deus; toda pedra preciosa 
era a tua cobertura... No monte santo de Deus estavas, no meio 
das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, 
desde o dia em que foste criado, at que se achou iniqidade em ti 
(Ez 28.12-15).
Os anjos, como os humanos, foram feitos para servir e 
adorar a Deus. A eles, como aos humanos, foi dado o livre-arbtrio. 
Caso contrrio, como poderiam adorar? Tanto Isaas como 
Ezequiel descrevem um anjo mais poderoso que qualquer ser 
humano, mais maravilhoso que qualquer criatura, e tambm mais 
tolo que qualquer ser que j haja vivido. Seu orgulho foi sua queda.
A maioria dos estudiosos aponta Isaas 14.13-15 como a 
descrio do tombo de Lcifer:
Eu subirei ao cu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o 
meu trono, e, no monte da congregao, me assentarei, da banda 
dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei 
semelhante ao Altssimo.
 impossvel no notar a cadncia da arrogncia nas 
palavras: "Eu subirei... exaltarei... assentarei... serei". Porque 
procurou ser igual a Deus, ele apostatou de Deus, e tem passado a 
histria tentando convencer-nos a fazer o mesmo. No foi essa a 
estratgia que usou com Eva? "Voc ser igual a Deus", prometeu 
ele (Gn 3.5).
Ele no mudou.  to egocntrico agora quanto era no 
princpio. Mesmo quando o corao de Lcifer era bom, era inferior 
a Deus. Todos os anjos so inferiores a Deus. Deus conhece todas 
as coisas; eles sabem apenas o que Deus lhes reveIa. Deus est 
em toda parte; eles podem estar apenas em um lugar. Deus  Todo-
poderoso; eles tm apenas o poder que Deus lhes permite ter.
Quem  o diabo
Ele no quer ser. Ele no pretende ser. Ele no deseja mais 
que construir o seu prprio reino, mas no pode. Todas as vezes 
que ele tenta favorecer a prpria causa, acaba favorecendo a 
causa de Deus.
Erwin Lutzer articula este pensamento em seu livro The 
Serpent of Paradise:

O diabo  to servo de Deus em sua rebelio, 
quanto era nos dias de sua doce obedincia...
Satans tem diferentes papis a exercer, 
dependendo do conselho e propsito divinos. Ele 
 pressionado a servir  vontade de Deus no 
mundo; deve atender a ordem do Todo-poderoso. 
Devemos ter em mente que ele possui medonhos 
poderes. Sabemos, porm, que estes poderes s 
podem ser exercidos sob a direo e vontade de 
Deus. Isto confere-nos esperana. Satans no  
livre para descarregar destruio sobre as 
pessoas a seu bel-prazer".1

Sat cumpre ordens do Todo-poderoso? Busca a permisso 
de Deus? Tal linguagem lhe parece muito estranha? Pode ser. Se 
assim , esteja certo de que Satans preferiria que voc no 
ouvisse o que estou para lhe dizer. Ele antes preferiria que voc 
fosse enganado, que pensasse nele como um ser independente, 
com fora e poder ilimitados. Ele no quer que eu lhe conte sobre 
os muros que circundam a grande Casa de Deus. Satans no 
pode escal-los, nem penetr-los. Ele no tem absolutamente 
poder, exceto o poder que Deus lhe permite.
Ele preferiria que voc nunca ouvisse as palavras de Joo: 
"... maior  o que est em vs do que o que est no mundo" (1 Jo 
4.4). E ele certamente preferiria que voc no tomasse 
conhecimento de que Deus usa o diabo como um instrumento para 
favorecer a causa de Cristo.
De que modo Deus usa Satans para fazer o trabalho do 
Reino do Cu? Deus usa Satans para:
1. Refinar o fiel. Mesmo o mais humilde dentre ns tem a 
tendncia a pensar muito de si mesmo. Aparentemente, Paulo 
tinha. Seu currculo era impressionante: uma audincia pessoal 
com Jesus, um participante das vises celestiais, um apstolo 
escolhido por Deus, um autor da Bblia. Ele curou enfermos, viajou 
pelo mundo e escreveu alguns dos maiores documentos da histria. 
Poucos poderiam rivalizar-lhe os feitos hericos. E talvez ele 
soubesse disso. Talvez tenha havido uma ocasio em que Paulo 
comeou a dar tapinhas nas prprias costas. Deus, que amava 
Paulo, e odeia o orgulho, protegeu-o do pecado. E usou Satans 
para faz-lo.
E, para que me no exaltasse pelas excelncias das 
revelaes, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um 
mensageiro de Satans, para me esbofetear, a fim de no me 
exaltar (2 Co 12.7).
No nos foi dito a natureza do espinho, mas foi-nos contado o 
seu propsito  conservar Paulo humilde. Tambm foi-nos 
revelado a sua origem  um mensageiro de Satans. O 
mensageiro pode ter sido uma dor, um problema ou uma pessoa 
que era um tormento. No sabemos. Mas temos conhecimento de 
que o mensageiro estava sob o controle de Deus. Observe os 
versos 8 e 9: "Trs vezes orei ao Senhor para que se desviasse de 
mim. E disse-me: a minha graa te basta, porque o meu poder se 
aperfeioa na fraqueza". Satans e suas foras eram simplesmente 
uma ferramenta nas mos de Deus para fortalecer um servo.
Outro exemplo  a tentao de J. O diabo ousou questionar 
a estabilidade da f de J, e Deus concedeu-lhe permisso para 
test-lo. "Tudo quanto tem", disse Deus, "est na tua mo; somente 
contra ele no estendas a tua mo" (J 1.12). Note que Deus 
concedeu permisso e estabeleceu parmetros para a luta. J 
passou no teste, e o diabo queixou-se de que J teria cado se 
tivesse de enfrentar a dor. Novamente Deus concedeu permisso, e 
novamente estabeleceu parmetros: "Eis que ele est na tua mo; 
poupa, porm, a sua vida" (J 2.6).
Embora a dor e as dvidas sejam abundantes, no final, a f e 
a sade de J so maiores que nunca. Mais uma vez, no 
podemos compreender a razo para o teste, mas conhecemos a 
sua fonte. Leia os versculos do ltimo captulo. A famlia e os 
conhecidos de J "... se condoeram dele e o consolaram de todo o 
mal que o Senhor lhe havia enviado" (J 42.11, nfase minha).
Satans no tem poder, a no ser o que Deus lhe permite 
usar.
Ao pastor da igreja de Esmirna, Cristo disse: "Nada temas das 
coisas que hs de padecer. Eis que o diabo lanar alguns de vs 
na priso, para que sejais tentados; e tereis uma tribulao de dez 
dias. S fiel at a morte e dar-te-ei a coroa da vida" (Ap 2.10).
Analise por um minuto as palavras de Jesus. Cristo informa  
Igreja sobre a perseguio, a durao da mesma (dez dias), a razo 
dela (para que sejais tentados), e o seu resultado (a coroa da vida).
O coronel Klink trabalha para o outro lado. Satans marca 
contra, em favor do outro time. Voc no sabe que isso o aborrece? 
Mesmo quando aparentemente vence, ele perde. Martinho Lutero 
estava certo quando descreveu o diabo como ferramenta de Deus, 
uma enxada para cuidar de seu jardim. A enxada nunca corta o que 
o jardineiro pretende salvar, e nunca salva o que ele pretende 
capinar. Indubitavelmente, uma parte da punio de Satans  a 
frustrao que ele sente em servir, sem vontade, como uma 
ferramenta para criar o jardim de Deus.
Deus tambm usa o diabo para:
2. Acordar o dormente. Centenas de anos antes de Paulo, 
outro lder judeu batalhou com o seu ego, mas perdeu. Saul, o 
primeiro rei de Israel, foi consumido pelo cime. Ele foi ofuscado 
por Davi, o jovem filho de uma famlia pastoril. Davi fazia tudo 
melhor do que Saul: cantava melhor, impressionava mais as 
mulheres, e at matou o gigante que Saul temia. Porm, em vez de 
celebrar as habilidades dadas por Deus a Davi, o rei Saul tornou-se 
loucamente hostil. Deus, num evidente esforo para despertar Saul 
de seu cime, recrutou Satans. "E aconteceu, ao outro dia, que o 
mau esprito, da parte de Deus, se apoderou de Saul, e profetizava 
no meio da casa" (1 Sm 18.10).
Observe um solene princpio: H ocasies em que os 
coraes se tornam to duros, e os ouvidos to surdos, que Deus 
nos faz sofrer as conseqncias de nossas escolhas. Neste caso, o 
demnio foi solto para atormentar Saul. Se Saul no bebeu do copo 
da bondade de Deus, deixe-o passar algum tempo bebendo do 
copo da fria do Inferno. "Deixe-o ser levado ao desespero, para 
que possa ser trazido de volta aos braos de Deus".2
O Novo Testamento alude  circunstncia onde semelhante 
disciplina  administrada. Paulo pune a igreja de Corinto por sua 
tolerncia  imoralidade. Sobre um adultrio na igreja, ele diz:
Seja entregue a Satans para destruio da carne, para que 
o esprito seja salvo no dia do Senhor (1 Co 5.5).
Paulo deu comparvel instruo a Timteo. O jovem 
evangelista estava lidando com dois discpulos que haviam 
naufragado na f, e estavam influenciando negativamente os 
demais. Sua instruo a Timteo? "Himeneu e Alexandre, os quais 
entreguei a Satans, para que aprendam a no blasfemar" (1 Tm 
1.20).
To drstico quanto possa parecer, Deus realmente permitir 
a uma pessoa sofrer o inferno na terra, na esperana de despertar-
lhe a f. Um amor santo faz a severa escolha a fim de livrar o filho 
das conseqncias de sua rebelio.
A propsito, isto no ajuda a explicar o excessivo mal existente 
no mundo? Se Deus nos permite sofrer as conseqncias de nosso 
pecado, e o mundo  cheio de pecadores, ento o mundo est a 
caminho de abundar no mal. No  isto o que Paulo quis dizer no 
primeiro captulo de Romanos? Aps descrever aqueles que 
adoram  criatura em vez de ao Criador, o apstolo fala: "Pelo que 
Deus os abandonou s paixes infames" (Rm 1.26). Deus deleita-
se vendo o desgosto e inclinaes de seus filhos? No mais que 
um pai, ao disciplinar o filho. Mas o amor santo faz escolhas 
difceis.
Lembre-se: disciplina deve resultar em compaixo, no em 
misria. Alguns santos so despertados com um toque no ombro, 
enquanto outros precisam de um safano na cabea. E sempre que 
Deus precisa dar um safano, Satans atende a chamada. Ele 
tambm atende a chamada para:
3. Ensinar a Igreja. Talvez a mais clara ilustrao de como 
Deus usa Satans para alcanar seus propsitos seja encontrada 
na vida de Pedro. Oua a advertncia que Jesus lhe fez: "... Simo, 
Simo, eis que Satans vos pediu para vos cirandar como trigo. 
Mas eu roguei por ti para que a tua f no desfalea; e tu, quando 
te converteres, confirma teus irmos" (Lc 22.31,32).
Note quem est mais uma vez no controle. Embora tenha um 
plano, Satans precisa obter permisso. " me dado todo o poder 
no cu e na terra" (Mt 28.18), explicou Jesus. E esta  a prova. O 
lobo no pode pegar a ovelha sem permisso do pastor, e o pastor 
apenas permitir o ataque se, a longo prazo, o sofrimento for 
compensado pelo ganho.
O propsito deste teste  prover um testemunho para a 
Igreja. Jesus estava permitindo a Pedro a experincia de um 
julgamento para que ele encorajasse os irmos. Talvez Deus esteja 
fazendo o mesmo com voc. Deus sabe que a Igreja carece de 
testemunhos vivos de seu poder. Sua dificuldade, sua doena, seu 
conflito esto preparando voc para ser uma voz de encorajamento 
aos seus irmos. Tudo o que voc precisa lembrar :
No veio sobre vs tentao, seno humana; mas fiel  Deus 
que no vos deixar tentar acima do que podeis; antes, com a 
tentao dar tambm o escape, para que a possais suportar (1 Co 
10.13).
Vs bem intentastes mal contra mim, porm Deus o tornou 
em bem (Gn 50.20).
Lembre-se: Satans no pode penetrar os muros da grande 
Casa de Deus.
Ainda  difcil imaginar como o seu esforo pode levar a 
algum bem? Ainda  difcil compreender como sua doena, ou a 
sua dvida, ou a sua morte, podem ser uma ferramenta para algo 
vantajoso? Se ainda  difcil, tenho um ltimo exemplo. No 
querendo fazer pouco do seu conflito, devo dizer que ele  moleza 
comparado a este outro. Um Salvador justo e puro foi coberto de 
pecado. O Autor da vida foi posto na caverna da morte. A vitria de 
Satans parecia certa. Finalmente, o diabo havia marcado para o 
lado certo. No apenas havia marcado ponto, mas principalmente 
abatido o heri, deixando-o no cho. O diabo tinha atacado a todos, 
desde Sara at Pedro, mas dessa vez tinha acertado. O mundo 
inteiro tinha visto. A dana da vitria j tinha comeado.
Porm, de repente, houve uma luz no tmulo, e um rudo de 
rochas. Ento, o drama da sexta-feira emergiu como o Salvador do 
domingo, e Satans compreendeu o papel que desempenhara. Ele 
havia sido uma ferramenta nas mos do jardineiro. Todas as vezes 
que ele pensara estar derrotando o Cu, na verdade o estava 
ajudando. Deus quis provar seu poder sobre o pecado e a morte, e 
foi exatamente o que fez. E adivinhe quem o ajudou? Mais uma vez 
a jogada de Satans favoreceu o plano de Deus. S que desta feita 
ele no deu ao Cu alguns pontos; deu-lhe todo o campeonato.
Jesus emergiu como o vencedor, e Satans foi deixado 
como um... bem, deixarei por conta de sua imaginao.
14. A Capela
Confiando no poder de Deus
Porque teu  o reino, e o poder, e a glria, para 
sempre. Amm.
DEPAREI-ME COM o ARTIGO DE UMA SENHORA que me fez lembrar de 
ns. Ela subiu uma montanha que deveria ter evitado. Ningum a 
teria culpado se tivesse ficado atrs. Com doze graus abaixo de 
zero, at Frosty, o boneco de neve, teria optado pelo calor do fogo. 
Um dia difcil para se esquiar, mas seu marido insistiu, e ela foi.
Enquanto esperava na linha da subida, ela compreendeu 
que precisava de um banheiro. Precisava terrivelmente. Certa de 
que haveria um no topo da elevao, ela e sua bexiga enfrentaram o 
exuberante passeio, apenas para descobrir que no havia 
facilidades. Comeou a entrar em pnico. Seu marido teve uma 
idia: Por que no entrar no bosque? J que ela estava usando um 
equipamento todo branco, ficaria disfarada na neve. E que 
banheiro seria melhor que um bosque de pinheiros?
Que escolha tinha ela? Esquiou alm da linha do arvoredo, e 
abaixou o traje de esquiar. Afortunadamente, ningum poderia v-
la. Infelizmente, seu marido no a avisou que deveria tirar o esqui. 
Antes que voc diga "A lua brilha sobre a colheita", ela estava de 
costas para o declive, revelando de si bem mais do que pretendia. 
Tarde demais. De repente, com os braos abanando, e o esqui 
deslizando, ela ganhou velocidade colina abaixo, e chocou-se com 
um marco.
Ao mexer-se para cobrir o essencial, descobriu que seu brao 
estava quebrado. Afortunadamente, seu marido correu para salv-
la. Ele chamou o esqui-patrulha, que a transportou ao hospital.
Enquanto era tratada na sala de emergncia, um homem 
com a perna quebrada chegou carregado, e foi posto perto dela. 
Havendo recuperado a compostura o suficiente para uma pequena 
conversa, ela indagou:
Como foi que quebrou a perna?
Foi a coisa mais incrvel que voc pode imaginar  explicou 
ele.  Eu estava subindo com o esqui, quando, de repente, no 
pude acreditar no que meus olhos viram. Havia uma mulher doida, 
esquiando de costas, em alta velocidade. Inclinei-me para ver 
melhor, e acho que no percebi o quo longe me tinha movido. Ca 
com tudo.
Ento ele virou-se para ela e perguntou:
        E como foi que quebrou o brao?
No cometemos o mesmo erro? Escalamos montanhas que 
nunca pretendamos escalar. Tentamos subir, quando deveramos 
ter ficado embaixo, e o resultado so alguns srdidos tombos,  
vista de um mundo observador. A narrativa da senhora (desculpe, 
no pude resistir) reflete nossa prpria histria. H certas 
montanhas onde nunca deveramos subir. Escale-as, e voc 
acabar contundido e embaraado. Fique longe delas, e evitar um 
monte de estresse. Estas montanhas so descritas na frase final da 
orao do Senhor. "Teu  o reino, e o poder, e a glria, para sempre. 
Amm".
Um retorno  capela
A orao de nosso Senhor tem-nos dado uma planta da 
grande Casa de Deus. Desde a sala de estar de nosso Pai at o 
aposento familiar, temos aprendido por que Davi almejou habitar 
para sempre na casa do Senhor (SI 23.6). Na casa de Deus temos 
tudo o que precisamos: uma slida fundao, uma mesa farta, 
muros fortes, e um impenetrvel telhado da graa.
E agora, tendo visto cada aposento, e explorado cada canto, 
temos uma parada final. No para uma nova sala, mas para uma 
que j visitamos. Retornemos  capela. Retornemos  sala de 
adorao. A capela, voc se lembra,  onde ficamos perante Deus, 
e confessamos "Santificado seja o teu nome".
A capela  o nico compartimento da casa de Deus duas 
vezes visitado por ns. No  difcil compreender o porqu.  
duplamente melhor pensar em Deus que em qualquer outra coisa. 
Deus quer que comecemos e terminemos nossa orao pensando 
nEle. Jesus insiste que olhemos mais para o cume do que para a 
trilha. Quanto mais focalizamos l em cima, mais inspirados 
ficamos aqui embaixo.
Alguns anos atrs, um socilogo acompanhou um grupo de 
alpinistas numa excurso. Entre outras coisas, ele observou uma 
distinta correlao entre a cobertura de nuvens e o contentamento. 
Quando no havia nuvens, e o pico da montanha era visvel, os 
escaladores eram enrgicos e cooperativos. Quando nuvens 
cinzentas eclipsavam a viso do topo, tornavam-se calados e 
egostas.
A mesma coisa acontece conosco. Quanto mais nossos 
olhos se fixam em sua majestade, maior  a vivacidade de nossos 
passos. Deixe, porm, os olhos focalizarem a lama sob ns, e 
resmungaremos das pedras e fendas que temos de atravessar. Por 
esta razo, Paulo insiste: "... buscai as coisas que so de cima, 
onde Cristo est assentado  destra de Deus. Pensai nas coisas 
que so de cima e no nas que so da terra" (Cl 3.1,2).
Paulo desafia voc a estar alerta s coisas que esto ao 
redor de Cristo. Usando uma frase diferente, o salmista convoca-o 
a fazer o mesmo. "Magnificai ao Senhor comigo, e juntos exaltemos 
o seu nome" (SI 34.3).
Magnificar. Que verbo maravilhoso para descrever o que 
fazemos na capela. Quando voc magnfica um objeto, voc o 
amplifica para que possa entend-lo. Quando magnificamos a 
Deus, fazemos o mesmo. Alargamos nossa conscincia dEle, e 
assim podemos compreend-lo melhor. E isto exatamente o que 
acontece na capela da adorao  tiramos o pensamento de ns 
mesmos e o centramos em Deus. A nfase  nEle. "Teu  o reino, e 
o poder, e a glria para sempre".
 este exatamente o propsito da frase final da orao do 
Senhor. Estas palavras magnificam o carter de Deus. Gosto muito 
de como esta frase  traduzida em The Message.
Tu ests no comando! Tu podes tudo o que quiseres! Tu s 
flamejante em formosura! Sim! Sim! Sim!
Poderia ser mais simples? Deus est no comando! Este 
conceito no nos  estranho. Quando o garom da lanchonete lhe 
traz um hambrguer frio e uma soda quente, voc quer saber quem 
est no comando. Quando um jovem gal deseja impressionar a 
namorada, ele a leva at a loja de convenincia onde trabalha, e se 
gaba: "Todas as noites, das cinco s dez, estou no comando". 
Sabemos o que significa estar no comando de um restaurante ou 
de uma loja, mas, estar no comando do Universo? Esta  a 
reivindicao de Jesus.
Ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o  sua direita nos 
cus, acima de todo principado, e poder, e potestade, e domnio, e 
de todo nome que se nomeia, no s neste sculo, mas tambm no 
vindouro. E sujeitou todas as coisas a seus ps e, sobre todas as 
coisas, o constituiu como cabea da igreja, que  o seu corpo, a 
plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Ef 1.20,23, nfase 
minha).
H muitos exemplos da autoridade de Jesus, mas 
mencionarei apenas um dos meus favoritos. Jesus e os discpulos 
esto num barco, atravessando o mar da Galilia. Levanta-se, de 
repente, uma tempestade, e o que era plcido torna-se violento  
monstruosas ondas elevam-se do mar, golpeando o barco. Marcos 
descreve claramente: "E levantou-se grande temporal de vento, e 
subiam as ondas por cima do barco, de maneira que j se enchia 
de gua" (Mc 4.37).
 muito importante que voc tenha uma idia exata do 
quadro; ento poderei pedir-lhe que se imagine no barco.  uma 
embarcao forte, mas no para estas ondas de trs metros. Ela 
afunda o nariz no muro de gua. A fora das ondas inclina 
perigosamente o barco, at que a proa parea estar apontando 
diretamente para o cu e, exatamente quando voc teme virar de 
costas, o barco arremessa-se diante de outra onda. Uma dzia de 
mos juntam-se s suas, agarrando o mastro. Todos os seus 
colegas de bordo esto com gua at a cabea, e de olhos 
arregalados. Voc sintoniza o ouvido para uma voz calma, mas 
tudo o que ouve so gritos e oraes. De repente voc  atingido 
por uma percepo: est faltando algum. Onde est Jesus? Ele 
no est no mastro. No est agarrado  borda. Onde est ele? 
Ento voc escuta algo  um rudo... um som deslocado... como 
se algum estivesse roncando. Voc se vira e olha. E l, encolhido 
na popa do barco, est Jesus  dormindo!
Voc no sabe se fica surpreso ou bravo, e ento fica ambas 
as coisas. Como ele pode dormir numa hora dessas? Ou, como os 
discpulos, indaga: "... Mestre, no te importa que pereamos?" (Mc 
4.38).
Se voc  pai de um adolescente, j deve ter recebido 
semelhante indagao. Da vez que voc recusou-se a hipotecar a 
casa para que sua filha pudesse comprar o tnis da moda, ela 
perguntou: "Voc no se importa que eu parea antiquada?"
Os pais se importam? Claro que sim. S que eles tm uma 
perspectiva diferente. O que os adolescentes enxergam como 
tempestade, a mame e o papai vem como chuva de primavera. 
Eles tm estado por perto o suficiente para saber que estas coisas 
passam.
Assim foi Jesus. A tempestade que causou pnico nos 
discpulos, nEle provocou sonolncia. Aquilo que ps medo nos 
olhos dos discpulos, nos de Cristo ps sono. O barco era um 
tmulo para os seguidores, e um bero para o Senhor. Como 
poderia Ele dormir em meio a uma tempestade? Simples: Ele 
estava no comando dela.
O mesmo acontece com voc e a televiso. J cochilou com a 
televiso ligada? Claro que sim. Coloque, porm, a mesma 
televiso na palhoa de um ndio da Amaznia, que nunca viu uma, 
e acredite-me, ele no dormir. Como poderia algum dormir na 
presena de uma caixa falante? Tanto quanto ele sabe, aquelas 
pequenas pessoas atrs da parede de vidro podem pular para fora 
da caixa e vir atrs dele. No h como ele pegar no sono. E 
tambm no h como ele deixar voc dormir. Se voc pegar no 
sono, ele o despertar. Voc no se importa que estejamos para ser 
massacrados? Em vez de discutir com ele, o que voc faz? Voc 
prontamente aciona o controle remoto, e a desliga.
Jesus nem mesmo precisa de um controle remoto. "E ele, 
despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, aquieta-
te. E o vento se aquietou, e ouve grande bonana. E disse-lhes: Por 
que sois to tmidos? Ainda no tendes f?" (Mc 4.39,40).
Inacreditvel. Ele no entoou um mantra, nem agitou uma 
varinha mgica. Nenhum anjo foi chamado; nenhuma ajuda era 
necessria. As guas tempestuosas tornaram-se em mar pacfico 
imediatamente. Calma instantnea. Nenhuma ondulao. Nenhum 
pingo d'gua. Nenhuma rajada de vento. Num momento, o mar 
passou de torrente encrespada a lagoa serena. A reao dos 
discpulos? Leia o verso 41: "E sentiram um grande temor e diziam 
uns aos outros: Mas quem  este que at o vento e o mar lhe 
obedecem?"
Nunca haviam encontrado um homem como este. As ondas 
lhe eram sujeitas, e os ventos, seus servos. E aquilo foi s o 
comeo do que seus companheiros de mar testemunhariam. Eles 
veriam peixes encherem o barco, demnios entranharem-se em 
porcos, aleijados virarem danarinos, e cadveres voltarem  vida.
"Pois com autoridade ordena aos espritos imundos, e eles 
lhe obedecem!", maravilhavam-se as pessoas (Mc 1.27).
 de admirar que os discpulos estivessem dispostos a 
morrer por Jesus? Nunca tinham visto tal poder; nunca haviam 
contemplado tal glria.
Era como se... bem, era como se o Universo inteiro fosse o 
seu reino. Voc no teria necessidade de lhes explicar este 
versculo; eles conheciam-lhe o significado: "Teu  o reino, e o 
poder, e a glria para sempre".
De fato, seriam dois desses pescadores salvos quem mais 
claramente lhe declararia a autoridade. Ouam Joo:"... maior  o 
que est em vs do que o que est no mundo" (1 Jo 4.4). Ateno 
para Pedro: "o qual [Jesus] est  destra de Deus, tendo subido ao 
cu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as 
potncias" (1 Pe 3.22).
 mais que natural eles lhe haverem declarado a autoridade. 
E  mais que natural que o faamos tambm. E  isto exatamente o 
que esta frase : uma declarao. Uma declarao vinda do 
corao. Uma declarao que Deus merece ouvir. No merece? 
Deus no merece ouvir-nos proclamar a sua autoridade? No  
justo que gritemos do fundo de nosso corao, e do alto de nossas 
vozes: "Teu  o reino, e o poder, e a glria para sempre!"? No nos 
 apropriado fitar os cumes dessas montanhas de Deus e ador-lo?
Claro que . No apenas Deus  digno de receber nosso 
louvor, como precisamos d-lo.
Montanhas para as quais voc no foi feito para escalar
H certas montanhas onde somente Deus pode subir. O 
nome delas? Voc as ver quando olhar pela vidraa da capela, na 
grande Casa de Deus. "Teu  o reino, e o poder, e a glria para 
sempre". Um trio de picos cobertos de nuvens. Admire-os, aplauda-
os, mas no os escale.
No digo que voc no possa tentar, mas que no  capaz. 
O pronome  teu, no meu; teu  o reino, no meu  o reino. Se a 
palavra Salvador est na descrio de seu trabalho,  porque voc 
a ps l. Seu papel  ajudar o mundo, no salv-lo. O Monte 
Messias  uma montanha para a qual voc no foi feito para 
escalar.
Nem o Monte Auto-Suficincia. Voc no  capaz de mover 
o mundo, nem de sustent-lo. Alguns de vocs acham que podem. 
Vocs so feitos por si mesmos. Vocs no dobram os joelhos; 
apenas arregaam as mangas e acrescentam outras doze horas ao 
dia... o que pode ser suficiente para se ganhar a vida ou 
desenvolver um trabalho. Mas quando vocs enfrentarem a prpria 
sepultura, ou a prpria culpa, seu poder no realizar o truque.
Voc no foi feito para dirigir um reino, nem se espera que 
voc seja todo-poderoso. E voc certamente no pode lidar com 
toda a glria. O Monte do Aplauso  o mais sedutor dos trs. 
Quanto mais alto voc sobe, mais as pessoas aplaudem. Porm os 
aplausos se diluem no ar. A pessoa sobe ao mais alto topo e grita: 
"Minha  a glria!", somente para perder o equilbrio e cair.
"Teu  o reino, e o poder, e a glria para sempre". Que 
proteo nos proporciona esta ltima frase! Ao confessar que Deus 
est no comando, voc admite que voc no est. E quando voc 
d a Deus todo o aplauso, nada  deixado para confundir-lhe o 
crebro.
Deixemos que a senhora sobre a colina nevada nos ensine 
uma lio: H certas montanhas que no nos compete subir. 
Permanea embaixo, onde voc foi feito para ficar, e assim no se 
expor ao aborrecimento.
15. Um Lar para o seu Corao
RECENTEMENTE, MINHA FILHA SARA convidou uma amiga para 
passar a noite em casa. No haveria aula no dia seguinte; ento 
deixei que ambas ficassem acordadas at quando quisessem. Para 
duas garotas de sete anos, a suspenso do horrio de dormir  
como um convite para sair da fila da morte. Elas me superaram. 
Cochilei em minha cadeira e, quando acordei, percebi que j era 
quase meia-noite, e elas ainda estavam acordadas.
 Muito bem, garotas  informei eu.   melhor irmos para 
a cama.
Gemendo o tempo inteiro, elas mudaram a roupa, 
escovaram os dentes, e foram para a cama. Foi ento que a nossa 
pequena hspede pediu para telefonar  me. A princpio recusei, 
mas ento seu queixo tremeu e seus olhos encheram-se de 
lgrimas. Percebendo que estvamos  beira de uma exploso, 
passei-lhe o telefone.
Eu podia pressentir o que se passava do outro lado da linha 
 um telefone tocando na escurido, uma me passando por cima 
do marido adormecido para agarrar o fone.
A pequena menina nem mesmo disse al.
 Mame, quero ir para casa.
Com um ursinho numa das mos, e o telefone na outra, ela 
advogava sua causa. Ela estava com medo de acordar num quarto 
estranho. Esta no era a sua casa. Ela queria a sua cama, o seu 
travesseiro; e, acima de tudo, queria a sua mame.
No posso culp-la. Quando viajo, a parte mais dura da 
viagem  a hora de dormir. O travesseiro nunca parece bom, os 
lenis parecem to... to esticados? Alm disso, quem sabe quem 
dormiu aqui a noite passada? As cortinas nunca bloqueiam 
totalmente os raios da luz de non. Eu preciso levantar cedo, mas 
quem confia que a telefonista se lembrar de me acordar? Alm 
disso, houve aquela noite em Boise, quando ningum me telefonou 
e... meus pensamentos cobriram desde a consulta mdica de 
Denalyn at o imposto de renda da prxima primavera. Eu poderia 
ligar para casa, porm era tarde demais. Poderia dar um passeio, 
mas correria o risco de ser assaltado. Poderia fazer um pedido ao 
servio de quarto, porm j o fizera. Poderia ir para casa, mas, bem, 
eu j era bastante crescidinho. Finalmente sentei-me na cama, 
liguei a TV, e assisti Sport Center at meus olhos arderem, e eu 
pegar no sono.
Posso entender a amiga de Sara. Quando se trata de 
repousar o corpo, no h casa como a da gente.
Tambm posso entender o salmista Davi. Quando se trata 
de repousar a alma, no h lugar como a grande Casa de Deus. 
"Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei", escreveu ele. "que possa 
morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para 
contemplar a formosura do Senhor e aprender no seu templo. 
Porque no dia da adversidade me esconder no seu pavilho; no 
oculto do seu tabernculo me esconder; pr-me- sobre uma 
rocha" (SI 27.4,5).
Se voc pudesse pedir a Deus uma coisa, o que lhe pediria? 
Davi conta-nos o que solicitaria. Ele almeja viver na casa de Deus. 
Enfatizei a palavra viver porque ela merece ser enfatizada. Davi 
no quer conversar. Ele no deseja uma xcara de caf no alpendre 
dos fundos. No pede uma refeio, nem pede para passar a noite 
na casa de Deus. Ele deseja mudar-se para l... para sempre. Ele 
est pedindo um quarto prprio... permanente. Ele no quer 
estacionar na casa de Deus. Ele quer recolher-se nela. Ele no 
busca uma estadia temporria, mas uma residncia vitalcia.
Quando Davi diz "habitarei na casa do Senhor por longos 
dias" (SI 23.6), est simplesmente dizendo que nunca se afastar 
de Deus. Ele anela permanecer na aura, na atmosfera, cnscio de 
estar na casa de Deus, onde quer que esteja.
A orao do Senhor  um traado da casa de Deus: uma 
descrio gradativa de como Deus satisfaz nossas necessidades, 
quando habitamos nele. Tudo o que sucede numa casa saudvel  
descrito nesta orao. Proteo, instruo, perdo, proviso... tudo 
acontece sob o telhado de Deus.
"Ento, por que tantas pessoas no se sentem protegidas, 
perdoadas, ou instrudas?", indaga voc.
Minha resposta  to simples quanto  direta a pergunta. A 
maioria no aprendeu a viver na casa. Oh, ns a visitamos. 
Paramos nela por alguns dias, ou at nos achegamos para uma 
refeio. Mas, residir l? Este  o desejo de Deus.
Lembre-se da promessa de seu Filho:"... Se algum me ama, 
guardar a minha palavra e meu Pai o amar, e viveremos para ele 
e faremos nele morada" (Jo 14.23). Ele quer ser aquele em quem 
"vivemos, e nos movemos, e existimos" (At 17.28).
Deixe-me concluir com um exemplo de como esta orao 
pode ser um lar para o seu corao. Tenho um longo caminho a 
percorrer, porm estou tentando aprender a viver na grande Casa 
de Deus. Nos ltimos sete dias, tomei nota das vezes em que 
busquei fora em uma das partes da casa.
No domingo, eu estava cansado, fisicamente esgotado, 
ento caminhei at a capela e disse: "Teu  o poder". E o Pai 
lembrou-me que era apropriado descansar.
Na segunda, eu tinha mais a fazer do que tempo para faz-lo. 
Em vez de me estressar, fui at a cozinha e pedi o po de cada dia. 
Ele deu-me foras para fazer tudo o que era necessrio.
A GRANDE CASA DE DEUS
Na tera, fui  cozinha novamente. Precisando de algumas 
idias para um livro infantil, fui at a mesa e fiz um pedido. Na hora 
de dormir, o manuscrito estava esboado.
Tivemos uma reunio estratgica esta semana. Comeamos 
com meia hora de orao e adorao, durante a qual caminhei at 
o observatrio, e ento entrei na capela. Pedi a Deus  que fez os 
cus  para que a reunio corresse bem. E Ele atendeu. Pedi ao 
Deus Santo, que est acima de ns, e Ele me ouviu.
Em certa ocasio eu estava impaciente. Fui para o corredor 
e pedi a graa de Deus, apenas para descobrir que j me fora 
dada. De outra feita, eu fui tentado, at o momento exato em que 
uma pessoa entrou na sala com uma palavra sbia, e eu fui 
lembrado da espessura dos muros. E ento houve a frustrao que 
experimentei sobre uma opinio pessoal. No sabendo como 
responder, encaminhei-me ao estdio e abri a Palavra. Foi ento 
que 1 Corntios 13 recordou-me: "O amor  paciente e bom".
No quero deixar uma impresso errada. H ocasies em 
que me preocupo, em vez de adorar; ocasies quando digo a Deus 
o que gostaria de comer, em vez de confiar nEle para encher meu 
prato. No obstante, dia-a-dia, estou aprendendo a viver na grande 
Casa de Deus.
Espero que voc tambm esteja. Aceite o conselho de Paulo 
e "ore sem cessar". Nunca perca de vista a casa de Deus. Quando 
estiver preocupado com as suas contas, v at a cozinha de Deus. 
Quando estiver se sentindo mal por causa de um erro, levante os 
olhos ao telhado. Quando visitar um novo cliente, sussurre uma 
orao ao entrar no escritrio: "Venha o teu reino para este lugar". 
Quando achar-se numa reunio tensa, mentalmente, caminhe at a 
fornalha e ore: "Deixe a paz do cu ser sentida na terra". Quando 
for difcil perdoar seu cnjuge, puxe o cheque da graa de Deus 
que lhe foi dado.
Minha orao por voc  a mesma de Paulo: "... transformai-
vos pela renovao do vosso entendimento" (Rm 12.2). Possa o 
Esprito Santo mudar-lhe a mente. Possa voc experimentar to 
grande bem-estar na casa de Deus, que nunca a queira deixar. E 
quando encontrar-se noutra casa, possa voc fazer o que fez a 
amiguinha de Sara  ligar para casa. Conte ao seu Pai que voc 
no consegue repousar em nenhuma outra casa, que no a dEle. 
Ele no far pouco da chamada. Na verdade, est esperando pelo 
telefonema.
PS-ESCRITO
Seu modelo, nosso guia
Estamos em casa.
NO  MARAVILHOSO SABER QUE ESTAMOS no lar a que 
pertencemos? Aqui, no lugar onde nosso esprito anelava 
repousar... no lugar onde nos sentimos salvos e seguros.
Posso dar uma sugesto para a sua vida na Grande Casa de 
Deus? A cada dia, ao acordar em sua presena, lembre-se da 
planta da construo. E enquanto conversa com o Pai, trace na 
mente o projeto. E um modo de ajudar a entrar em sua presena. 
Eis aqui um exemplo de como a Orao do Senhor pode guiar suas 
oraes:
Pai nosso
Obrigado por adotar-me em tua famlia.
Que ests
Obrigado, meu Senhor,
Por seres um Deus do tempo presente:
Meu Jeov-Jir (o Deus que prove),
Meu Jeov-Raah (o afetuoso pastor),
Meu Jeov-Shalom (o Senhor  paz),
Meu Jeov Rafa (o Senhor que cura),
E meu Jeov-Nissi (o Senhor, minha Bandeira).
No cu,
Tua oficina da criao recorda-me: Se pudeste fazer os 
cus, tambm podes fazer sentido fora de meus esforos.
Santificado seja o teu nome.
S santo em meu corao.
Tu ests "um corte acima" de tudo o mais.
Capacita-me a focar minha viso em ti.
Venha o teu reino,
Vem reinar!
S presente, Senhor Jesus!
Tenha livre soberania em cada ngulo de minha vida.
Seja feita a tua vontade,
Revela-me o teu corao, Pai querido.
Mostra-me a minha parte em tua paixo.
Orienta-me nas seguintes decises...
Assim na terra como no cu.
Obrigado por silenciares o cu para ouvir minha orao.
Em meu corao esto aqueles a quem amas.
Oro por...
O po nosso de cada dia d-nos hoje.
Aceito a tua poro para a minha vida hoje.
Entrego-te as seguintes preocupaes,
Concernentes ao meu bem-estar...
Perdoa-nos as nossas dvidas,
Agradeo-te pelo telhado da graa sobre a minha cabea,
Construdo com o lenho e os pregos do Calvrio.
No h nada que eu possa fazer para merecer-te a 
misericrdia, ou acrescent-la.
Confesso-te os meus pecados...
Assim como ns perdoamos aos nossos devedores;
Trata-me, Pai, assim como trato aos outros.
Tenha misericrdia dos seguintes amigos que me tm 
magoado...
No nos induzas  tentao,
Deixa minha pequena mo ser engolfada na tua.
Segura-me para que eu no caia.
Peo-te fora especial com respeito a ...
Pai nosso... d-nos... perdoa-nos... guia-nos
Repousa a tua bondade sobre toda a tua igreja.
Oro especialmente pelos pastores prximos
E pelos missionrios distantes.
Teu  no meu   o reino, Deixo meus planos aos teus 
ps.
Teu  no meu   o poder, Venho a ti em busca de 
foras.
Tua  no minha   a glria, Dou-te todo o crdito.
Para sempre. Amm.
Teu  no meu   o poder.
Amm.

Guia de Estudo
Por Steve Halliday
1. Um lar para o seu corao
VAMOS REFLETIR
1.        Deus pode ser a sua habitao.
A. De que modo Deus pode ser a habitao de algum?
B. Deus  a sua habitao? Explique.

2.        Voc pode passar dias sem pensar em Deus, porm 
Ele no passa um s momento sem pensar em voc.
A.        Com que freqncia voc pensa em Deus? O que o
impede de pensar nEle? Como voc supera estes 
obstculos?
B.        Voc acredita que Deus nunca pra de pensar em 
voc? Explique.

3.        Voc est a um passo da casa de Deus. Onde quer 
que 
voc esteja. Qual quer que seja o momento.
A.        O que Max quer dizer com "andando dentro da casa 
de Deus"?
B.        Esta imagem da Grande Casa de Deus ajuda voc a 
compreender e utilizar a Orao do Senhor? Por qu?

4.        Cristo providenciou-nos mais que um modelo de 
orao; 
providenciou-nos um modelo de vida. Estas palavras fazem 
mais do que ensinar-nos o que dizer a Deus; ensinam-nos 
como existir com Ele.
A.        De que modo a Orao do Senhor  um modelo de 
vida?
B.        De que maneira a Orao do Senhor nos diz como 
existir com Deus?
Que parte da Orao do Senhor fala mais 
poderosamente com voc?

VAMOS ESTUDAR
1.        Leia a Orao do Senhor em Mateus 6.9-13.
A.        Que parte desta orao mais o encoraja? Por qu?
B.        Que parte mais o condena? Por qu?
C.        H alguma parte que voc no compreende? Se 
assim for, qual  ela? (Ento, depois, leia 
especialmente o comentrio de Max sobre esta parte, no 
livro).
D.        Se voc fosse associar as partes de uma casa a cada 
parte desta orao, como o faria?

2.        Leia Atos 17.24-28.
A.        Que imagem de Deus esta passagem retrata? Como 
esta imagem se ajusta ao seu conceito de orao? 
Explique.
B.        Observe o verso 28. Como o conceito mencionado a 
se ajusta com a imagem que Max faz da Grande Casa 
de Deus?
3.        Leia Salmos 90.1,2.
A.        O que se destaca nestes versculos?
B.        Que espcie de pedido Moiss faz a Deus no restante 
do Salmo? (Veja especialmente os versculos de 12 a 
17).

4.        Leia 1 Tessalonicenses 5.17,18; Romanos 12.12; 
Efsios 6.18-20; Hebreus 13.15,18,19. Colossenses 4.2-4; 
Filipenses 4.6,7.
A.         O que voc aprendeu sobre orao em cada um dos 
versos acima?

Como o modelo de orao apontado na Orao do Senhor 
relaciona-se s passagens acima?
VAMOS ORAR
Esta semana, leia a Orao do Senhor em Mateus 6.9-13, ao 
menos um vez ao dia. Leia-a meditando, deixando-se impregnar 
por suas ricas verdades. E ento tire um tempo para orar acerca de 
cada rea de sua vida, baseando-se neste modelo de orao.
Sente-se com um papel e uma caneta, e escreva, 
separadamente, cada frase da orao do Senhor. Divida a orao 
em unidades que faam sentido para voc  "Pai nosso", por 
exemplo, ou "santificado seja o teu nome"  e escreva um 
pargrafo sobre o significado desta unidade para voc. E ento tire 
um momento para fazer a Orao do Senhor, considerando 
especialmente o que voc escreveu sobre suas vrias partes.
2. Quando seu corao necessita de um Pai
VAMOS REFLETIR
1.        Voc pode estar disposto a deixar de ser filho de 
Deus. 
Porm Deus no est disposto a deixar de ser seu Pai.
A.        Voc j esteve disposto a deixar de ser filho de Deus? 
Em caso afirmativo, explique. O que levaria algum a 
querer deixar de ser filho de Deus?
B.        Como sabemos que Deus no est disposto a deixar 
de ser nosso Pai? Como voc tentaria explicar este 
fato a algum que considera isto bom demais para ser 
verdade?

2.        "Pai nosso" lembra-nos que somos bem-vindos  casa 
de 
Deus, porque fomos adotados pelo dono.
A.        Voc se sente bem recebido na casa de Deus? Por 
qu?
B.        O que h de importante em tornar-se membro da 
famlia de Deus mediante a adoo? Por que a Bblia 
usa o termo "adotado"?

3.        Deus o adotou simplesmente porque quis. Foi um 
gesto de 
sua  boa vontade e favor.
A.        Por que voc acha que Deus quereria adotar algum 
de 
ns?
B.        De que modo todos ns (inclusive voc) acreditamos 
"na boa vontade e no favor" de Deus? Porque Max acredita 
nisto? Voc acredita? Explique.

4.        Nosso Deus no  um Pai s nos bons momentos. Ele 
no 
entra nessa de "ame-o e deixe-o engordar". Posso contar 
com Ele em meus apuros,  no importa qual seja o meu 
desempenho. Voc tambm pode.
A.        Por que  importante saber que Deus nunca nos 
deixa? De que modo somos afetados por este conhecimento?
Voc sempre sente que Deus est com voc em todos os 
seus apuros? Estes sentimentos so verdadeiros? Como  voc lida 
com eles?

VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a expresso "Pai nosso".
A.        O que ela lhe comunica? Como ela faz voc se sentir? 
Que imagem ela lhe traz  mente?
B.        De que modo Deus  como um pai?

2.        Leia Lucas 15.11-32.
A.        Que imagem de pai  apresentada nesta histria? Por 
que voc acha que Jesus pintaria tal quadro?
B.        Com que personalidade da histria voc mais se 
identificou? Por qu?
C.        Por que o verso vinte  um bom retrato de nosso Pai 
celeste? Como esta imagem mantida em nossa mente 
pode nos ajudar em nossa vida de orao?

3.        Leia Romanos 8.15-17; Gaiatas 4.4-7; Efsios 1.3-8.
A.        De acordo com estas passagens, como algum se 
torna filho de Deus?
B.        Que direitos e privilgios so garantidos aos filhos de 
Deus, de acordo com os versculos acima?
C.        Como voc acha que o conhecimento destes fatos 
afetam nossa vida de orao? Ele influencia o seu modo de orar? 
Por qu?
VAMOS ORAR
Passe ao menos cinco minutos com Deus, falando-lhe 
exclusivamente do que significa para voc ser chamado filho dEle.
No Novo Testamento, Deus  chamado de Pai mais de 200 
vezes. Pegue uma concordncia, e encontre algumas delas. 
Escolha dez dessas passagens, e ore baseado nelas, falando com 
Deus de suas caractersticas paternais, descritas em cada versculo 
que voc escolheu.

3. Onde a confiana comea
VAMOS REFLETIR
1.        Deus  a fundao de sua prpria casa.
A.        O que significa a afirmativa acima?
B.        Quo estvel seria a casa, se Deus no fosse a sua 
fundao? Explique.
C.        O que aconteceria se a casa de Deus fosse construda 
sobre a fundao da fora humana?

2.        A pergunta-chave na vida no  "Quo forte sou eu?" 
mas sim "Quo forte  Deus?"
A.        Por que esta  a pergunta-chave na vida?
B.        Por que  to fcil inverter a declarao acima? Voc 
costuma  faz-lo? Se assim , o que acontece quando o faz?
C.        Esta pergunta-chave depende de seu relacionamento 
com Deus. Explique por que isto  assim, e descreva como voc 
entra em relacionamento com Ele. Como voc descreve este 
relacionamento?

3.        Meditar nos nomes de Deus faz voc lembrar-se de 
seu carter. Pegue estes nomes e enterre-os em seu corao.
A.        Max Lucado alista alguns dos nomes de Deus. Qual 
deles tem maior significado para voc? Por qu?
B.        Por que "enterrar" os nomes de Deus no corao? O 
que isto significa? Por que  importante? Voc o tem feito? 
Explique.
VAMOS ESTUDAR
1.         Considere a frase "Deus ".
A.        O que significa para voc saber que Deus ""?
B.        Como voc se sentiria se Deus "no fosse"?
C.        Como Deus lhe mostra, pessoalmente, que Ele ""?

2.        Leia Isaas 6.1-4 e Apocalipse 4.6-11.
A.        Que atributo de Deus est em destaque em ambas as 
passagens? Descreva-o com suas prprias palavras.
B.        Conforme descrito nessas passagens, como esses 
seres que cercam Deus reagem a Ele? Por que reagem assim?
C.        Por que  importante ter isto em mente ao dirigir-nos, 
em orao, ao nosso Pai Celeste?

3.        Considere as seguintes passagens bblicas. Elas 
apresentam vrios nomes de Deus. Como cada um deles  
importante. Em que circunstncias da vida cada um deles  
especialmente apelado?
A.        Gnesis 1.1, Elohim (Deus o Criador).
B.        Gnesis 48.15, Jeov Raah (Afetuoso Pastor).
C.        Gnesis 22.7,8, Jeov Jir (O Senhor que Prove).
D.        Juizes 6. 24, Jeov Shalom (O Senhor  Paz).
E.        xodos 15.26, Jeov Rafa (O Senhor que te Cura).
F.        xodos 17.8-16, Jeov-Nissi (O Senhor minha  
Bandeira).
VAMOS ORAR
Tire alguns minutos para confessar a Deus suas fraquezas. 
Seja especfico. Confesse, por exemplo, sua pacincia curta, seu 
orgulho, seu apego mais s coisas que s pessoas. Ento tire um 
tempo duas vezes maior para louvar a Deus por sua fora e 
fidelidade para com voc. Agradea-o por limp-lo atravs do 
sangue de seu Filho, e por adot-lo em sua famlia.
Escolha um dos nomes de Deus alistados acima, e medite 
nele um dia inteiro. Escreva o versculo apropriado num carto, e 
reporte-se a ele freqentemente ao longo do dia. Ento, antes de 
deitar-se  noite, louve a Deus por mostrar-lhe esse aspecto dEle, e 
agradea-o por atuar de acordo com o seu nome.
4. Uma afeio celestial
VAMOS REFLETIR
1.        Deus vive num domnio diferente. Ele ocupa outra 
dimenso.
A.        De que modo Deus vive num domnio e numa 
dimenso diferentes dos nossos?
B.        Se Deus no vive conosco, como Ele pode ajudar-
nos?

2.        Voc quer saber quem  Deus? Veja o que Ele tem 
feito.
A.        Voc quer saber quem  Deus? Por qu? Que 
diferena isto faz?
B.        Como o fato de olhar o que Deus tem feito nos mostra 
quem Ele ?

3.        Passe algum tempo andando pelo workshop dos cus, 
vendo o que Deus tem feito, e sinta como suas oraes sero 
energizadas.
A.        Por que Max acha que h uma conexo entre fitar as 
estrelas e a fora de nossa vida de orao? Esta conexo est 
presente em sua vida? Explique.
B.        Quando foi a ltima vez que voc passou alguns 
minutos apenas contemplando o Cu? Poderia faz-lo esta noite?

4.        Da prxima vez que a aurora prender-lhe a 
respirao, ou um prado em flores deix-lo mudo, lembre-se desse 
detalhe. No diga coisa alguma, e oua como o Cu cochicha: 
"Voc gostou? Fiz isto para voc".
A.        Por que, muitas vezes, o silncio  a reao mais 
apropriada ao sentimento de admirao?
B.        Voc acha que Deus teria feito o mundo to belo, se 
voc fosse a nica pessoa no planeta? Explique.
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "Pai nosso que ests nos cus".
A.        O fato de Deus estar no Cu o torna distante de voc? 
Explique.
B.        Que benefcios existem em ter um Deus "no Cu"?

2.        Leia 1 Corntios 1.25.
A.        Que comparao  feita neste verso? O que ele 
pretende comunicar?
B.        Por que este versculo deveria dar-nos maior 
confiana na orao?

3.        Leia Isaas 55.8,9.
A.        Que comparao  feita neste versculo? O que ele 
pretende comunicar?
B.        Por que este versculo deveria dar-nos maior 
confiana na orao?
C.        Como este verso pode ajudar-nos a explicar alguns de 
nossos desapontamentos na orao?

4.        Leia o Salmo 19.1-6.
A.        De acordo com esta passagem, como o Universo nos 
ensina sobre Deus?
5.        O que Davi aprendeu sobre Deus, observando o 
Universo? Voc acha que tal conhecimento ajudou ou estorvou sua 
vida de orao? Explique.
VAMOS ORAR
1.        Na prxima noite clara, tire meia hora sem fazer nada, 
e fique deitado no cho, apenas fitando o cu. O que voc v? 
Tente contar as estrelas. Depois de desfrutar da glria dos cus, 
gaste igual quantia de tempo louvando a Deus pelo que voc viu. 
Louve-o por seu poder, sabedoria, graa e amor. Agradea-o por 
voc ter olhos para ver-lhe a criao, e uma mente para 
compreender algo dela. Tenha bons momentos celebrando ao Deus 
Todo-poderoso!

2.        Tire alguns minutos para ler Apocalipse 21; 22.6. 
Lembre-se de que o lugar descrito nesta passagem  a casa de 
Deus, e um mero reflexo de sua majestade e grandeza. Ento 
louve-o por criar um lugar to aprazvel, onde passaremos com Ele 
a eternidade. Ore durante esta leitura, agradecendo-o por sua 
bondade em providenciar-nos um lar eterno e to maravilhoso.
5. Onde o homem fecha a boca
VAMOS REFLETIR
1.        H ocasies em que o falar profana o momento. O 
silncio representa o mais elevado respeito. A palavra para tais 
ocasies  reverencia. A orao para estes momentos  
"Santificado seja o teu nome".
A.        Qual o significado de "reverncia" para voc? Por que 
ela est associada ao silncio?
B.        Como algum "santifica" o nome de Deus? De um 
ponto de vista antagnico, como algum o profana? Nesta ltima 
semana, voc tem feito mais uma coisa que a outra? Explique.

2.        Disse Deus a J: "To logo voc seja capaz de lidar 
com assuntos to simples como a quantidade das estrelas, e o 
estiramento do pescoo da avestruz, teremos uma conversa sobre 
dor e sofrimento. Mas at ento, podemos passar sem os seus 
comentrios".
A.        Se voc estivesse no lugar de J, acha que teria 
reagido igual a ele? Por qu?
B.        Em circunstncias difceis, voc sempre exige 
respostas de Deus? Se Ele fosse responder suas indagaes, o que 
acha que Ele lhe diria?

3.        Quando voc firma a vista em Deus, est focalizando 
algum "um cor te acima" daquilo que quaisquer tempestades na 
vida possam trazer.
A.        Como voc pode firmar a vista em Deus? O que isto 
acarreta?
B.        Como a atitude de firmar a vista em Deus pode nos 
ajudar em meio s tempestades da vida? Voc tem algum exemplo 
pessoal disso? Se tem, descreva-o.
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase: "Santificado seja o teu nome".
A.        Como uma pessoa pode "santificar" algo?
B.        Como o termo "santificar" relaciona-se ao termo 
"santo"?

2.        Leia J 38.3-18.
A.        Qual o ponto principal nas perguntas de Deus? Que 
lio Ele queria que J aprendesse?
B.        Se voc estivesse no lugar de J,  esta altura da 
histria, como acha que teria reagido? Por qu?
C.        O que voc aprendeu sobre Deus nesta passagem?

3.        Leia J 40.4,5; 42.1-6.
A.        Como J reagiu  conversa de Deus? Foi uma reao 
apropriada? Por qu?
B.        O que J finalmente aprendeu sobre Deus? Como isto 
mudou-lhe a atitude para com aquela circunstncia?
C.        Em todo o discurso de Deus, Ele respondeu s 
perguntas de J?

4.        Leia o Salmo 46.10.
A.        Que ordem nos  dada neste versculo? Qual a razo 
para ela?
B.        Para voc, tal ordem  fcil de obedecer? Por qu?
VAMOS ORAR
Faa um passeio longo e demorado por um lugar onde voc 
possa estar a ss com Deus, e desfrutar da obra de suas mos. 
Esteja em silncio, enquanto se maravilha com o seu trabalho 
manual e a sua criatividade. Observe tudo o que puder  sua volta 
 cores, cheiros, formas, a imensidade e a pequenez de sua 
criao. Ao final de sua caminhada, quebre o silncio e agradea a 
Deus pela beleza da criao, e por lhe haver dado a capacidade de 
desfrutar de tudo. Fale com Deus reverente e amavelmente, e evite 
pedir-lhe qualquer coisa nesta orao.
Devagar e cuidadosamente, leia os captulos 38 a 41 de J. 
Tente imaginar, tanto quanto puder, os mistrios descritos de Deus. 
Depois tente colocar-se em lugar de J, e responda: Como voc se 
sentiria se Deus tivesse de lhe passar tal mensagem to carregada 
de poder? Despenda algum tempo a ss com Deus, em silncio, 
aquecendo-se em sua irresistvel majestade e esplendor.

6. Tocando o corao do Rei
VAMOS REFLETIR
1.        Quando voc diz "Venha o teu reino", est convidando 
o prprio Messias a entrar em seu mundo... Este no  um pedido 
dbil;  um audacioso apelo para Deus ocupar cada ngulo em sua 
vida.
A.        Voc tem convidado o Messias a entrar em seu 
mundo? Se assim , de que modo? Se no, por qu?
B.        Neste momento, Deus est ocupando cada ngulo em 
sua vida? Explique. Se no, voc gostaria que Ele o fizesse? 
Explique.

2.        Para Ham, o massacre  questo de convenincia; 
para Satans, de sobrevivncia. Ele far o possvel para impedir a 
presena de Jesus no mundo.
A.        Por que o extermnio dos judeus era para Satans 
uma questo de sobrevivncia? Por que ele tinha tal interesse?
B.        Como voc acha que Satans tenta impedir a 
presena de Jesus no mundo, hoje? Como ele procura fazer isso 
em sua prpria vida?

3.        Quando oramos para que venha o reino de Deus, ele 
vem! Todas as hostes celestes acorrem em nosso auxlio.
A.        Se o reino de Deus viesse para o seu local de 
trabalho, o que aconteceria?
B.        De que modo as hostes celestes acorrem em nosso 
auxlio, quando oramos para que venha o reino de Deus? Voc tem 
orado para que venha o reino, e no tem visto tal coisa acontecer? 
Explique. O que
podemos concluir disso?
VAMOS ESTUDAR
1. Considere a frase "Venha o teu reino".
A.        Quando voc pensa na vinda do reino de Deus, o que 
lhe vem  mente?
B.        Por que voc acha que devemos orar pela vinda do 
reino de Deus?

2.        Leia Ester 3 a 9.
A.        Qual foi a calamidade enfrentada pelo povo de Deus? 
Quem a engendrou?
B.        Como Deus atuou nesta terrvel circunstncia, 
removendo-a de sobre eles? Como fez com que o mal se tornasse 
em bem?
C.        Que participao teve Ester neste drama? Qual a 
participao de Mardoqueu? Qual foi o papel do rei? Do ponto de 
vista do texto, quem era o personagem principal?
D.        Escolha um verso-chave para cada um desses sete 
captulos. Por que voc acha que os versculos que escolheu so 
significativos? O que eles lhe ensinaram?
E.        Note que Ester  o nico livro da Bblia a no 
mencionar o nome de Deus. Voc pode v-lo neste livro, mesmo 
assim? Explique.

3.        Leia Hebreus 4.14-16.
A.        Que ttulo Jesus d a esta passagem? O que este 
ttulo nos diz sobre o trabalho de Jesus em nosso favor?
B.        Que razes esta passagem nos d para confiarmos 
que Jesus pode e ir ajudar-nos? (Veja especialmente o v.15).
C.        Que concluso se pode tirar no verso 16, baseada no 
que  dito nos versculos 14 e 15? Voc leva vantagem nisso? Por 
qu?

4.        Leia Hebreus 12.28,29.
A.        Que espcie de reino estamos para receber? Que 
importncia tem isto?
B.        Qual deve ser a nossa resposta a esta promessa?
C.        Como Deus  descrito nestes versculos? Voc 
costuma  pensar nele desse modo? Explique.
VAMOS ORAR
Pegue uma concordncia, e procure a palavra "reino" no 
Evangelho de Mateus (h mais de 50 referncias). Ento pegue sua 
Bblia, e leia cada um desses versos, tentando ter um vislumbre do 
reino de Deus. Enquanto l, pare sempre a fim de orar sobre o que 
voc est aprendendo. Lembre-se, voc est orando ao Rei dos 
reis!
Despenda algum tempo pedindo a Deus para ocupar cada 
ngulo da sua vida. Que "ngulos" voc ainda pode estar lhe 
negando? Finanas? Relacionamentos? Trabalho? Escola? 
Recreao? Seja honesto consigo mesmo, tanto quanto possvel, e 
faa um inventrio de sua vida. Ento convide o Rei a tomar o 
controle de cada rea.
7. Como Deus revela sua vontade
VAMOS REFLETIR
1.        Deus tem um plano, e este plano  bom. Nossa 
pergunta : Como fao para acess-lo?
A.        Voc acredita que Deus tem um plano para voc? Por 
qu?
B.        Como voc acessa o plano de Deus para a sua vida?

2.        Orar "Seja feita a tua vontade"  buscar o corao de 
Deus.
A.        Por que tal orao indica a busca do corao de 
Deus? Como esta orao pode mudar-nos?
B.        Se voc tivesse de descrever o corao de Deus a um 
no cristo, o que lhe diria?

3.        A vontade geral de Deus prov-nos diretrizes que 
ajudam a entender sua vontade especfica para nossas vidas 
individualmente.
A.        O que Max quer dizer com "vontade geral" de Deus? E 
com "vontade especfica"?
B.        Como a vontade geral de Deus nos ajuda a descobrir 
sua vontade especfica? Como se relacionam ambas as 
"vontades"? Voc acha que a vontade especfica de Deus contradiz 
ou ignora a sua vontade geral? Explique.

4.        Quer conhecer a vontade de Deus para a sua vida? 
Ento responda: "O que lhe incendeia o corao?"... O fogo do seu 
corao  a luz do seu caminho. Negligencie-o para a sua prpria 
perda.
A.        Voc deseja conhecer a vontade de Deus para a sua 
vida? Se Ele, exatamente agora, lhe dissesse especfica e 
audivelmente qual  a vontade dEle para a sua vida, voc estaria 
disposto a segui-la, no
importa o que fosse?
B.        O que lhe incendeia o corao? O que o enche de 
entusiasmo? Voc consegue enxergar a importncia de se traduzir 
a vontade de Deus para a sua vida? H alguma precauo que 
deve ser tomada quanto a isto? Se assim , qual?
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "Seja feita a tua vontade".
A.        O que voc j conhece sobre a vontade de Deus para 
a sua vida? Voc se debate com alguma parte dela? Explique.
B.         fcil ou difcil, para voc, submeter-se  vontade de 
Deus? Explique.

2.        Max alista quatro componentes que funcionam juntos 
para nos ajudar a encontrar a vontade de Deus:
Atravs do povo de Deus.
Atravs da Palavra de Deus.
Atravs de nosso andar com Deus.
Atravs do fogo de Deus.
A.        Com suas prprias palavras, explique como "funciona" 
cada um desses componentes.
B.        Qual desses componentes voc utiliza mais 
freqentemente? Qual deles voc tende a omitir? O que  preciso 
mudar a fim de que os quatro trabalhem juntos para voc encontrar 
a vontade de Deus?

3.        Leia Lucas 24.13-35.
A.        Sobre o que conversavam os dois homens, enquanto 
caminhavam para Emas? Como voc descreveria seu 
comportamento?
B.        Como Jesus aproximou-se deles? Por que voc acha 
que Ele se aproximou desse modo, e no mais diretamente?
C.        Como os homens finalmente reconheceram a Jesus? 
Existe algo significativo sobre isto? O que ?
D.        Como os homens reagiram ao encontro? De que 
modo isto  um modelo para ns?

4.        Leia Mateus 7.21; 10.29; Joo 6.40; Atos 18.21; 
Romanos 12.2; Efsios 5.17-21; 1 Tessalonicenses 4.3-8; 5.18.
A.        O que voc aprendeu sobre a vontade de Deus 
nestas passagens?
B.        Quo ansioso voc est por fazer a vontade de Deus, 
que j lhe foi revelada? Tire algum tempo para pedir-lhe que o 
ajude a cumprir-lhe a vontade, qualquer que seja ela.
VAMOS ORAR
Pegue uma concordncia e procure a palavra "vontade", 
atentando particularmente para os versculos que dizem algo sobre 
a vontade de Deus. Faa uma lista dos itens especialmente 
mencionados como sendo a vontade de Deus para todos os seus 
filhos. A seguir passe algum tempo orando sobre esta lista, 
agradecendo a Deus por ajud-lo a cumprir sua vontade naquelas 
reas em que voc est indo bem, e pedindo-lhe foras para 
aquelas reas nas quais voc tem se debatido. 2. Muitas vezes no 
sabemos qual  exatamente a vontade de Deus para ns; devemos 
seguir o exemplo do Senhor no Jardim do Getsmani, 
apresentando a Deus nossos pedidos, e ento concluindo nossa 
orao com "Todavia, no se faa a minha vontade, mas a tua". Se 
h alguma questo em sua vida, que se ajusta a este modelo, ore a 
respeito agora mesmo.
8. Porque algum orou
VAMOS REFLETIR
1.        O poder de Deus foi acionado pela orao. Jesus 
olhou para a real garganta da caverna da morte, e chamou Lzaro 
de volta  vida... tudo porque algum orou.
A.        Por que voc acha que a orao geralmente "dispara" 
o poder de Deus? Por que existe tal conexo?
B.        O que voc acha que poderia ter acontecido no caso 
de Lzaro, se algum no tivesse contado a Jesus sobre as 
condies de seu amigo?

2.        O poder da orao no depende de quem a faz, mas 
de quem a ouve.
A.        Voc acha que Max est certo sobre a declarao 
acima? Por qu?
B.        O carter da pessoa que ora tem influncia sobre o 
poder da orao? Explique.

3.        Algum clama, e a esquadra do Cu aparece. Suas 
oraes na Terra ativam o poder de Deus no Cu, e a vontade de 
Deus  feita  "tanto na terra como no cu".
A.        Como seria a sua vizinhana, se a vontade de Deus 
fosse feita a, como  feita no Cu? E o seu lar? Como voc 
contribui para que  isto acontea?
B.        Se  verdade que "algum clama, e a esquadra do 
cu aparece", por que a Bblia nos instrui, muitas vezes, a "orar 
sem cessar"?

4.        Voc  o algum do reino de Deus. Voc tem acesso  
fornalha de Deus. Suas oraes levam Deus a mudar o mundo.
A.        Com que freqncia voc tira vantagem de seu 
acesso  fornalha de Deus? Voc est satisfeito com isto? Em caso 
negativo, o que pode ria mudar isto?
B.        Tire um tempinho para examinar algumas de suas 
oraes que ajudaram a "mudar o mundo" ao menos em seu 
pequeno canto do planeta.
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "tanto na terra como no cu".
A.        Como a vontade de Deus ser feita no Cu? De m 
vontade? Relutantemente? Queixosamente? Como os anjos fazem 
a vontade de Deus?
B.        Como voc geralmente faz a vontade de Deus na 
Terra? Poderia se dizer que voc a faz do mesmo modo que  feita 
no Cu? Explique.

2.        Leia Joo 11.1-44.
A.        Relate a histria com suas prprias palavras.
B.        Qual a resposta de Jesus, ao ouvir sobre a doena de 
Lzaro?  o que voc teria esperado? Foi o que os discpulos 
esperavam? Explique.
C.        Que disseram Marta e Maria a Jesus, quando Ele 
finalmente veio  cidade delas? Como Jesus respondeu s irms?
D.        Por que voc acha que Jesus esperou para efetuar o 
milagre? (Veja especialmente os vv. 15,40,42).
E.        O que esta passagem lhe ensinou a respeito da 
vontade de Deus?

3.        Leia Apocalipse 8.1-5.
A.        Descreva o que acontece nesta passagem.
B.        Alguma razo para o silncio do Cu, nesta 
passagem? Em caso afirmativo, qual?
C.        O que voc aprendeu sobre orao, neste texto?
VAMOS ORAR
Pegue uma concordncia e procure a palavra "ouvir" no livro 
de Salmos. Note com que freqncia os salmistas declaram que 
Deus lhes ouve as oraes, e como estes lhe rogam que os oua. 
Usando suas oraes como modelo, agradea a Deus por ouvi-lo, e 
apresente-lhe algum pedido que voc tenha a fazer.
Avalie as reas de sua vida, sobre as quais voc exerce 
substancial controle. Se a vontade de Deus no est sendo feita em 
qualquer dessas reas, como seria feita no Cu, pea a Deus que o 
ajude a corrigir o problema. Se essas reas esto indo bem, 
agradea a Deus por capacit-lo a fazer-lhe a vontade.
9. A mesa farta de Deus
VAMOS REFLETIR
1.        Deus no  um guru da montanha, envolvido apenas 
com o mstico e o espiritual. A mesma mo que lhe guia a alma d-
lhe alimento ao corpo.
A.        Voc conhece algum que v Deus apenas como um 
"guru da montanha"? Se assim , como essas pessoas reagem a 
Ele? O que elas fazem? O que no fazem?
B.        Voc tende a achar que o mstico e o espiritual so 
mais importantes (ou melhores) que o alimento para o seu corpo? 
Explique. O que Deus diz a este respeito?

2.        Se voc tem seguido o modelo da orao de Cristo, 
sua preocupao tem sido mais o portento divino que o seu 
estmago. As trs primeiras peties so centradas em Deus, no 
em si prprio.
A.        O que significa estar mais preocupado com os 
portentos divinos que com o seu estmago? Como algum chega a 
este ponto?
B.        O que voc acha que Jesus estava ensinando na 
Orao do Senhor, ao centrar as trs primeiras peties em Deus, 
e no em si mesmo? Suas oraes seguem sempre este modelo? 
Caso contrrio,  por que no?

3.        Deus tem a incumbncia, por Ele prprio assinada, de 
prover por si mesmo. E at agora, voc deve admitir, Ele tem feito 
um excelente trabalho.
A.        Como Deus proveu para voc na semana passada? E 
no ltimo ms? E no ano passado? E desde que voc se tornou 
cristo?
B.        O conhecimento de que Deus prometeu prover para 
voc faz alguma diferena em seu modo de vida? Por qu?

4.        Na casa de Deus, aquele que providencia o alimento 
 o mesmo que prepara a refeio.
A.        O que Max quer dizer com a declarao acima? Que 
diferena isto faz?
B.        Como Deus lhe tem "preparado a refeio"? Descreva 
o ltimo exemplo.
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "O po nosso de cada dia d-nos 
hoje".
A.        O que voc acha que est includo na idia de po 
dirio?
B.        Por que voc acha que Deus nos diz para pedirmos 
cada dia o que precisamos?

2.        Examine as duas regras que Max cita para pedir a 
Deus pelo po dirio.
No se acanhe; pea.
Confie no cozinheiro.
A.        Voc se acanha de pedir algo para Deus? Em caso 
afirmativo, por qu?
B.        Por que  importante confiar no cozinheiro? Como 
demonstramos que s vezes no confiamos no cozinheiro?

3.        Leia Salmos 37.3-6.
A.        Que conselho  dado aqui quanto a buscar nosso po 
dirio?
B.        Que promessa nos  dada aqui?

4.        Leia Mateus 6.25-34.
A.        Que conselho  dado aqui quanto a busca de nosso 
po dirio?
B.        Que ilustraes nos so dadas para ajudar-nos a 
entender os caminhos de Deus?
C.        Que promessa nos  dada se seguirmos o caminho 
de Deus?
VAMOS ORAR
Que necessidade especial voc enfrentou hoje? Aliste suas 
necessidades mais urgentes (no seus desejos especiais, mas 
suas necessidades) e passe algum tempo sem pressa com o 
Senhor, pedindo-lhe para satisfazer as necessidades especficas 
que voc lhe trouxe. Ento agradea-o por escut-lo, e confie que 
Ele far o que prometeu.
Note que este versculo fala sobre "nossas" necessidades 
dirias. Quais so algumas das necessidades de seus amados, de 
seus colegas, e de seus conhecidos? Faa uma lista dessas 
necessidades, e ore especificamente para que Deus satisfaa cada 
uma. Deixe estas pessoas saberem que voc tem estado orando 
por elas, e pea-lhes para comunicar-lhe quando Deus satisfizer a 
necessidade pela qual voc orou.
10. Sob a graa de Deus
VAMOS REFLETIR
1.        Na casa de Deus, voc est coberto pelo telhado da 
graa.
A.        O que o termo "graa" significa para voc?
B.        Como a graa cobre voc? De que modo o telhado  
uma boa ilustrao da graa? Como ela o abrigou na semana 
passada?

2.        Se Cristo no nos tivesse coberto com a sua graa, 
cada um de ns esta ria sem fundos nessa conta. Quando se 
procurasse por bondade, teramos insuficincia de fundos. 
Santidade inadequada.
A.        J houve uma ocasio quando voc descobriu que 
no tinha fundos suficientes para cobrir suas dvidas espirituais? 
Descreva. O que o convenceu de que voc estava errado?
B.        Quo santo devemos ser para entrar na presena de 
Deus? Como podemos adquirir tal santidade?

3.        Deus assumiu a sua dvida. Voc assumiu a fortuna 
dEle. E isto no  tudo. Ele ainda pagou-lhe a pena.
A.        O que significa dizer que Deus "assumiu-lhe a 
dvida"? Como isto foi feito?
B.        O que significa dizer que voc "assumiu a fortuna de 
Deus"? Como isto foi feito?
C.        Como Deus pagou a sua penalidade?
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "Perdoa-nos as nossas dvidas".
A.        Que "dvidas" voc tem para com Deus? O que este 
termo "dvida" inclui?
B.        Voc tem pedido para Deus perdoar-lhe as dvidas? 
Em caso afirmativo, de que modo? Em caso negativo, por que no?
C.        Como Deus  capaz de perdoar-nos as nossas 
dvidas?

2.        Max desenvolve duas idias primrias neste captulo:
Temos uma dvida que no podemos pagar.
Deus paga uma dvida que Ele no fez.
A.        Qual  a dvida que no podemos pagar? Por que no 
podemos pag-la?
B.        Por que Deus pagou uma dvida que no fez? Como 
Ele a pagou?

3.        Leia Isaas 64.6 e Romanos 3.23.
A.        O que estes versculos nos falam sobre nossa dvida 
para com Deus?
B.        Qual  o resultado desta dvida?

4.        Leia Romanos 4.5; 8.33; 2 Corntios 5.19-21; Gaiatas 
3.13; 1 Pedro 3.18.
A.        De acordo com estes textos, como Deus lida com 
nossa dvida?
B.        O que estes versculos nos ensinam que  preciso 
fazer para tirar mos proveito do que Deus tem feito por ns?
VAMOS ORAR
Recorde-se do que Cristo passou para prover-nos redeno, 
lendo a histria de sua Paixo e morte (Mt 26.36-28.15; Mc 14.32-
16.8; Lc 22.39-24.12; Jo 18.1-20.9). Tire algum tempo para 
agradec-lo por sua graa, recordando especialmente como Ele o 
salvou da penalidade de seus pecados.
Ore por seus conhecidos que ainda no conhecem a Cristo, 
para que eles tambm venham a desfrutar da alegria do perdo de 
Deus. Nomeie especificamente estas pessoas, e pea que Deus 
abra uma porta para que seus filhos  talvez voc?  partilhem 
eficazmente o Evangelho com esses que ainda no o conhecem.

11. Graa recebida, graa dada
VAMOS REFLETIR
1.        Lidar com dvidas est no mago de sua ventura. E 
est tambm no centro da orao do Senhor.
A.        Por que lidar com dvidas est no mago da ventura 
de uma pessoa?
B.        Por que Max diz que a dvida est no centro da 
orao do Senhor?
C.        Como voc normalmente lida com as suas "dvidas"?

2.        Confisses no criam um relacionamento com Deus; 
simplesmente o nutrem.
A.        Por que as confisses no criam um relacionamento 
com Deus? Se no cria tal relacionamento, o que faz ento?
B.        Pode a confisso nutrir um relacionamento com 
Deus? Isto  fcil ou difcil para voc fazer? Explique.

3.        Em qualquer comunidade crist existem dois grupos: 
aqueles que so contagiantes em sua alegria, e aqueles que so 
excntricos em sua f.
A.        Descreva algum que voc conhece, que  
contagiante em sua alegria.
B.        Descreva algum que voc conhece (sem nome-lo!) 
que  excntrico em sua f.
C.        Que tipo de cristo voc se considera? Os outros 
concordariam?

4.        Quer desfrutar da generosidade de Deus? Ento 
deixe que os outros desfrutem da sua.
A.        Como voc pode deixar que os outros desfrutem de 
sua generosidade nesta semana?
B.        Se algum fosse julgar a generosidade de Deus, 
observando a sua, o que esta pessoa pensaria?
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "Perdoa-nos as nossas dvidas 
assim como ns per doamos aos nossos devedores".
A.        Por que voc acha que esta frase preocupa algumas 
pessoas? Ela o preocupa tambm? Em caso afirmativo, por qu?
B.        Quem so os seus devedores? Voc os tem 
perdoado? Explique.

2.        Max fala sobre "o alto preo da desforra". O que os 
textos abaixo nos falam deste alto preo?
A.        Mateus 18.21-35.
B.        Mateus 6.14,15.
C.        Gaiatas 5.14,15.
3.        Leia Lucas 6.37,38.
A.        O que estes textos nos mandam evitar?
B.        O que eles nos mandam fazer?
C.        Qual o resultado de nossa obedincia? Qual o 
resultado de nossa desobedincia?
VAMOS ORAR
H algum em sua vida a quem voc tem dificuldade em 
perdoar? Se assim , admita isto perante o Senhor. Conte-lhe 
sobre os seus sentimentos, sem tentar justificar por que voc se 
sente assim. Pea-lhe para dar-lhe a sua fora, a fim de que voc 
faa aquilo que acredita ser a vontade dEle: perdoar a tal pessoa. 
Confesse que isto no  algo que voc seja capaz de fazer pela 
prpria fora, e que talvez voc nem se esforce para desejar 
perdoar a pessoa que o feriu. Entregue isto ao Senhor e permita 
que Ele traga voc ao lugar onde voc precisa estar.
H algum em sua vida, que pode estar tendo dificuldade em 
perdo-lo por algo que voc tenha feito? Se assim , pea ao 
Senhor para ajud-lo a pedir perdo a esta pessoa, no importa 
quo duro isto possa ser. Depois de pedir fora e direo a Deus, 
aproxime-se desta pessoa e tente resolver seus problemas. Lute 
pela paz.
12. Aprendendo a viver juntos
VAMOS REFLETIR
1.        No oramos ao meu Pai, ou pedimos pelo meu po 
dirio, ou para Deus perdoar os meus pecados. Na casa de Deus 
falamos a linguagem da pluralidade: "nosso Pai", "nosso po de cada 
dia", "nossas dvidas", "nossos devedores", "no nos induzas  
tentao" e "livra-nos".
A.        Por que voc acha que Jesus enfatizou a "pluralidade" 
em sua orao?
B.        Faa um inventrio da sua vida de orao. Voc diria 
que ela  mais caracterizada por "me" ou "nos"? Explique.

2.        Todos precisamos de um Pai... somos todos mendigos 
carentes de po...  somos pecadores carentes de graa.
A.        O que voc mais necessita de seu Pai? Por qu?
B.        Que espcie de "po" voc mais necessita hoje? 
Explique.
C.        Que forma de graa voc mais precisa, exatamente 
agora? Por que no pedir a Deus para supri-la neste exato 
momento?

3.        Na casa de Deus, ocasionalmente encontramo-nos 
perto de pessoas de quem no gostamos.
A.        Com que tipo de pessoa voc acha mais difcil 
relacionar-se? Por qu? Como voc lida com essa gente?
B.        Descreva uma circunstncia em que voc pediu a 
Deus que o ajudasse a se dar bem com algum de quem voc no 
gostava. O que
aconteceu?
VAMOS ESTUDAR
1. Considere o termo "nosso".
A.        Por que voc acha que Jesus nos ensinou a orar 
usando o plural, e no o singular?
B.        Voc tem o hbito de orar pelos outros tanto quanto 
por voc, ou isto  algo com que tem de lutar? Explique.

2.        Max diz que todos precisamos ao menos de trs 
coisas:
Somos filhos carentes de um pai.
Somos mendigos carentes de po.
Somos pecadores carentes de graa.
A.        De que modo Deus se lhe tem revelado como um 
Pai?
B.        De que modo voc se identifica com um mendigo 
carente de po?
C.        Como voc demonstra ser um pecador carente de 
graa?

3.        Leia Romanos 12.14-21.
A.        Que instrues este texto nos d para vivermos com 
os outros?
B.        Qual  para voc, nesta passagem, a coisa mais difcil 
de se fazer?  Por qu?

4.        Leia Romanos 14.10-13.
A.        Que regras gerais nos d Paulo aqui, para vivermos 
com outros crentes? Qual a razo destas regras?
B.        Que motivaes nos d Paulo, no verso 11, para 
obedecermos s suas instrues? Isto  algo sobre o qual voc 
pensa com freqncia? Deveria ser? Explique.
VAMOS ORAR
Rena-se numa noite com alguns amigos cristos e unam-se 
em orao por uma hora. Faam o acordo de cada um de vocs 
orar pelo outro, mas sem orar por si mesmo.
Passe algum tempo a ss, orando pelos membros e pastores 
de sua igreja. Ore por direo, proteo, fora, para que o Esprito 
de Deus os guie em todo o seu amor, verdade e servio. Tente no 
orar muito por si mesmo, mas concentre-se na pessoa que est 
crescendo em Cristo, com voc, na sua igreja.
13. Satans, servo de Deus
VAMOS REFLETIR
1.        Toda vez que Satans tenta investir para o mal, 
marca um ponto para o bem. Quando ele conspira contra o Reino, 
sempre o favorece.
A.        D alguns exemplos bblicos que ilustrem a 
declarao acima.
B.        Descreva alguns incidentes de sua prpria vida que 
demonstrem a verdade da declarao acima.

2.        Satans pode emproar-se e pavonear-se, mas  Deus 
quem dirige os tiros.
A.        Como Satans se "emproa e pavoneia"? Como ele faz 
isto em sua prpria vida?
B.        O quo importante  saber que Deus "dirige os tiros"? 
Que diferena isto faz em nosso modo de viver?

3.        Todos os anjos, incluindo Satans, so inferiores a 
Deus. E, isto pode surpreender voc: Satans ainda  um servo de 
Deus.
A.        Por que  importante saber que os anjos so 
inferiores a Deus? O que aconteceria se no o fossem?
B.        De que modo Satans  um servo de Deus?

4.        Os muros que circundam a grande Casa de Deus  
Satans no pode escal-los nem penetr-los. Ele no tem 
absolutamente poder, exceto o poder que Deus lhe permite.
A.        O que so os "muros" que circundam a grande Casa 
de Deus? De que eles so feitos?
B.        Por que voc acha que Deus permite algum poder a 
Satans?
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "e no nos induzas  tentao, mas 
livra-nos do mal". A. Por que devemos orar para que Deus no nos 
induza  tentao?
Existe realmente algum perigo nisso? Se no, qual o 
propsito desta parte da orao do Senhor? B. De que modo Deus 
o tem livrado do mal?

2.        Max afirma que Deus usa Satans de trs modos 
principais:
Para refinar o fiel.
Para acordar o dormente.
Para ensinar a Igreja.
A.        Como Satans "refina" o fiel? Como ele tem sido 
usado para refinar voc?
B.        Como Satans "acorda o dormente"? Quem  o 
dormente? E, em sua prpria experincia, como ele faz isto?
C.        Satans parece um professor totalmente diferente da 
Igreja. O que significa dizer que ele pode ser usado para ensinar a 
Igreja? Que
lies a sua igreja tem aprendido com ele?

3.        Leia Isaas 14.12-15 e Ezequiel 28.12-17.
A.        O que a passagem nos ensina sobre a transformao 
de Satans em anjo das trevas?
B.        Qual foi o supremo pecado de Satans, de acordo 
com Ezequiel? De que modo este pecado ainda  uma armadilha 
para ns?

4.        Leia Joo 19.1-16.
A.        Do ponto de vista de um observador humano, quem 
parece estar no controle desta cena? Quem est realmente no 
controle? Como voc sabe?
B.        Note especialmente as palavras de Jesus no verso 
11.0 que Ele diz a Pilatos? De que modo suas palavras so 
igualmente aplicadas a alguns dos filhos adotados de Deus?
VAMOS ORAR
Quais so suas maiores tentaes na vida? Como voc lida 
com elas? Leia 1 Corntios 10.12,13. E ento pea a Deus 
sabedoria e fora para lidar de bom modo com as tentaes que lhe 
sobrevm. Pea-lhe que o ajude a lembrar-se de que, 
freqentemente, a melhor estratgia  a fuga (2 Tm 2.22). Pea-lhe 
que o capacite a fazer o que Lhe trar maior glria. Agradea-o por 
sua proteo e cuidado.
Tire algum tempo para recordar as muitas vezes que Deus o 
livrou do mal, desde que voc tornou-se um cristo. Repasse-as 
quantas vezes puder, agradecendo a Deus por seu poder, e 
louvando-o por sua fora e bondade. Ento pea-lhe que continue a 
livr-lo das tentaes e julgamentos que voc, inevitavelmente, 
enfrentar.
14. Confiando no poder de Deus
VAMOS REFLETIR
1.        A capela  o nico compartimento da casa de Deus 
duas vezes visitado por ns...  duplamente melhor pensar em 
Deus do que em qualquer outra coisa. Deus quer que comecemos e 
terminemos nossa orao pensando nEle.
A.        Por que Deus desejaria que visitssemos a capela, e 
no outro cmodo, duas vezes? O que h de to especial sobre a 
capela?
B.        Voc geralmente comea e termina suas oraes 
pensando em Deus? Se no, por que no muda sua prtica? E por 
que deveria faz-lo?

2.        Quanto mais nossos olhos se fixam em sua Majestade, 
maior  a vivacidade de nossos ps. Deixe, porm, os olhos 
focalizarem a lama sob ns, e resmungaremos das pedras e fendas 
que temos de atravessar.
A.        Por que h uma "vivacidade em nossos ps", quando 
fitamos sua Majestade? Por que isto nos energiza?
B.        O que significa "focalizar a lama sob ns"? Por que isto 
 to fcil de se fazer? Como podemos nos lembrar de deixar de 
olhar a "lama", e comear a fitar Deus?

3.        Voc no foi feito para dirigir um reino, nem se espera 
que voc seja todo-poderoso. E voc certamente no pode lidar 
com toda a glria.
A.        Por que s vezes agimos como se tivssemos sido 
feitos para dirigir um reino? Como se fssemos todo-poderosos?
B.        Por que no estamos preparados para lidar com toda 
a glria? Se no estamos, quem est? E o que torna Deus to 
diferente de ns?

4.        Ao confessar que Deus est no comando, voc 
admite que voc no est.
A.        Quo fcil  para voc admitir que Deus est no 
comando, e voc no? Explique.
B.        Quais so alguns modos prticos de se admitir que 
voc no est no comando, e confessar que Deus est?
VAMOS ESTUDAR
1.        Considere a frase "Teu  o reino, e o poder, e a glria. 
Amm".
A.        De que modo este  um final apropriado para a 
orao do Senhor?
B.        Como cada um dos trs termos principais  "reino", 
"poder" e "glria"  centraliza nossa ateno mais em Deus? O que 
cada um destes termos lhe comunica?

2.        Leia Colossenses 3.1-4.
A.        De acordo com esta passagem, sobre quais coisas 
devemos fixar a mente?
B.        Qual a razo para agirmos assim?
C.        Que promessa  feita no verso 4?

3.        Leia Hebreus 12.2,3.
A.        De acordo com esta passagem, onde devemos fixar 
os olhos? Por qu?
B.        De acordo com o versculo 3, o que acontece quando 
no cumpri mos esta ordem? Voc tem experimentado tais 
conseqncias? Explique.

4.        Leia 1 Corntios 2.9.
A..        De acordo com este versculo, que espcie de Deus 
servimos?
B.        Como voc reage  grandeza do amor de Deus, 
conforme expressado nesta passagem? Como isto o faz se sentir? 
Como isto faz voc agir?
VAMOS ORAR
No importa a poca do ano em que voc leia isto, pegue 
uma gravao do Messias de Handel, e toque o trecho Aleluia. 
Oua cuidadosamente as palavras, e deixe-se impregnar da msica 
poderosa. Ento passe algum tempo louvando a Deus por Ele ser 
quem , e agradecendo-o pelo que Ele lhe tem feito. Agradea-o 
por continuar a ser um poderoso e glorioso Rei em sua vida, e 
porque, um dia, seu poder, sua glria e seu reino sero vistos por 
todo o Universo.
15. Um Lar para o seu Corao
VAMOS REFLETIR
1.        Se voc pudesse pedir a Deus uma coisa, o que lhe 
pediria?
A.        Responda a pergunta acima. Por que pediria isto?
B.        O quo diferente seria a sua resposta dez anos atrs? 
Explique.

2.        Davi anela permanecer na aura, na atmosfera, 
cnscio de estar na casa de Deus, onde quer que esteja.
A.        Voc partilha o anelo de Davi? Se assim , como voc 
expressa tal anseio? Se no, por qu?
B.        Descreva o lugar mais extraordinrio em que voc j 
esteve, na casa de Deus. O que aconteceu?
3.        Dia-a-dia, estou aprendendo a viver na grande Casa 
de Deus.
A.        Voc vive hoje na casa de Deus mais do que vivia h 
cinco anos? Explique.
B.        O que h de importante na expresso "dia-a-dia"? O 
que h de importante em "Estou aprendendo"? Que relao tem 
estas duas coisas com o viver na grande Casa de Deus? De que 
modo isto deve ser um encorajamento a todos ns?
VAMOS ESTUDAR
1.        De que modo Deus  "um lar para o seu corao"? 
Como a orao do Senhor o ajuda a viver neste lar?

2.        Leia o Salmo 27.1-5.
A.        Que reivindicaes faz Davi nesta passagem?
B.        O que esta passagem lhe conta sobre o mais 
profundo desejo de Davi?
C.        O que voc pode aprender com o exemplo de Davi?

3.        Leia Joo 14.23.
A.        De acordo com este versculo, o que se requer de 
ns, para que faamos nosso "lar" com Deus?
B.        Que promessa nos  dada aqui? Voc tem tirado 
proveito desta promessa? Explique.

4.        Leia Atos 17.28.
A.        O que este versculo nos fala quanto a ter um 
relacionamento com Deus? Voc tem esta espcie de 
relacionamento? Descreva-o.
B.        O que significa "viver em Deus"? O que significa 
"mover-se" em Deus? O que significa "existir" em Deus? E o que 
significa ser "gerao" de Deus?
C.        Como este versculo sumaria os principais pontos de A 
Grande Casa de Deus?
VAMOS ORAR
Leia a Orao do Senhor mais uma vez (Mateus 6.9-13). 
Enquanto l, medite nos vrios "aposentos" existentes nela. Ento 
faa a orao, entrando em cada cmodo, e lembrando cada um 
dos eventos, desafios e triunfos de sua vida. Comece com louvor, 
termine com louvor, e, no meio, faa notrios a Deus os seus 
pedidos mais urgentes, tanto por voc como pelos outros.
O maior desejo de Deus  ser a sua habitao  um lar para 
o seu corao. Ele no quer ser apenas uma fuga no fim de 
semana. Ele no tem interesse em ser uma casa aos domingos, ou 
at mesmo uma casa de vero. Ele deseja ser o seu endereo 
postal, seu ponto de referncia, sua casa... sempre. Ele quer que 
voc viva na Grande Casa de Deus, uma promessa literal de seu 
Filho: "Se algum me ama, guardar a minha palavra, e meu Pai o 
amar, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23).

FIM

O Autor
MAX LUCADO  pregador e autor de vrios best-sellers.
Vive em San Antnio, Texas.
Ele e sua esposa, Denalyn, tm trs filhas:
Jenna, Andra, e Sara.
Eles cultuam a Deus e ministram na Oak Hills Church of Christ.



 




 




 




 
